domingo, 3 de julho de 2011

A Dieta Sensorial - Tratamento de Transtorno de Integração Sensorial


A Dieta Sensorial - Tratamento de Transtorno de Integração Sensorial



Se a criança tem sintomas de Transtorno de Integração Sensorial conversa com seu médico (Pediatra ou Neuropediatra) que podem encaminhá-lo a um Terapeuta Ocupacional especialista na abordagem Integração Sensorial para uma avaliação. Ela pode fazer-lhe perguntas sobre comportamento, hábitos alimentares, ou preocupações de desenvolvimento em sua avaliação. Ela pode usar um questionário padronizado(Perfil sensorial) para avaliar o seu filho para disfunção sensorial.

A Dieta Sensorial


Que é uma "dieta sensorial"? Não, esta não é uma dieta de apenas determinados alimentos ou calorias determinado. Uma dieta sensorial é um termo usado para descrever as atividades sensoriais que são usadas para tratar crianças com Transtorno de Integração Sensorial. Seu terapeuta ocupacional irá criar um "menu" de atividades para fazer com seu filho. Ela terá que realizar essas atividades em uma ordem específica para criar uma "refeição" sensorial ou "snack". Assim como as dietas nutricionais, a dieta sensorial é projetado para as necessidades sensoriais de seu filho. Seu terapeuta ocupacional irá criar um plano de atividades para fazer durante o dia.

Uma dieta sensorial é um programa de atividade planejada e programada, que inclui uma combinação de alertas, calmante, e organização de atividades. É baseado no princípio de que certas atividades que terão um efeito modulador sobre o sistema nervoso, por um período de tempo limitado e, portanto, deve ser repetido durante todo o dia. Através do uso de uma dieta individualizada sensoriais, incorporando toque pressão profunda, o trabalho pesado, e movimento, uma pessoa torna-se mais concentrada, adaptáveis e habilidosos em suas atividades diárias.

Ensine as crianças a regular o seu sistema sensorial com a Dieta Sensorial

- Movimento e equilíbrio (vestibular)
- Movimento e Resistência (propriocepção)
- Tátil
- Motor-Oral
- Visuais, auditivas e olfativas



Atividades que são tipicamente de ALERTA sensorial

- andar rápido, pular, saltitar, polichinelo,pular corda, trilha com obstáculos( cama elástica, tábua de equilibrio, balanço)
-  música - freqüências mais baixas que provocam o movimento (bateria), enquanto que as freqüências mais elevadas podem envolver a atenção (flautas)
- temperaturas frias (incluindo alimentos)
- escovação rápida e toque leve e profundo
- movimento rápido, especialmente rotação
- sabores azedo ou picante
- usar os músculos para o "trabalho pesado" de empurrar, puxar, contra a resistência (tende a ser tanto de alerta e de organização, isso pode ajudar a diminuir "motores muito rápido" e aumentar "os motores muito lento")





 Atividades para ACALMAR o nivel sensorial

- Atividades táteis (pintura,argila,areia,massinha, água, colagem com cereais (feijão)
- música lenta (clássica ou sons de natureza - pássaros,ondas, água)
- toque de pressão constante e firme, ou apertar (abraço forte, compressão profunda,sentar em cima de almofadas ou puff)
- usar os músculos para o "trabalho pesado"(empurrar uma parede, puxar uma corda, carregar livros)
- sabores doce (pirulito, suco com canudinho)
- movimentos lineares lentos com ritmos(rede e balanço)
- Relaxamento com pressão profunda

Massagem toque profundo -Relaxamento.

O BRINCAR COMO AUXÍLIO NO COMPORTAMENTO DA CRIANÇA AUTISTA

A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, seqüências, habilidades, solucionar problemas, explorar sentimentos, desenvolver causa e efeito, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado.

Para começar escolha algo que funcione com o autista, o que chamaria a sua atenção (dinossauros, tubarão, fadas, jogos, bola). Deixe a criança iniciar a brincadeira, fazer uma escolha. Se a criança recusar a sua presença na brincadeira comece apenas observando-a brincar, depois introduza comentários ("nossa, este carro é bem veloz!"). Não se preocupe se a criança ignorar seus comentários, continue a introduzi-los aos poucos.

Ajude a criança a engajar-se na comunicação recíproca na brincadeira. Exemplo: a criança está brincando com um carrinho. Você pode pegar outro carro e dizer: "este carro amarelo corre melhor que o azul. Vou mostrar! Cadê o azul? Ah! aqui está". (Pegue o carro marrom e deixe a criança corrigir você). Cometa outros erros e comece uma corrida de carros com isso.

Quando a criança estiver confortável em brincadeiras recíprocas, aumente a interação.

Exemplo: Ela só quer brincar de carrinho, pegue um brinquedo de animal e peça carona, depois reclame que o cachorro está com fome proteste e insista, com o tempo a criança vai parar e brincar de alimentar o cachorro. Aumente a brincadeira e encontre alguns amigos para o lanche, como o elefante, leão, e outros, alargando o horizonte e os interesses da criança. Se for muito sobrecarregado para a criança este passo, volte um pouco para traz.

Evite questionamentos e direcionamentos. Muita estrutura e perguntas nesta hora podem inibir tanto a iniciativa da criança como o processo dela solucionar problemas. Quando a criança estiver se sentindo confortável com a brincadeira recíproca, você poderá direcionar a brincadeira para conceitos e seqüências que deseja trabalhar. Exemplo: Ela só brinca de carrinho e sempre os coloca na mesma ordem. Introduzindo o cachorro e novos problemas, a criança começará a dar atenção a outros brinquedos.

Brinque e interaja. Pretenda ser um dos brinquedos e explore isso. Exemplo: Ao invés de dizer "venha e me ajude a construir um forte", seja um personagem que está pedindo ajuda. Converse com os brinquedos. Quando a criança estiver acostumada com este tipo de brincadeira tente mudar sua estrutura. Exemplo: Se ele só quer brincar com o carro azul, peça para deixar que você brinque uma vez com o carro azul.

Se a atenção da criança for mínima, não puxe a brincadeira por muito tempo. O importante é ela aprender como é gostoso brincar com outras pessoas.

Não se preocupe se está fazendo certo ou errado. Se divirta com o processo. O único erro é não brincar ou não tentar interagir com a criança.

Fonte: Autism Asperger´s Digest Magazine
http://www.indianopolis.com.br/si/site/1180?__akacao=466864&__akcnt=76c70bc0&__akvkey=ceb8&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=emkt_relacionamento_artigosJunho2011

Dicas de Jogos para Coordenação Motora Fina parte 1

 Pula-pirata

 Pescaria

Jogo Cai não Cai

 Quebra-gelo

 Tapa Certo


Jogo de Varetas

Jogo Resta Um

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sugestões de Atividades Coordenação Motora Fina parte 25

Usar batedor, jarra, água e sabão.
 Bolinhas de gude e pegador de gelo

Pratique escavar.
Use um batedor de ovos, água e um pouco de sabão para ter mais diversão

Prática despejando água para 2 copos.

Dicas de Jogos para Coordenação Motora Fina parte 3


Boneco Sr. e Senhora Cabeça de Batata




Jogo Pula Macaco

Jogo Lig 4



Jogo Hipo Gula Gula
Jogo Ponto de Equlibrio

Jogo Palhaço Equilibrista


Jogo Lança Frutas
 Jogo Papa Bolinhas

Dicas de Jogos para Coordenação Motora Fina parte 2

Jogo do Elefun



Jogo Pulgas Malucas

Jogo Papa Biscoito
Jogo Segura Feijão

Jogo Os dentes do Crocodilo

Jogo Pega Mosca


Jogo Puxa Puxa Batatinha


Jogo Cara Maluca

Questões de toque em Crianças com Perturbações do Espectro Autista

Problemas sensoriais, muitas vezes interferem no aprendizado e no comportamento estranho ou inadequado.  
Enquanto a maioria das crianças com transtornos do espectro autista têm dificuldades de processamento  sensorial de um ou mais dos sentidos.o sensibilidade ao toque é mais comum.
Essas crianças reagem a sub ou super-estimulação com defensividade tátil.
Não querendo tocar ou ser tocado, ficando fora de abraços, e usando apenas determinados tipos de roupa caracteriza esse distúrbio sensorial.
No outro extremo, as crianças com problemas de  processamento tátil pode procurar o estimulo em excesso como-  Apego à mãe, tocar ou abraçar tudo e todos à vista, ou sem dor e repetidamente batendo a cabeça na cabeceira da cama.
O que é Transtorno Processamento Sensorial em Crianças com Autismo? 
O cérebro deixa de integrar as informações corretamente com os outros sentidos e a criança pode  perceber toque como de maneira perigosa, e reage defensivamente. um comportamento estranho ou de agressividade pode ser uma resposta inadequada do estimulo sensorial devido o transtorno.

Quando as crianças autistas são sensíveis ao toque, os sintomas podem variar de criança para criança, devido diferentes tipos de estimulos 

- dor - temperatura  -  vibração  - leve toque  - pressão  

Questões de toque em Crianças com Perturbações do Espectro Autista

   Crianças do espectro autista pode ser hipersensíveis ao toque ou hiposensível ao toque. Os seguintes sinais  - não sentir dor, recusa-se abraços, se apega demais, sempre quer apoiar em você ou te abraçar, sempre tocando coisas e pessoas, mantém a sua distância ao sentar-se com a família ou amigos, não gosta de texturas ásperas roupas, costuras, etiquetas, não quer escovar, pentear, ou lavar o cabelo, luta contra a escovar os dentes, não quer usar sapatos, gosta de fazer uma bagunça, fica irritado em pisar na grama ou areia, bate a cabeça na cabeceira da cama, chão, objetos ou pessoas e ama ou odeia brinquedos vibrando 


Autismo e Integração sensoria

Problemas de Integração Sensorial - Sensibilidade ao toque


seu filho fica nervoso quando seu rosto é tocado?  ele insiste em remover todas as etiquetas de todas as suas roupas? Ele é cauteloso em tocar as coisas que ele acha que pode se sentir pegajoso ou difícil? Ele prefere  certos tecidos e tem uma aversão em usar outros? Seus pés são realmente sensíveis?

Se este for o caso, então o seu filho, ele tem uma sensibilidade ao toque. Este é um dos problemas de integração sensorial que pode ocorrer em crianças, e é  conhecido como "defesa tátil".

Você deve saber que o toque tem um papel essencial no desenvolvimento social e emocional das crianças e que lhes permite construir sobre seus relacionamentos existentes e também ajuda-los a fazer novas conexões. Esta é a função que liga uma mãe com seu recém-nascido.

Outra função que desempenha o toque é a de ser um sistema de alerta e um indicador de dor. É devido a esta função que o nosso cérebro registra a dor. Eventos que são dolorosas pode nos alertar sobre o que está a seguir, muitas vezes obrigando-nos a tomar decisões rapidamente para evitar maiores danos.

No entanto, existem casos em que as sensações de toque são erroneamente registrado pelo cérebro devido a anormalidades no sistema tátil de uma criança sensorial. Uma criança, em tal cenário, pode acabar se sentindo ameaçado por uma sensação de toque que poderiam ser vistos como inofensivos. Se seu filho tem reações extremas em situações aparentemente inofensivo, ele poderia sofrer de sensibilidade ao toque.
Se o seu filho tem essa condição, então é muito importante que ele receba o tipo certo de cuidado e atenção. Alguma sensação física pode ser visto como uma ameaça para seu filho.
Uma sensação aparentemente lisa pode ser a causa da dor imensa a sua criança. Isso teria um efeito adverso sobre o seu comportamento .Seu filho, neste momento, poderia  reagir com grito, choro ou raiva.

 Este é um distúrbio de integração sensorial que pode afetar a capacidade de aprendizagem do seu filho. 

 


Integração sensorial refere-se ao processo de organização cerebral para eficientemente processar a recepção de informação sensorial em uma representação coerente do mundo. As crianças neurotípicas aprendem a integrar seus sentidos nos primeiros anos. Elas o fazem através de interações com as pessoas próximas e através de brincadeiras exploratórias. Na verdade, toda e qualquer ação da criança resulta em informação sensorial para o cérebro, o que contribui para o processo de organização e integração. Quando sua criança de 4 anos pula na cama, roda em torno do próprio eixo até ficar tonta ou quer que você a segure de cabeça para baixo, ela está integrando seus sentidos. O sistema vestibular (que controla o equilíbrio) continua a amadurecer até a adolescência, o que explica o porque dos adolescentes buscarem experiências intensas como as das montanhas-russas, enquanto que os adultos geralmente não as toleram fisicamente.


Crianças com autismo não são diferentes em relação a isto. Elas também recebem a informação sensorial que ajuda o cérebro a se organizar através de atividades como rodar, balançar, correr, pular, bater, tocar, mastigar, apertar, e cheirar. A diferença é que crianças com autismo geralmente necessitam fazer estas atividades por períodos maiores e de forma mais intensa do que outras crianças. Algumas delas também continuam a precisar destes tipos de estímulos engajando-se em comportamentos auto-estimulatórios que não seriam considerados “apropriados” para suas idades em nossa sociedade. Devido a comportamentos desta natureza, crianças com autismo são amplamente incompreendidas.

Movimento: Algumas crianças são hiposensiveis a sensações de movimento, e assim eles tem um grande desejo de correr, pular, girar, saltitar, pouca noção do perigo,não parece ficar tonto, e gira por um longo tempo, e parece gostar de movimento rápido como balançar. parece desajeitado, e pode tropeçar ou cair com freqüência..

Uma criança que é hipersensível ao movimento fica constantemente nervoso com mudanças posturais, se assusta facilmente, com medo do movimento.Exemplo subir/descer escadas, balanço,escorregador, cama elástica e outros.

  • Torna-se ansioso ou angustiado quando os pés deixam o chão
  • Evita escalar ou pular
  • Evita equipamentos de playground
  • Procura todos os tipos de movimento e isso interfere com a vida diária
  • Assume riscos excessivos enquanto estiver jogando, não tem consciência de segurança

Autismo: Pais têm que entrar no mundo de crianças afectadas


Uma “saída” para o autismo é quase sempre possível, mas exige, mais do que técnicas, a capacidade de os pais “entrarem” primeiro no mundo dos filhos e criarem canais de comunicação e relacionamento, defende o especialista norte-americano Raun Kaufman. Kaufman, que a Associação Vencer o Autismo traz a Lisboa e Porto este sábado e segunda-feira para uma série de conferências gratuitas, apresenta-se como um ex-autista classificado como irrecuperável na infância, isolado e com um coeficiente de inteligência mínimo, e que alcançou uma recuperação total graças à perseverança dos pais.
“Eu não dizia uma palavra. Balançava para a frente e para trás ou punha pratos a girar. Quando o fazia, os meus pais sentavam-se ao meu lado e giravam pratos comigo”, descreveu Kaufman, em entrevista à Lusa.
A participação dos pais nestas tarefas que servem de refúgio para os autistas, em vez de tentar mudar comportamentos com castigo ou recompensa, permite estabelecer uma relação, e assim a comunicação e a capacidade de socializar, afirma.

“É muito importante, antes de tentar mudar comportamentos, criar uma relação estável. Primeiro que tudo, juntamo-nos ao nível deles. As crianças mostram-nos a entrada, nós mostramos a saída”, afirma Kaufman, que com base na sua experiência criou o programa “Son Rise”, nome do livro escrito em 1973 pelo pai de Raun acerca do “triunfo” sobre este distúrbio.
Metade do programa, que já envolveu perto de 25 mil famílias, consiste em técnicas específicas a usar para ajudar as crianças a sair do isolamento. A outra parte é “trabalhar a própria atitude dos pais”, refere.
Além do “crucial” envolvimento dos pais, o relacionamento com a criança deve preceder qualquer tipo de aprendizagem de leitura ou matemática, para “não pôr a carroça à frente dos bois”, defende.
“Isto não tem a ver com sucesso académico, mas sim com criar uma relação e depois ensinar a socialização e a construir amizades com as pessoas”, sustenta.
Na opinião do especialista, “provavelmente o mais negligenciado aspeto do autismo” é a criação de um ambiente de “relaxamento e conforto” para as crianças.
“Para estas crianças o mundo parece muito caótico, imprevisível, e às vezes assustador, portanto tornam-se stressadas ou desconfortáveis", diz Kaufman, que acrescenta: "Num meio amigável, elas usam mais linguagem, relacionam-se mais".
O número de casos de autismo entre as crianças tem disparado nos últimos anos, e é hoje de um em 100, de acordo com as associações.
Apesar da muita investigação feita a nível académico sobre as razões para este aumento, ainda não existe uma explicação consensual, embora haja indicações de que o autismo resulta de uma predisposição genética e é desencadeado por um incidente (por exemplo uma agressão ou insulto) nos primeiros tempos de vida, afirma Kaufman.

Em qualquer caso, o diagnóstico de autismo não é "uma sentença de que as crianças não vão poder ir à escola, ter amigos ou uma vida normal, refugiando-se em objetos ou em comportamentos repetitivos", garante o especialista.
“Cada vez mais crianças estão a recuperar, e mesmo os que não recuperam totalmente fazem mudanças gigantescas”, aponta.
O "Son Rise" não tem estatísticas precisas sobre a percentagem de indivíduos que recuperam com o programa, mas “99 por cento registam progressos muito significativos”, diz.
“Posso dar a esses pais um sentido de esperança, para não acreditarem na mensagem de desistirem das crianças. Há luz ao fundo do túnel”, afirma Raun Kaufman.
Diário Digital / Lusa

Inclusão da Deficiência

Nilton Salvador

Muito se fala em inclusão social. Muitas reuniões tidas como conversas de altas rodas discutem a inclusão social até com certa autoridade, quando na realidade alguns integrantes do sistema sequer sabem do que estão falando.
Inclusão social é uma opção política pela construção de uma sociedade mais digna, justa e igualitária, mesmo que em sonhos, pois que garantiria o acesso e plena participação no espaço social da comunidade sem distinção.
Como se pode conseguir atingir estes simples objetivos, se o que mais vemos são as mais elementares condições de vida não serem reconhecidas, e normalmente desrespeitadas tanto pela ignorância quanto pelo abuso de alguns que sequer sabem o que é poder.
Quantas vezes nos defrontamos com situações das mais entristecedoras, e sofremos por saber que aqueles indicados pelo poder público principalmente, não tem a menor sensibilidade de trabalhar com a diversidade e que esta é um valor em si mesma, por ser uma fonte de enriquecimento e fortalecimento em cada grupo social por mais diferenciado que seja.
Como é dolorido ver que o contexto da diversidade implica a existência de um conjunto de necessidades, principalmente para os portadores de necessidades especiais; que cabe ao poder público ajustar, e que tão somente através da atenção e de condições diferenciadas se pode obter igualdade de oportunidades.
Muito se fala em inclusão social, repito, mas não sai uma palavra da boca dos responsáveis pelo sistema, para enfatizar que para ser alcançada, depende do desmonte da cartilha de venda de criação de dificuldades, para a construção de contextos e de práticas sociais de facilidades, ou seja: que respondam ao conjunto das necessidades existentes em cada comunidade.
Sociedade inclusiva não deveria ser novidade para ninguém, afinal de contas, até a nossa Constituição optou por ela.
Pode ser um choro isolado.
- Olha aqui, quem sabe você está defendendo alguém de barriga cheia?
- Não.
Muito já se fez, mas pouco se faz para manter um valor que deveria ser intrínseco na educação de cada cidadão.
O que se faz acontece por uso da força de leis que garantem a defesa de alguns deficientes, amparados por seus responsáveis mais esclarecidos.
Seria muito estranho ouvir de um desabilitado que ele é igual a qualquer cidadão.
- Não, não!
- Ele é melhor ainda do que qualquer cidadão, porque ele tem leis que lhe oferecem cuidados e etc.
- Infelizmente as dificuldades aparecem no etc.
Para serem atendidos e respeitados em suas peculiaridades eles têm que dominar o conhecimento das leis que os protege, e usá-las como se fosse uma medida de força.
E aqueles desabilitados que a natureza não lhes permitiu se pronunciar?
Uma escola somente será inclusiva quando sua prática pedagógica der conta de constatar, reconhecer e responder às necessidades de todos os seus alunos, inclusive daqueles com deficiência, mental ou não.
Muito embora a legislação lhes garanta amparo, são dependentes dos seus dedicados cuidadores, pois na prática ainda vivem segregados e excluídos.
- Não, não. Também não estamos chorando de barriga vazia. Muitos avanços já foram conseguidos, mas há também que se desvelarem às contradições e barreiras ainda existentes.
Não é fácil para qualquer mandatário, o desgaste que esta opção foi, leva e continua a ser muito grande, mas o que é a vida se não uma busca por realizações.
Temos consciência que cada caso é um caso, não podemos generalizar as pessoas, cada uma tem suas características, mesmo nossos filhos têm seu jeito de ser, é preciso que nós tenhamos em mente que quanto mais cedo viabilizemos meios para que eles aprendam, tenham contato com técnicas e terapias, estaremos contribuindo para que o seu cérebro, por meio da neuroplasticidade, possa reagir e encontrar novos caminhos para se adaptarem ao meio.
Lembro-me mais ou menos de uma oração que diz assim: “somos passageiros deste mundo e não estamos aqui apenas para buscar, mas trazemos as mãos prontas para o trabalho, o coração cheio de amor para repartir, e a alma repleta de emoções que às vezes transbordam e me fazem chorar.”
Por fim, temos que pedir a Deus que nos conceda a chance de educar com amor, pois eles precisam muito ser amados, pois são pessoas muito especiais mantendo firme a vontade de viver.

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

Do Vivências Autísticas

COMISSÃO DIRETORA

PARECER Nº 521, DE 2011


Redação final do Projeto de Lei do Senado nº 168, de 2011.

A Comissão Diretora apresenta a redação final do Projeto de Lei do Senado nº 168, de 2011, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Sala de Reuniões da Comissão, em 15 de junho de 2011.
 ANEXO AO PARECER Nº 521, DE 2011.
Redação final do Projeto de Lei do Senado nº 168, de 2011.
Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada por:

I – deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento;
II – padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.
§ 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.

Art. 2º São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista:

I – a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista;
II – a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;
III – a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;
IV – a inclusão dos estudantes com transtorno do espectro autista nas classes comuns de ensino regular e a garantia de atendimento educacional especializado gratuito a esses educandos, quando apresentarem necessidades especiais e sempre que, em função de condições específicas, não for possível a sua inserção nas classes comuns de ensino regular, observado o disposto no Capítulo V (Da Educação Especial) do Título V da Lei n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional;
V – o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);
VI – a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações;
VII – o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis;
VIII – o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País.
Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.

Art. 3º São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:

I – a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer;
II – a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;
III – o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo:

a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;

IV – o acesso:
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social.
Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado.

Art. 4º A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência.
Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4º da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001.

Art. 5º A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei n º 9.656, de 3 de junho de 1998.

Art. 6º O § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 98. .......................................................

......................................................................
§ 3º A concessão de horário especial de que trata o § 2º estende-se ao servidor que tenha sob sua responsabilidade e sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente com deficiência.

...........................................................” (NR)

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Educação Inclusiva ou Excluída?

Texto: Nilton Salvador

Vivências Autísticas


     Desde quando ainda se falava que nossos filhos, autistas ou não eram “excepcionais”, enfaticamente nas décadas de 70 e 80, e de lá para cá passando por diversas nomenclaturas cheias de boas intenções, mas sem muita funcionalidade, até chegarmos ao final da primeira década deste milênio com eles ganhando a leitura gloriosa de “pessoa com deficiência”, de acordo com nova portaria do governo.
     Naquelas décadas com grande impulso, estava nascendo nos Estados Unidos e na Europa à educação inclusiva, começando também a entrar em discussões por aqui.
     Como em nosso país quase tudo se copia, e que em termos educacionais nossos modelos sempre tiveram sotaques estrangeiros, o novo conceito caiu por aqui como uma luva, até por existir oferta de estabelecimentos de educação especial, e como embrionariamente já se ensaiasse conviver com a educação regular, não poderíamos ser indiferentes deixando o bonde da moda estrangeira passar, sem embarcar.
     Atualmente nos colégios norte-americanos e europeus, todos os colégios de educação regular, oferecem apoio à educação inclusiva, aos alunos com necessidades especiais, sendo que na Espanha e na França, além dos professores especialistas, os alunos têm mais um, que é responsável pela sala de aula, denominado de tutor.
     Enquanto isso, por aqui, nós ficamos na esperança de que a propaganda enganosa vigente do sistema de educação nacional se torne realidade.
     Lá os métodos podem ser alterados, mas os objetivos do currículo não. Aqui, quando se fala em implantar educação inclusiva em qualquer estabelecimento de ensino regular, além da escola ser modificada em sua estrutura, a organização do currículo e a avaliação deve ficar de acordo com seus gestores, que se utilizando de desculpas esfarrapadas pensam que podem evitar atitudes discriminatórias, por desconhecerem que isso acontece por falta de educação, familiar.
     A criança com necessidades especiais, e por essa titulação nós pais somos responsáveis, porque temos o hábito de ver nossos filhos, autistas, como crianças e não como pessoas, mantendo-os eternamente púberes, quando é colocada junto com as outras normais, criam-se, ou não, atividades específicas para elas, enquanto que a educação inclusiva volta-se para todos os alunos, centrando-se mais em objetivos comuns e de currículo flexível, mesmo havendo divergências, pois é frequente entre seus defensores o encontro de quem queira a continuidade da segregação.
     Nada a ver uma coisa com a outra, mas os defensores do atraso, em face das políticas equivocadas, e o nosso sistema político partidário vigente está infestado deles, além de não saberem o que é ter filho deficiente, são informados que eles são crianças excluídas da educação por estatísticas, que eles mesmos criaram.
     Para eles o maior drama é transferir alunos com necessidades educativas especiais das escolas especializadas, e das classes especiais para as classes regulares, sem generalizar, é claro, porque não sabem destacar a diferença entre eles.
     Na Europa e nos Estados Unidos, a inclusão de crianças com dificuldades em salas de aulas regulares aumentou e nas instituições especializadas diminuiu, porque tanto na formação como na implantação, os professores atualizam seus currículos, para que estejam bem preparados no momento de atender a demanda, coisa que por aqui não pode acontecer porque preferem o comodismo ficando à margem da atualização.
     Mesmo que ficassem resolvidas essas questões, a educação inclusiva antes de prosperar ainda terá muita dificuldade, pois, em nosso sistema, a educação segregada é mais frequente porque é inconveniente trabalhar programas educativos integrados.
     As crianças normais quando ficam entre crianças deficientes com atrasos de intelectualidade, não são prejudicadas por esta integração, ou pela convivência com os estereótipos inapropriados delas, ou ainda pela redução no ritmo de desenvolvimento, não existindo registro de efeitos adversos, obtendo vantagens recíprocas quando aprendem em conjunto.
     Já existem pesquisas mostrando que alunos sem dificuldades de aprendizagem também têm vantagens no ensino inclusivo, porque o convívio deles com aquelas crianças aumenta a autoestima, amplia a competência social e faz com que se aprenda a respeitar as diferenças e os estigmas favorecendo sua maturidade.
     Na Constituição Federal há um artigo favorável à educação inclusiva, que não é obedecido, pois os nossos educadores, geralmente políticos de plantão, preferem posar de signatários da Declaração de Salamanca e protocolos internacionais para deficientes aparecendo nas propagandas humanitárias, onde vicejam mídias ficcionistas mostrando o crescimento do número de alunos em salas de aulas regulares, que não existem.
     Criança deficiente não se importa que os professores inventem modas ou percam tempo para explicar alguma coisa que ela demore a entender, porque assim têm chances de aprender mais e melhor, e ainda... Os alunos eficientes apreciam auxiliar o coleguinha com dificuldades porque entre eles quem fala é a pureza da alma.
     Os obstáculos para a aplicação da educação inclusiva são os mesmos, em qualquer idioma, mas nada pode ser pior do que aqueles que deixam de ser percebidos pela Psicologia Social, por atitudes alguns mandatários do meio educacional, contra as pessoas deficientes, autistas ou não, que dificultam sua implantação e desenvolvimento.
     Quem me dera que a educação inclusiva tivesse iniciado por aqui nos anos 70/80 a exemplo dos americanos e europeus, pois fico imaginando meu filho autista, que pouco depende de nós, mesmo não tendo aprendido a ler, saberia cortar sua barba e amarrar o cordão dos seus sapatos, em função da metodologia de convivência escolar com o próximo, e ser incluído como exemplo na história dos deficientes como mais um grão de areia na construção edifício de progresso da humanidade.
     Quando se fala em educação inclusiva, costumamos deixar passar despercebida a grandeza do conceito nela implícito, que foi criada para todas as “pessoas com deficiências”, mas que nos dias atuais está ensaiando uma saída honrosa para que o sistema educacional “encaixe”, nossos filhos, pelo menos para manter o seu direito de crescer e a viver com natural autonomia.
     De minha parte me vejo obrigado a repetir que nesta salada mista de leis, decretos, portarias, etc, os dirigentes da educação continuam dando mais valor ao condimento do que ao legume.
     Quem sabe nossos filhos deficientes, autistas ou não, em mais uma reação dos seus pais, dotados da Síndrome da Paciência, tenham direito a uma vaga na escola inclusiva, por uma questão de bom senso e respeito por seu semelhante, coisa que nossos legisladores insistem em demonstrar que não sabem o que é.
     Para Deus, pessoas deficientes são aquelas que estacionam no preconceito e na discriminação...

Lionel Messi: uma lição de vida!

Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona.
Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.

É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga". E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.
E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?
O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.
Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona... E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.
Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipa B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipa principal. A 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. A 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou ao Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.
Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas": campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!!!
O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros!!! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, vencendo qualquer coisa como... 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos...
Lionel Andrés Messi
22 anos (24/06/1987)
Nacionalidade: Argentina
Palmarés: campeão espanha (2005, 2006, 2009), taça do rei (2009); supertaça espanha (2005, 2006, 2009); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009).