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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Autismo - definições

Há cerca de 20 anos surgiu a primeira associação para o autismo no Brasil. Até então, a síndrome era conhecida por poucos profissionais da área de saúde e, alguns pais que haviam sido supreendidos com o diagnóstico. De acordo com a Autism Society of American (ASA), o Autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. Acomete cerca de 20 em cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino que no feminino. É encontrado em todo mundo, em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças que possa causar a doença. Segundo a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro.
Normalmente o diagnóstico é feito antes do três anos de idade a partir da observação de problemas como:

Comprometimento na interação social;
Comprometimento na comunicação verbal e não-verbal e no brinquedo cognitivo;
Comportamento e interesses restritos e repetitivos.

À medida que vão crescendo, chama a atenção o fato de parecerem não escutar os comandos dados, haver uma ausência de medos reais, uma aparente insensibilidade à dor, uma forma diferente de andar (na ponta dos pés) e a presença de gestos estranhos nos quais buscam conforto, como balançar o tronco, por exemplo. Episódeos de autoagressão podem acontecer. Os autistas também podem apresentar hipersensibilidade a determinados sons e repetir imediata ou tardiamente frases e sons ouvidos.
O preconceito ainda é muito grande, por isso associações como a Mão Amiga (Associação de pais e amigos de pessoas autistas) buscam incluir esse indivíduo na sociedade, especialmente os de família de baixa renda. O programa “Son-Rise” feito pelo “Inspirados pelo Autismo” tem como objetivo facilitar o desenvolvimento da comunicação verbal de crianças e adultos com autismo e dificuldades de comunicação. O programa apresenta uma abordagem altamente inovadora e dinâmica com workshops que oferecem aos pais e profissionais as informações e técnicas necessárias para começar a implementar o “Son-Rise” em suas casas ou clínicas.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como pensa e se sente uma criança com Autismo de Alto Funcionamento


- Eu posso estar concentrado nos meus pensamentos e não ouvir alguém chamar ou falar comigo

- Um determinado sabor pode ser ótimo para toda a gente, e para mim ser de vômito

- O mesmo acontece com alguns cheiros. O melhor perfume do mundo pode fazer-me sentir a sufocar.
O cheiro do tabaco pode ser completamente insuportável.

- Às vezes os ruídos são para mim ensurdecedores e eu tenho de tapar os ouvidos ou fugir.
- Eu tenho determinados rituais ou "manias", que tenho de seguir escrupulosamente, para ficar calmo e relaxado. Mas às vezes fico frustrado pois ocupam-me muito tempo.

- Às vezes fico assustado se vejo muitas pessoas à minha volta ou alguém que desconheço. Nem sequer quero olhar para eles ou falar com eles, quero ser invisível. Tenho dificuldade em pedir coisas nas lojas ou em falar com o empregado do restaurante. Fico muito envergonhado e um pouco assustado.

Albert Einstein - documentário completo dublado


Estude sugere que há quatro subgrupos clínicos de autismo

Facebook da Cláudia Marcelino:

"Um estudo sugere que há 4 grds subgrupos clínicos de autismo:

1º Sistema imune desregulado, com tb problemas no sono e sensibilidades sensoriais, mas pouco atraso do desenvolvimento (este é o maior grupo);
2º Os com problemas sensoriais e distúrbios do sono, mas sem problemas imunológicos;
3º Os com significativa desordem de comportamento repetitivo;
4º Este combinaria todos os sintomas dos outros grupos e ainda apresentam atraso do desenvolvimento significativo.

Essa divisão do diagnóstico de autismo em subgrupos, mostra que não é uma questão de grau de autismo, mas em que grupo de manifestações que a pessoa se encaixa.

Tb não tem nada a ver com o espectro de autismo, onde outras síndromes estão embaixo do mesmo guarda-chuva. Aqui é o autismo que se subdivide em grupos com diferentes manifestações."

 fonte: http://sfari.org/news-and-opinion/in-brief/2012/clinical-research-study-suggests-four-autism-subgroups


terça-feira, 24 de abril de 2012

O desafio deramátco da família autismo

A realidade pouco conhecida mostra O Bem a partir de experiências pessoais de quatro mãesPor NICHOLAS MALDONADO
"Uma bomba na casa" para Adela Brehirinier descreve o impacto de um diagnóstico de autismo na família. Mãe de Cameron (11), diagnosticada aos quatro anos, Adela sabe o que está falando. No entanto, a sua maneira de descrevê-lo mal chega resumir desespero, o isolamento, a incerteza ea enorme quantidade emocional que teve de enfrentar dia após dia a sua família. Talvez seja por isso Rodolfo Carnevale, diretor de cinema e irmão de um jovem com autismo, que a melhor maneira de transmitir essa experiência era fazer um filme.
O primeiro a afastar-se são os amigos ea política de família. Para convidá-lo a deixar suas casas, porque eles sabem como lidar com

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Os diferentes graus de autismo







Breve resenha histórica do autismo

Francisco Balbuena Rivera
 
Departamento de psicólogo, de Psicologia, Universidade de Huelva.Reflexão sobre o desenvolvimento histórico e estado atual da pesquisa do autismo.

 
O início da pesquisa do autismoAntes de voltar ao trabalho pioneiro desenvolvido por Leo Kanner (18941981) no estudo do autismo, devemos lembrar a infeliz escolha que o termo significa, dada a confusão que levou para o autismo em 1911 tinha usado Eugen Bleuler (1857-1939) para expressar a suspensão ativa que alguns pacientes esquizofrênicos cair de volta para o reino da fantasia, porque, ao contrário Bleuler, que o encaminhou para evitar o comportamento intencional das relações sociais, para o qual foi encaminhado à incapacidade de Kanner para estabelecer tais vínculos relacionais. Além disso, enquanto a retirada sentido bleueriano foi conectado à rica vida de fantasia do sujeito esquizofrênico, que não acontece no autista, que carece de ingrediente cognitiva tal.  


Ele alguns pesquisadores do autismo inferir uma possível ligação entre a esquizofrenia este e posterior na idade adulta, o que influenciou a tendência entre os psiquiatras infantis usados ​​alternadamente rótulos diagnósticos de esquizofrenia da infância, autismo e psicose infantil (1) .Na tentativa de isolar a síndrome autista de outras condições psiquiátricas mencionados, foi necessário para determinar quais os sintomas que são universais e que eram específicas, nomeadamente no âmbito da incapacidade de um primeiro profunda e geral para estabelecer relações com os outros aquisição da linguagem, com atraso, difícil de entender, ecolalia e pronome reversão e fenômenos rituais ou compulsivo, como a insistência na identidade, que Rivière (2) prefere chamar de distúrbio da função executiva, a julgar esse rótulo mais preciso apoiada e nutrida pela pesquisa.  

terça-feira, 17 de abril de 2012

Autismo por José Salomão Schwartzman

fonte: http://journeyinesperada.blogspot.com.br/2012/04/autismo-por-jose-salomao-schwartzman.htmlfAutismo por José Salomão Schwartzman

Fonte: http://drauziovarella.com.br

Autismo (segunda parte) - José Salomão Schwartzman

Neuropediatra, formado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, especializou-se em Neurologia Infantil no Hospital for Sick Children, em Londres, e é professor titular de pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO – INTERAÇÃO PESSOAL

O que chama mais atenção na criança autista é a dificuldade de interação pessoal. O desejo e a forma de interagir com o outro são inatos na espécie humana. Aparentemente, um equipamento biológico faz com que as pessoas despertem a curiosidade e o interesse do bebê. Logo nas primeiras horas de vida, diante de outras figuras, ele já demonstra preferência por um rosto. Esse elo, que falta ou está profundamente perturbado no autista, determina uma característica que vai acompanhá-lo a vida toda.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O AUTISMO E SUA RELAÇÃO COM A PSICANÁLISE

fonte: http://www.celpcyro.org.br/v4/html/OAUTISMO.htm

Wanderley Manoel Domingues

A Psicanálise como ramo do conhecimento humano, necessitade uma grande renovação para sua própria sobrevivência. Suacontribuição para a compreensão dos fenômenos mentais foifundamental no século passado. As descobertas realizadaspor Sigmund Freud influenciaram enormemente o pensamentoocidental, determinando uma mudança consistente, inclusivenos procedimentos hospitalares no que tange ao tratamentode pacientes portadores de distúrbios mentais. O brilhantismointelectual de Sigmund Freud e sua visão de futuro foramfundamentais no pensamento moderno. Seus seguidores, MelanieKlein, Wilfred Bion, Winnicott, Margareth Mahler, entreoutros tantos, buscaram uma compreensão dinâmica dos processosmentais, gerando a construção de um edifício teórico substanciosoe de valor inestimável.

No entanto, o isolamento da Psicanálise acabou comprometendosua evolução como um todo. A concepção visionária de SigmundFreud - de que a bioquímica teria papel fundamental na compreensãodos fenômenos mentais, expressa em um de seus últimos trabalhos, Psicanáliseterminável e interminável - não foi levada em conta pelosseus diversos seguidores. A Psicanálise não se associou à pesquisacientífica com outras disciplinas. Traiu sua origem impactantee revolucionária, optando por um caminho acomodado numaprática clínica conservadora.
E o conhecimento científico evoluiu muito nas últimas décadas.

Autismo x mitos

fonte: http://todossomossemelhantes.wordpress.com/2012/03/18/derrubando-mitos/

1)      Nem todos somos Einsteins, nem por isso, somos incapazes de aprender.

Toda vez que eu comento que o Matheus tem autismo, alguem comenta: Ah nao tem problema, todos eles sao Gênios, não é mesmo?
Não é isso que me preocupa !!!!!  Me preocupa, ele conseguir acompanhar sua turma, ter amigos e conseguir conviver com as pessoas que convivo! De que adianta ser gênio e sozinho??
2)      Nós não estamos isolados no “nosso mundo”, mas nós compartilhamos o mesmo mundo. Nós só precisamos de tempo para “adaptar” e é mais fácil com a sua ajuda.

Essa é outra coisa que me incomoda MUITO. Matheus nao vive no seu mundo! Todo mundo fala que ja ouviu falar que autistas vivem no seu mundo.
NAO, matheus vive no nosso mundo, esta inserido nas minhas rotinas, e faz parte do MEU MUNDO! Claro que devido ao estímulo de cada local, ele precisa se equilibrar e isso se dá, muitas vezes, de uma forma que parece “estranho”, mas é a SUA forma de expressar seus sentimentos. Seja com o flap das mãozinhas, seja emitindo sons e muitas vezes andando.
3)      Nós não temos deficiências, mas temos nossos pontos fortes e fracos como todas as pessoas

SIM, eles sao pessoas. E pessoas tem suas dificuldades. O ponto forte do Matheus é que ele é muito risonho e querido. E com isso, conquista sempre muitos amigos e ganha muito carinho.
O ponto fraco dele, esta na sua alta sensibilidade sensorial.
4)      Sentimos e somos capazes de expressar sentimentos. Nao somos intocáveis.

Outra coisa, que me deixa triste, é que após anunciado o nome AUTISMO, todos ficam sem reação, com medo da criança LINDA que ele é. Ele expressa sempre tudo o que sente. Bate palmas quando percebe que vai ganhar algo que queria, chora quando se sente triste ou quando levou uma bronca, grita quando esta feliz e range os dentes quando esta muito confuso emocionalmente.
5)      Dizem que nao falamos, embora saibamos que existem varias formas de se comunicar. Alem disso, muitos de nós falamos SIM.

Grande é a incidencia de crinaças com autismo que nao falam, ou melhor verbalizam.
Matheus ainda é nao verbal. MAS sua comunicação melhorou 100% depois que começamos a terapia ABA com ele. Antigamente era muito dificill entender suas reações e a forma com expressava suas vontades. HOJE, sabemos 100% o que ele quer e quando algo o incomoda.
Vocês acham que ele nao fala?
6)      Todos somos capazes de aprender e alcançar metas

Esse é o meu calcanhar de aquiles!
Alem de ser nao verbal, ainda nao escreve, nem em legtras cursivas, muito menos em letras de forma. Seu universo ainda esta em torno das cores, pareamento e colagem.
Nao posso afirmar que ele nao saiba as leras do seu nome, ou os numeros, mas posso afirmar que isso hoje pra ele, nao tem importancia e nao se faz necessário.
7)      Quem diz que nao podemos compartilhar das mesmas brincadeiras e da mesma classe de crianças “normais” ?

Matheus é a PROVA viva disso. COMO ele ama brincar na escola de pega pega com as crianças. Tem aprendido a curtir o parque tambem. Aos poucos, temos estimulado seu mundo de brincadeiras para que ele participe cada vez mais das atividades em grupo, inclusive das brincadeiras!
8)      Meus irmãos e irmãs não terão o autismo se ja existir um caso na família. Podemos ser gêmeos, gêmeos de um pai diferente e mesma mãe ou vice-versa, maiores ou menores, mas às vezes existem vários casos em uma família.

BEM, isso pra mim é mais do que claro.
Eu sempre quis outro filho, principalmente depois do diagnositco. SEMPRE. Tenho certeza absoluta que um segundo filho, seja ele com autismo ou nao, estimula, ajuda, dá a oportunidade diaria do irmão o imitar, beija, abraça, dorme junto, essas coisas que só irmãos fazem!
A teoria diz que:
Uma pessoa tem austimo se, os genes do pai e mae sao fortes o suficiente para iniciar o processo do autismo por si só;
Uma pessoa tem autismo se, o gene do autismo esta em seu corpo ou cérebro, se preferirem, e algum gatilho externo o starta.
De qualquer forma, no meu caso, terei outro filho se casar de novo, com certeza!
9)      Meu autismo não é devido a vacinas infantis. As causas são desconhecidas, mas tudo aponta para razões genéticas

Sinceramente, não ha estudos que comprovem essa teoria que todos acreditam. Nao preciso dizer mais nada, né?
10)   Foi terrível saber que a falta de afeto dos pais (a “mãe geladeira”) causava autismo.

O autismo NÃO é culpa da mãe ou do pai! A tendência é que, após inumeras tentativas de brincar, chamar, conversar, sem sucesso, alguns pais parem de tentar. Até que descubram o diagnóstico, vivam o luto e daí pra frente, tentam TODOS OS DIAS.
11)   Que ninguém diga que somos antisociais ou que nao sofremos: rimos, choramos e brincamos, somos bons e maus …. Nós somos, como você chama Isso…. Filhos / as?

Quem escolhe ter um filho em sua vida, deve estar preparado para birras, noites sem sono, comida fria, ter que ir embora apesar de ter acabado de chegar, brigas na escola. Alguma coisa do que eu falei aqui, é diferente para crianças normais ou autistas? Creio que nao.
12)   Deficiência intelectual? Pois me fale alguem que você conhece que pode executar cálculos matemáticos em segundos, quebrar o papel com extrema precisão, que reconhece um som bem distante, consegue adivinhar palavras em um jogo como a forca, que pode resolver equações sem nenhum conhecimento prévio. .. Isso sim é ser especial.

Uma caracteristica especial do matheus é a sua memória. Brinco que ele tem memória de elefante. Se ele dormir com alguma coisa na mao, e eu tiro quando ele dorme, ao acordar a primeira  coisa que faz é buscar incessantemente o objeto que estava com ele.
Outra coisa interessante, é que quando começa um desenho e ele sabe que tem em casa, corre pra gaveta de DVD´s e pega a caixa do desenho. Me impressiona que ele ja sabe qual é o desenho, mesmo nao tendo começado ainda.
13)   Agressivo? Como vc age quando mexem com seus nervos? Grita, protesta… você se recusa a responder reflexivamente, certo?  Pois nada mais do que isso é a minha verdade tambem!

Matheus definitivamente NAO é agressivo. Assim como nós, tem seus momentos de raiva e expressa isso.  Quer deixar ele irritado? Nao de comida quando esta com fome, obrigue ele a ficar num local com muito barulho. Pronto, você mexera com os nervos dele….Simples assim, comum como qualquer outra pessoa.
14)   Infância permanente. Muitas vezes, falamos de crianças com autismo, mas raramente em adultos com autismo. A sociedade precisa conhecer e entender as crianças e os adultos afetados pelo autismo.

SIM, temos muitos adultos autistas. E eles sao adultos, nao sao “bobos” como imaginamos. Pode ser que eles tenham alguma esteriotipia, mas compreendem e sentem tudo o que devem sentir.
15)   Ter autismo é seguir rituais, ter esteriotipias.. Nos gostamos de ser metodicos e ordenados, mas sabemos raciocinar e como todos, CRESCEMOS.

Sim, eles sao de fato mais metódicos, e tem esteriotipias. Mas isso nao os define como pessoas !! Eles tem lógica nos seus movimentos, entendem o que estao fazendo. E SIM, se estimulados desde cedo, amadurecem. O principal estímulo é a experiência. Nao consigo imaginar algo diferente disso para definir como aprendemos as coisas. Atraves da experiencia, podemos compreender o que sentimos e controlar essas emoçoes. Pra eles, pode ser dificil viver uma experiencia nova. Mas nada diferente disso, os ajudara mais.

Psiquiatra diz que autismo é causado por muita TV

fonte: http://falecomigo.blogfolha.uol.com.br/2012/04/05/sobre-as-variaveis-ambientais-no-autismo/


Comentários de Thereza França (psicanalista e psiquiatra infantil) para perguntas de internautas sobre as variáveis ambientais, que junto a outras variáveis, podem levar aos quadros de autismo:
Há variáveis conhecidas, outras desconhecidas que interagindo com fatores constitucionais podem levar ao quadro de autismo. Quando mencionamos “variáveis ambientais”, estamos nos referindo ao ambiente psicossocial que interfere na formação da mente da criança; de modo geral são fatores que provocam uma sobrecarga emocional dificultando a interação inicial entre a mãe e seu filho, tais como: insegurança social, instabilidades dos pais, separação precoce e traumática mãe-bebê, exposição excessiva a TV e/ou computador em detrimento do contato humano afetivo, e assim por diante.
O recolhimento autístico pode ser entendido como uma proteção extrema que a criança lança mão diante de angústias insuportáveis para seu psiquismo ainda precário.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Matéria bem didática no Terra


fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?44



AUTISMO 
AUTISMO
O que é?
Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.
O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.
Causas
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).
Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.
Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.
A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.
Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.
Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.
Prognóstico e tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.
Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.
Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.
Lista de Checagem do Autismo
A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.
 
Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.

domingo, 11 de março de 2012

Drauzio Varella - Mulheres intuitivas, homens autistas


Mulheres intuitivas, homens autistas

Drauzio Varella
Em média, somos mais altos e mais musculosos do que as mulheres. Característico da maioria dos mamíferos, esse dimorfismo sexual é evidência indiscutível da seleção natural resultante da competição milenar entre os machos pela posse das fêmeas, sempre interessadas em se acasalar com os mais poderosos, capazes de proteger suas proles.
Nos últimos 50 anos, os neurocientistas têm demonstrado que o dimorfismo na espécie humana não se restringe à aparência física, mas está presente na configuração do cérebro.
Apesar de variações individuais, o cérebro masculino é cerca de 9% maior do que o feminino, graças às dimensões da substância branca, uma vez que a quantidade de massa cinzenta (associada às funções cognitivas superiores) é semelhante em ambos os sexos. Por outro lado, o corpo caloso, estrutura que estabelece a conexão entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, é proporcionalmente mais desenvolvido nas mulheres.
Os neurônios das mulheres parecem formar maior número de conexões (sinapses), essenciais do ponto de vista funcional, mas os homens têm em média 10 milhões a 20 milhões de neurônios a mais, e eles se encontram mais densamente empacotados na maior parte dos centros cerebrais.
Antes que você, leitora feminista, tenha um ataque de nervos, vamos deixar claro que, até hoje, nenhum estudo científico conseguiu demonstrar superioridade dos quocientes médios de inteligência em qualquer dos sexos.
Tomadas em conjunto, essas informações apenas explicam porque nós demonstramos mais habilidade na realização de tarefas restritas a um único hemisfério cerebral, como interpretar mapas geográficos, encontrar saídas em labirintos, lidar com máquinas, ao passo que elas levam vantagem em atividades que se beneficiam das conexões entre os dois lados do cérebro: interpretação de emoções alheias, sensibilidade social, fluência verbal.
Enquanto as áreas cerebrais controladoras da linguagem masculina estão limitadas ao hemisfério cerebral esquerdo, a mulher utiliza os dois hemisférios ao falar. Graças a essa versatilidade, as meninas começam a falar mais cedo (e, segundo os maledicentes, não param mais) e se saem melhor nas atividades escolares que privilegiam a linguagem.
Comparadas com os meninos, elas nascem com uma diferença de maturação cerebral de quatro semanas, diferença mantida de tal forma até a idade escolar que o doutor José Salomão Schwartzman, um dos neuropediatras brasileiros mais conceituados, considera erro grosseiro levar em conta apenas o critério de idade para misturar crianças de ambos os sexos na mesma sala de aula.
Dados experimentais demonstram que essas características sexuais estão ligadas a fatores biológicos. Ratos machos realizam com mais facilidade os testes para encontrar saídas de labirintos, vantagem perdida quando as fêmeas são tratadas com testosterona no período neonatal. Na infância, os machos de diversas espécies de macacos preferem brincar com carrinho, enquanto as fêmeas escolhem as bonecas.
Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.
O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.
É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.
A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres; SE é mais encontrado nos homens.
De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.
O dimorfismo cerebral explica por que as mulheres tantas vezes nos surpreendem ao interpretar atitudes e prever intenções alheias e a habilidade demonstrada por elas na execução de tarefas simultâneas como dar banho nos filhos, falar ao telefone, avisar que a campainha está tocando e pedir para desligar o forno, enquanto dez homens na sala, assistindo ao futebol, perdem a concentração quando entra uma mulher para perguntar quem vai encomendar a pizza.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/sexualidade/mulheres-intuitivas-homens-autistas/

domingo, 4 de março de 2012

Patologia em foco: Conhecendo o Autismo – Diagnóstico




 
Patologia em foco: Conhecendo o Autismo – Diagnóstico

Patologia em foco: Conhecendo o Autismo – Diagnóstico
O autismo é caracterizado por uma combinação de características pautadas pelo prejuízo na interação social e na comunicação, verbal e não verbal (gestos, por exemplo), e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Usualmente o quadro tem início precoce, antes dos 3 anos de idade. A prevalência é de quatro a cinco crianças em cada 10.000, com predomínio maior em indivíduos do sexo masculino.
A etiologia do autismo é múltipla e decorrente de condições pré, peri e pós-natais. A influência genética mostra que pode existir uma associação com outros quadros sindrômicos, como Síndrome do X-frágil e esclerose tuberosa, entre outros.
Para a realização do diagnóstico é necessária uma história do desenvolvimento pré e perinatal, exame médico (avaliação da audição, fala, acuidade visual), além de exame neurológico e encaminhamento para avaliação fonoaudiológica. A realização de testagem neuropsicológica também é importante, assim como a realização de exames de imagem (tomografia e ressonância magnética de crânio).
Tipicamente os pais percebem que seus bebês têm dificuldade em aconchegar-se no colo, não gostam de receber carinho, não imitam os gestos e pouco buscam contato visual. Após os 12 meses essas crianças optam por brincadeiras mais solitárias, repetitivas e estereotipadas, interagindo com seus pares de maneira distante e demonstrando dificuldades em compreender suas expressões faciais.
Em geral, criança autista demonstra falta de interesse nas pessoas como pessoas (embora as pessoas possam ser de interesse para outras funções, atuando como possibilidades de satisfazerem seus desejos, buscando água, fornecendo doces). O interesse social pode se desenvolver em 50% dos autistas, mas os problemas persistem na responsividade social, reciprocidade e capacidade para empatia.
Aproximadamente 50% não adquirem a linguagem falada, sendo que o restante pode possuir prejuízos na semântica (compreensão do significado), na linguagem pragmática (uso de linguagem no contexto) e na prosódia (melodia da fala). O desenvolvimento da fala, caso surja, é tipicamente alterado. As anormalidades encontradas são as repetições de palavras e frases de outra pessoa de maneira imediata ou retardada (ecolalia), reversão pronominal (“você” por “eu”), uso de palavras inventadas (neologismos) e questionamentos repetitivos.
O repertório de atividades e interesses é restrito e repetitivo. As mudanças de rotina e de seu ambiente podem ser vivenciadas por meio de brusca alteração de comportamento. O prejuízo cognitivo está presente em 75-80% dos casos.
Os aspectos associados são as anormalidades do comportamento motor, como as estereotipias (exemplos: abanar as mãos, balanceio), hipo e hiperatividade e respostas anormais aos estímulos sensoriais (hipersensibilidade a sons e insensibilidade a dor).

Fonte: http://www.mundoazul.org.br/noticia/noticias.php?id=333


Dra Bruna Antunes - Médica Psiquiátrica do Instituto Bairral

Autora: Dra. Bruna Antunes de Aguiar Ximenes Pereira

Médica Psiquiatra do Instituto Bairral de Psiquiatria


domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Espectro do autismo

 

O Espectro do Autismo
" Todas as cores do arco-íris superpostas formam o branco: só a integração de todos com suas diferenças é que pode criar harmonia" Rose Marie Muraro.
< O autismo, ou melhor vamos ampliar para o espectro do autismo, que pode ser de grau leve ao moderado, e inclui também transtornos como Asperger, ou podemos falar de TIDs que são os transtornos invasivos do desenvolvimento que abrangem o Autismo, Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância ( antigo Heller), e o TID não totalmente explicado, ou melhor não apresenta todas as características que o definam como autismo. Tudo isso parece muito complicado, é que infelizmente hoje temos o diagnóstico de autismo feito observando apenas o comportamento. Ou seja, se a criança apresenta a tríade de déficts ( dificuldade em comunicação, integração social e imaginação), e preencher os requisitos no DSM -4, então temos uma criança com autismo. Hoje o diagnóstico pode ser feito desde os 18 meses de idade, e para ser considerado autismo clássico, tem que aparecer antes dos 30 meses de idade. Sabe-se que é de fundo neurobiológico, com certeza de origem genética, e que se necessita um detonador ambiental para o seu desenvolvimento. Isto pode ocorrer tanto pré, como peri, como pós parto. Daí o debate atual em torno das vacinas, fatores bioquímicos, pesquisas com relação do que se chama intestino frágil, assim como os celíacos, alguns autistas têm não intolerância mas dificuldades em relação a digestão do glúten e da caseína. Se sabemos que a maior dificuldade do autismo é a comunicação, então os professores, educadores da área, têm que saber lidar com comunicação aumentativa e alternativa, e ambientes estruturados são a peça chave para um bom desempenho em sala de aula. Daí, ser uma grande dificuldade medir QI de criança autista. Se ela não se comunica e não entende o que o outro quer, como saberá responder? Daí muitos autistas virem sempre acompanhados com o rótulo de retardo mental junto.
Já o comportamento autista, qualquer um de nós pode desenvolver em situação de trauma ou stress. Não sei se vocês se lembrarão do seqüestro de turistas nas Filipinas, em que uma alemã depois de uma semana, apresentou todo um comportamento autista com balanceios de trás para frente, emudeceu... Tem um filme sobre o tema de comportamento autista de uma menina que sofreu o trauma da perda do pai, se chama “ O Enigma das cartas”.
De qualquer maneira , desde já há muito foi por água abaixo, a teoria de mãe geladeira, desenvolvida por Bruno Bettelheim, que muito prejudicou as crianças e as famílias com filhos com autismo. Autismo não é um problema psicológico, é um problema neurobiológico – genético.
Valéria
Valéria (mãe de Vinícius- 15 anos)
http://www.cepde.rj.gov.br/autismo_sd.htm

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tipos de PEA

TIPOS DE PEA


A PEA engloba o Autismo Clássico, o Síndrome de Asperger, o Síndrome de Rett, as Perturbações Desintegrativas da Infância e as Perturbações Pervasivas do Desenvolvimento Não Contempladas Noutra Parte (NCOP).


Autismo Clássico

Frequentemente, muitas pessoas usam a palavra autismo para se referir tanto a Perturbações do Espectro Autista como ao Autismo Clássico. Este, surge antes dos 36 meses de idade e estas crianças podem ter uma comunicação e interacção que tende a regredir significativamente.


Características gerais:


- Afecta a capacidade de comunicar, de socializar e de aprender.
- As pessoas com esta perturbação têm dificuldade em falar com outras pessoas.
- Às vezes comportam-se estranhamente. Por exemplo, podem bater as mãos ou repetir palavras, uma e outra vez.
- São susceptíveis de ter outras condições, tais como dificuldades de aprendizagem ou epilepsia.


Síndrome de Asperger

Estas crianças não têm um problema com a linguagem - na verdade, elas tendem a ter testes de inteligência acima da média, e não têm os mesmos problemas sociais e de interesses de âmbito limitado, como as crianças com Autismo Clássico.


Características gerais:


- As pessoas com Síndrome de Asperger têm inteligência média ou acima da média.
- Acham difícil falar com outras pessoas ou fazer amigos.
- Tendem a ter má coordenação e concentração.
- Pessoas com esta condição normalmente têm uma gama limitada de interesses.
- Fazem coisas ou dizem coisas, uma e outra vez.
- Têm dificuldade em encontrar um emprego ou progredir sem a ajuda de outras pessoas.


Perturbação desintegrativa da infância

No início estas crianças parecem perfeitamente normais. Elas começam a regredir com idades entre os 2-4 anos. Estas apresentam um grave retrocesso nas capacidades de comunicação, comportamento social, e todas as habilidades motoras de desenvolvimento.


Características gerais:


- Crianças que parecem desenvolver normalmente até a idade de dois anos.
- Depois vão perdendo muitas das habilidades que tinham antes, como a capacidade de andar ou falar.
- Partilham também alguns dos sintomas de pessoas com Autismo Clássico.
- Podem ter dificuldades com a interacção social, comunicação, comportamentos repetitivos e interesses.


Síndrome de Rett
Caracteriza-se por afectar geralmente as meninas. No início são meninas que desenvolvem normalmente até aos 6 meses de idade mas depois regridem significativamente. A sua regressão está associada a microcefalia (cabeça pequena).
Características gerais:
- Perda do tónus muscular é geralmente o primeiro sintoma.
- Podem apresentar problemas ao caminhar e visão diminuída.
- Incapacidade para desempenhar funções motoras.


Perturbações pervasivas do desenvolvimento não-contempladas noutra parte

Estas crianças não satisfazem plenamente os critérios utilizados para diagnosticar os sintomas de qualquer um dos quatro tipos específicos acima, e / ou não têm o grau de comprometimento acima descritos, em qualquer dos quatro tipos específicos.


Características gerais:


- São mais propícios a terem outras doenças associadas como a epilepsia.
- Não existe uma cura para esta doença, mas existem algumas intervenções que podem ajudar a diminuir os sintomas.
- Existem também algumas intervenções que podem ajudar com os problemas relacionados, tais como ansiedade ou lesões auto-provocadas.


Ler acerca da Semiologia



Referências bibliográficas:


Autism Spectrum disorders. Acedido em: 9 de Dezembro de 2008 em: http://www.nimh.nih.gov/health/publications/autism/complete-publication.shtml

Pervasive Developmental Disorders. Acedido em: 9 de Dezembro de 2088 em: http://old.nichcy.org/pubs/factshe/fs20txt.htm


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O espectro autístico

Mas o fundamental é perceber que todo o espectro tem em comum o tripé de sintomas descrito abaixo.