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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Inclusão de autistas em escola regular é possível, diz especialista

Fundadora de associação alerta, porém, para necessidade de integração entre parentes, professores e colegas

Agência Brasil
Especialistas no atendimento a crianças autistas defendem que a inclusão dos pequenos em uma escola regular é possível, mas alertam para a necessidade de que os professores, os parentes e os colegas de classe estejam preparados para o convívio.


Agência Brasil
Mãe diz que integração entre os pais é interessante para a troca de experiências
“[Sem isso] O professor sofre, os outros alunos sofrem porque não entendem e, quando fazem alguma brincadeira, são repreendidos sem terem sido orientados. Os familiares e principalmente os autistas sofrem”, ressalta a psicomotricista Eliana Rodrigues Boralli Mota.

Segundo Eliana, que fundou a Associação dos Amigos da Criança Autista (Auma) há 25 anos, a família sofre tanto ou mais do que a própria criança. Por isso, acredita ser importante criar um ambiente de integração. “Tudo aí fora é preconceito. Até mesmo o atendimento médico é difícil, porque até convênios se recusam a receber autistas como dependentes. A falta de conhecimento também provoca isso”, disse Eliana, que organizou nesta quinta-feira (17) a festa em comemoração ao Dia da Criança, que é celebrado tradicionalmente no dia 12 de outubro.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Inclusão de autistas em escolas não existe, diz especialista

Está na lei, mas o direito das crianças autistas de estudar em escolas regulares com a atenção devida é ainda um sonho distante, segundo especialistas e parentes de estudantes autistas. Para a fundadora da Associação Mão Amiga, Mônica Accioly, a inclusão dessas crianças nas escolas é pontual.

"Depende da relação que a criança estabeleça naquela escola com a professora, com a diretora, com a coordenadora. A escola tem que ter um projeto de inclusão e isso praticamente não existe". Segundo ela, existe boa vontade e só. "E boa vontade é pouco para uma criança que precisa de um trabalho diferenciado".

Mônica desenvolve na associação trabalhos com crianças autistas e suas famílias e conhece bem a realidade desses alunos que fazem peregrinações por instituições de ensino, sobretudo no ensino médio.

"Quando chega o sexto ano, [a criança tem contato com] quatro, cinco, professores por dia. É um esforço imenso para o autista, pois exige um nível de organização alto. Mas, na verdade, com pequenas adaptações, simples até, o próprio professor poderia ajudar a criança a organizar sua rotina", disse ela, citando como exemplo uma lista com as tarefas do dia, que poderia ser colada na carteira do aluno.

Cansada de buscar uma escola que acolhesse o neto autista, a pedagoga Regina Angeiras decidiu criar uma escola que atendesse a toda e qualquer criança. A escola Divertivendo, na zona sul do Rio, desenvolve há sete anos um projeto para crianças com déficit intelectual e crianças sem nenhum problema de aprendizado. "As escolas que se dizem inclusivas, na verdade, apenas abrem suas portas", disse.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Encontro, com Fátima Bernardes, de 27/02/2013, sobre Autismo e Inclusão. Excelente!

Parte 1
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/berenice-piana-lutou-pelos-direitos-dos-autistas-no-brasil/2430204/

Parte 2
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/ana-maria-elias-adotou-dois-filhos-autistas/2430211/

Parte 3
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/berenice-decidiu-colocar-o-filho-em-uma-escola-especial/2430192/

Parte 4
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/no-brasil-pedro-foi-estudar-em-escola-publica/2430214/

Parte 5
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/marie-sobre-filho-autista-pedro-ignora-o-bullying/2430218/

Parte 6
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/filho-de-maria-gabriela-foi-diagnosticado-aos-15-anos/2430228/

Parte 7
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/paulo-mudou-novamente-de-escola-e-esta-se-adaptando/2430223/

Parte 8
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/marilaine-montou-uma-escola-para-o-filho-estudar/2430234/

Parte 9
http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/casal-com-filho-autista-tem-que-decidir-em-que-escola-colocar-a-crianca/2430236/


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ser diferente é normal!

Fiquei surpresa, passada, assombrada, abobada, extremamente comovida (com os comentários de apoio, desabafo e cumplicidade); levemente abalada por meia dúzia de críticas - algumas rudes, extremamente grossas e pessoais -, e por fim emocionada com a maneira como o texto reproduzido na Pracinha sobre o programa Encontro, da Fátima Bernardes, que tratou de "Inclusão", do dia 7 de julho, repercutiu.

Foram, até o momento em que escrevo esse texto, 3.607 compartilhamentos no facebook, mais de mil "curtidas", 500 comentários (só no meu perfil), 4 mil acessos no site (fora os 3 mil acessos no meu blog que eu divulgo muito pouco e não costuma receber tanta "gente" assim) e outras centenas de comentários nos compartilhamentos de outros blogs e outros perfis que eu procurei ler, na medida do possível.

O texto repercutiu na coluna da Mônica Bergamo, que é a colunista mais lida do jornal de maior circulação nacional entre os impressos pagos, a Folha de São Paulo, e foi legal porque as pessoas puderam refletir, por cinco minutos que fosse, sobre um tema tão sério. Depois de tudo isso, uma coisa ficou muito clara para mim: a inclusão é uma das maiores angústias da vida de nós, mães e pais especiais.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Folha de São Paulo repercute post do Na pracinha e do Superando o Autismo



O post da nossa colunista Patrícia Trindade, que já teve mais de dois mil acessos, foi repercutido no site da Folha de São Paulo de hoje, na coluna da Mônica Bergamo. O artigo da jornalista da Folha ficou em primeiro lugar entre os mais lidos durante toda a manhã de hoje e continua entre os cinco mais lidos até agora. Abaixo segue o artigo na íntegra.
O post também está aqui, no Superando o Autismo!



16/07/2012 - 03h01
'Não estou preocupada com os números', diz Fátima Bernardes

O programa "Encontro com Fátima Bernardes", da TV Globo, abordou o tema autismo há alguns dias. A atração exibiu depoimentos de médicos e de pais de filhos com o transtorno.

*

Mãe de uma criança autista, a jornalista carioca Patrícia Trindade não gostou da abordagem do debate. Ela publicou um post no blog www.napracinha.com.br e no Facebook criticando a "maneira superficial" como o tema foi tratado.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Boas práticas de educação inclusiva

 
Gaspar está entre os dez melhores municípios do país em inclusão na área da educação
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Uma boa notícia para a educação de Gaspar. Ela ganhou destaque nacional ao se classificar entre as dez melhores do Brasil no II Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas - a escola aprendendo com as diferenças. 
 
A avaliação é do Ministério da Educação, na categoria Secretaria de Educação. “Estar entre os dez de maior destaque é um grande reconhecimento para toda a sociedade gasparense. Foi um grande avanço no curto período da nova política de inclusão. Divido esta alegria com a administração, comunidade como um todo e parceiros educacionais do município - seja em conselhos ou Associações de Pais e Professores, sociedade civil e quadro do magistério”, agradeceu Neivaldo da Silva, secretário de Educação de Gaspar. No último dia 6, quarta-feira, a avaliadora do ministério, Gabriela Martos Rodrigues veio conferir de perto se as experiências relatadas pela Secretaria de Educação conferem com a realidade. A nova etapa do prêmio escolherá os três melhores municípios na questão da inclusão.
 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A FUNÇÃO REGULADORA DO ELOGIO E SEUS BENEFÍCIOS


                                                                            ELOGIE -AME- PROTEJA
    DIGA PALAVRAS FORTALECEDORAS E ENCORAJADORAS ESTIMULE SENTIMENTOS DE AUTO-VALOR EM SEU FILHO.

Como elogiar e por que  elogiar nossos pequenos...

É Necessário, orientar e fortalecer a personalidade de nossos amados herdeiros, através da educação dos sentimentos e da construção de uma moral enrriquecida de valores e virtudes.
Elogiar com consistência e sinceridade as atitudes e comportamentos adequados de nossas crianças, de forma estimular-lhes a cultivarem pureza de intenção é uma ferramenta poderosa.Sendo assim, eles desenvolvem comportamentos saudáveis aprendendo relacionar consigo e com os outros. 
 
Os benefícios são sentimentos de adequação, segurança emocional, força de caráter, auto-valor, auto-respeito, auto-confiança e auto-estima elevada. Nossos filhos precisam aprender além dos conteúdos escolares: valores, princípios e ética. Precisam aprender a respeitar as diferenças, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir com solidariedade e respeito ao outro. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mãe de autistas "adota outros 400"

MÃE INCLUSIVA

Dela, são seis. Mas somando os que trata e se dedica como se filhos fossem, passa dos 400. Desde cedo, a médica Fátima Dourado aprendeu a transformar sua dor em um caminho que mudou não só a vida de seus filhos autistas, mas de milhares de crianças Brasil afora

“Sempre gostei dessa possibilidade que o ser humano tem de reinventar a vida”. A frase que sai da boca da médica Fátima Dourado é a mesma que desenha sua trajetória. Em 57 anos de vida, ela conseguiu fazer do que lhe encanta na literatura sua própria história. Fátima se reinventou ao transformar a dor das rejeições sofridas pelo primeiro filho autista, Giordano Bruno, em um caminho de vida – dela mesma e de outras centenas de mães que têm seus filhos atendidos pela Fundação Casa da Esperança.


Doutora Fátima e dois de seus "filhos" da Casa da Esperança.
Mãe de seis filhos - dois dos quais têm autismo - Fátima se deparou com o transtorno numa época em que ninguém sabia do que se tratava. Na psicanálise, a teoria era de que os autistas eram crianças normais que estavam se refugiando em seu mundo porque tinham um problema de vínculo com a mãe, que chegaram a ser definidas pelo termo “mães-geladeiras”. “Como era o que tinha na época, teve um tempo que eu cheguei a duvidar do meu amor. Onde eu tava amando errado para ter crianças tão lindas que não conseguiam desenvolver a fala?”, lembra Fátima.

Nela, não estava o problema e, sim, a solução, ou, pelo menos, a esperança. Quando viu o filho Giordano, hoje com 32 anos, ser rejeitado pela escola por estar dando muito trabalho e a instituição não ter profissionais treinados para atender àquele tipo de adolescente, Fátima decidiu criar a própria escolinha. De oito alunos iniciais, a então pequena escola para crianças com autismo hoje é uma referência nacional no tratamento do transtorno, onde 400 crianças têm assistência total e outras milhares recebem atendimento ambulatorial.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Autismo e inclusão escolar - Duas visões



Artigo publicado na seção Tendências/Debates do jornal Folha de S.Paulo em 28/03/2012

INCLUSÃO NA ESCOLA, UM RELATO PESSOAL

Quando digo que meu filho tem necessidades especiais, a vaga some. Ele sofrerá bullying, diz a diretora. "Mas isso não é errado?", ele responde. Não recebe resposta

Maria Gabriela Menezes de Oliveira

Será que estou redescobrindo a roda? Quanto mais o Enem se fortalece como instrumento de avaliação e como meio de ingresso no ensino superior, menos vagas sobram para as crianças com necessidades especiais no ensino médio regular e no final do ensino fundamental.

Essa convicção se apoia na lógica e na sensibilidade de mãe de um adolescente de 16 anos com necessidades especiais que, como muitas outras, peregrina por escolas privadas em busca de quem aceite o seu filho.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O que são histórias sociais?



Histórias sociais são uma ferramenta para o ensino de habilidades sociais para crianças com autismo e deficiência relacionados. Histórias sociais proporcionam um indivíduo com informações precisas sobre as situações que ele pode encontrar dificuldade ou de confusão. A situação é descrita em pormenor e é dada a alguns pontos fundamentais: as pistas sociais importantes, os eventos e reações do indivíduo pode esperar para ocorrer na situação, as ações e reações que se pode esperar dele, e por quê. O objetivo da história é aumentar a compreensão do indivíduo, torná-lo mais confortável e, possivelmente, sugerir algumas respostas apropriadas para a situação em questão.

Um exemplo de história social: Antes de ir muito longe para as especificidades de histórias sociais, vamos dar uma olhada uma história simples amostra.

Alinhando

Na escola, às vezes alinhar.

domingo, 6 de maio de 2012

QUE DESENVOLVIMENTO SE ESPERA QUANDO SE INCLUI UMA CRIANÇA COM AUTISMO OU OUTRA DEFICIÊNCIA EM ESCOLA REGULAR?

Maryse Suplino
06/05/2012

Primeiramente é preciso definir 
qual a função da instituição escola e o que pode ser considerado desenvolvimento escolar!!

A Escola tem como objetivo passar o conhecimento acumulado por várias gerações, o saber produzido numa determinada cultura. A instituição escola tem um papel fundamental em nossas vidas. Ela desempenha uma função muito bem demarcada e estabelecida institucionalmente: guardar e transmitir conhecimentos e valores da sociedade na qual estão inseridos àqueles1 que num futuro não muito distante desempenharão papéis específicos nessa mesma sociedade (IM, 2011).
Em termos muito gerais, a escola deveria auxiliar na inclusão das crianças (que em algum momento se tornarão jovens e adultos) na sociedade, através do acesso ao que foi produzido pela sua cultura (ferramentas sociais) que darão as mesma as condições para compreender seu meio social, viver e atuar nele. As ferramentas sociais seriam, por exemplo, as habilidades de comunicação (compreende e se fazer compreender), de cortesia (ações e atitudes valorizadas em seu meio social), de auto cuidados (lembremos que a higiene faz parte dos currículos “acadêmicos” também), ler e compreender o mundo que o cerca, entre muitas outras. Se pensarmos nesses termos, o papel da Escola toma uma nova amplitude. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

A história de uma mãe que, com muito amor e luta, garantiu o estudo para os filhos com autismo em uma escola regular

Conheça a história de uma mãe que, com muito amor e luta, garantiu o estudo para os filhos com autismo em uma escola regular. Com o suporte adequado, a integração social é possível. E fica a dica para pais e mães: fique atento aos sinais desde cedo e busque ajuda!!!
Preste atenção na trilha!! Fool on the Hill, dos Beatles. Procure a tradução - tudo a ver!!!

domingo, 22 de abril de 2012

0s desafios do professor na educação inclusiva

fonte: http://www.aprendercrianca.com.br/informacao/noticias-do-cerebro/0s-desafios-do-professor-na-educacao-inclusiva

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Nos últimos tempos, o tema da inclusão tem estado presente nas pautas de governos, ONGs, grupos de educadores e da sociedade em geral. Inicialmente, ao recorrer à definição de inclusão contida no dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, encontra-se; “abranger, compreender, fazer parte”.
luvasboxeDeste modo, é preciso compreender a complexidade do processo de inclusão escolar, e entender que incluir na escola os excluídos, não é apenas cumprir a lei e oferecer vagas aos diferentes colocando-os no mesmo espaço com os chamados de iguais, é compreender que um projeto dessa natureza demanda muito investimento e envolvimento de todos, principalmente dos órgãos governamentais.
Mas, o que é a escola? Ainda segundo o mesmo dicionário, “escola é o estabelecimento público ou privado onde se ministra, sistematicamente, ensino coletivo”.

Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão

28 de Março de 2012
Educação Inclusiva
Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Sócia-Proprietária do Instituto Inclusão Brasil. Consultora em Educação
Psicóloga Clínica e Educacional , Pedagoga Especialista e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil


Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão

Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão, há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e a historia de vida do aluno, sua relação com seus familiares e vice-versa; saber como trabalhar com outros alunos e com suas famílias, é este o contexto que chamamos inclusivo. Não podemos exigir que o professor esteja preparado. Há ainda a necessidade do envolvimento de gestores, da iniciativa pública e privada, de políticas públicas, de investimento na formação dos envolvidos, trabalho que não se restringe apenas aos professores, mas a todos, sem exceção.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Aluno com Autismo

Dez coisas que todo aluno com autismo gostaria que a professora soubesse

Aluno com autismo

1. Comportamento é comunicação

Todo comportamento acontece por uma razão. Ele conta para você, mesmo quando as minhas palavras não podem faze-lo, como eu percebo o que está acontecendo ao meu redor. Comportamento negativo interfere no meu processo de aprendizagem. Entretanto, simplesmente interromper esses comportamentos não é suficiente; ensine-me a trocá-los por alternativas adequadas de modo que a aprendizagem real possa fluir.
Comece por acreditar nisto: eu verdadeiramente quero aprender a interagir de forma apropriada. Nenhuma criança quer receber uma bronca por comportamento negativo. Esse comportamento geralmente quer dizer que eu estou atrapalhado com sistemas sensoriais desorganizados, não posso comunicar meus desejos ou necessidades ou não entendo o que se espera de mim. Olhe além do meu comportamento para encontrar a fonte da minha resistência. Anote o que aconteceu antes do comportamento: as pessoas envolvidas, hora do dia, ambiente. Um padrão emerge depois de um período de tempo.

Relato de uma mãe de gêmeos - saiu na Folha de S. Paulo

Meus filhos com autismo, um contraponto

Meus filhos com autismo, um contraponto
Eles eram diferentes, mas eu insistia na maldita inclusão. Por que não deixar o especial dizer se ele quer isso? É fácil opinar dentro de consultórios

Parte 1: um pequeno prólogo
Em julho de 1994, fiz várias inscrições para adotar uma criança. Em setembro, recebi um telefonema dizendo que minha oportunidade de ser mãe havia chegado. Para a minha surpresa, em dose dupla. Assim, adotei os gêmeos univitelinos Rafael e Renato, com 19 dias.
Felicidade? Emoção? É pouco para descrever. Minha vida se transformou em um caos -mas o melhor caos que alguém poderia desejar.

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança


Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.
Andou, leu e escreveu cedo.
Vai bem nos esportes.
É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.
“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.
Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.
- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.
Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.
A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.
Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.
Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

sábado, 14 de abril de 2012

Uma classe para autistas

Dicas postadas por uma integrante de um grupo de discussão na internet
bjos

"Alunos com autismo podem se beneficiar de um ambiente educacional que está configurado para ajudá-los com os tipos de desafios que eles enfrentam. Existem algumas pequenas mudanças você precisa fazer para sua sala de aula para torná-lo um ambiente de aprendizagem ideal para um aluno com autismo. As alterações consistem em disposição de mobiliário e iluminação, criação de programações visuais e guias ea designação de uma zona tranquila. Ao fazer essas mudanças de menor importância, o dia da escola será mais agradável para você e seus alunos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Brasileiro é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade


     Um brasileiro está fazendo história nos EUA com um projeto de inclusão em escolas: Alexadre Lopes recebeu o prêmio de Melhor Professor do Ano de Miami-Dade.
     Ele foi escolhido entre 24 mil professores de todas as escolas públicas do condado. O processo de seleção é longo e incorpora diversos aspectos do professor, fora e dentro da sala de aula, desde o seu método de ensino à filosofia e politica educacional.
“É um orgulho, uma honra muito, muito grande deles terem escolhido neste país um brasileiro nascido e criado no Brasil”, diz ele. “Foi um processo intenso de seleção. “Não foi só pré-escola, não foi só no departamento de crianças especiais, não foi só entre os latinos. Eu competi em termos de igualdade com todos os professores daqui”.




Lopes ganhou um Toyota novinho, US$5.500 e uma bolsa de estudos na Nova University – que ele abriu mão pois já está cursando o doutorado na Florida International University.



 Mas para ele, o mais importante foi receber o troféu, que simboliza o reconhecimento do seu trabalho. E as homenagens não param. Hoje, Alexandre vai receber uma homenagem de Bárbara J. Jordan, representante
de um dos condados de Miami-Dade.
   “Levou um bom tempo para conseguir o respeito pelo que eu faço, e acho que foi muito importante ganhar esse titulo, não só por mim mas, por todos os outros professores que trabalham na pré-escola”, diz Lopes emocionado.
Hoje aos 43 anos, o carioca é, agora, o porta-voz de educação de todo o condado de Miami-Dade. O próximo passo é o prêmio estadual com mais 71 concorrentes. Se ganhar, entra como finalista ao prêmio nacional, que será anunciado no inicio de 2013.
Seu programa de inclusão é composto de dois grupos diários de 12 crianças, de 3 a 5 anos – um de manhã e outro no inicio da tarde. Em cada grupo, há oito que exibem desenvolvimento regular da idade e quatro com algum tipo de desordem que compromete o desenvolvimento, como, por exemplo, o autismo.

“As crianças com autismo estão integradas a um ambiente onde elas tem a capacidade de interagir socialmente com crianças fora do espectro autista”, diz ele. “É uma sala de aula normal, onde temos alunos com autismo e alunos sem autismo. Não são diferenciados em absolutamente nada”.
Numa rotina extremamente bem estruturada, Lopes, apaixonado pela música – e um estudioso de piano desde cedo, usa a sonoridade e a melodia como técnicas de ensino – na comunicação, compreensão e aprendizado de palavras e respeito mútuo.
Na hora que entram na sala de aula, as crianças dão as mãos e formam uma roda, cantando, “we are glad you are here. Hello to you and me” (“estamos felizes por estarem aqui. Olá para você e para mim”), fazendo com que todos se sintam bem-vindos e unidos. Lopes usa tambores e canções para ensinar conceitos, como tolerância e o controle emocional: “When you are mad, take a deep breath and relax” (“quando está bravo, respira fundo e relaxa”).

“O que enfatizamos aqui, que de repente não é tão enfatizado em outras salas de aula, — mas que na minha opinião deveria ser enfatizado em todos os lugares — é o ensino da interação social: como lidar com uma pessoa, pegar sua atenção, olhar no olho daquela pessoa, chamá-la pelo nome”, diz o carioca, que atribui parte do seu sucesso ao fato de ser brasileiro – não só pela sua musicalidade mas pela forma que se relaciona com as pessoas.
“Eu acho que faço com que cada um se sinta especial, e isso é importante”, diz ele. “Eu acho que o brasileiro tem isso, quando quer, de realmente mostrar ao mundo do que ele é capaz”.
     Lopes nunca se imaginou trabalhando na área de educação. Nascido e criado em Petrópolis, o carioca se formou em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e trabalhava em companhias aéreas. Sempre gostou muito de viajar, e em 1995, se mudou para Miami. Aqui, como comissário de bordo, na época pela United Airlines, fazia rotas para a América Latina e servia como intérprete de português e espanhol. Com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as companhias aéreas tiveram muitos problemas financeiros, e a United ofereceu um pacote de benefícios para quem se afastasse. Lopes aceitou imediatamente, e retomou os estudos. Validou em Miami seu diploma do Brasil e começou mestrado em “Educação Especial” na Universidade de Miami, com foco em crianças autistas, rumo a um trabalho sério que, está rendendo frutos.

 Terça-feira 20 de março de 2012
Cris Delboni
Direto de Miami
Fonte: http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com.br/


terça-feira, 27 de março de 2012

Brasileiro é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade




Carla Guarilha


Um brasileiro está fazendo história nos EUA com um projeto de inclusão em escolas: Alexadre Lopes recebeu o prêmio de Melhor Professor do Ano de Miami-Dade.

Ele foi escolhido entre 24 mil professores de todas as escolas públicas do condado.  O processo de seleção é longo e incorpora diversos aspectos do professor, fora e dentro da sala de aula, desde o seu método de ensino à filosofia e politica educacional.

“É um orgulho, uma honra muito, muito grande deles terem escolhido neste país um brasileiro nascido e criado no Brasil”, diz ele.   “Foi um processo intenso de seleção.  “Não foi só pré-escola, não foi só no departamento de crianças especiais, não foi só entre os latinos.  Eu competi em termos de igualdade com todos os professores daqui”.

Lopes ganhou um Toyota novinho, US$5.500 e uma bolsa de estudos na Nova University – que ele abriu mão pois já está cursando o doutorado na Florida International University.