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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Quase metade das crianças autistas que não falam até os 5 anos podem falar com fluência depois

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O fato de uma criança autista não falar entre os quatro ou cinco anos não significa que ela nunca irá falar, como receiam alguns pais. Estudo publicado na revista Pediatrics verificou que 70% de crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos que não falavam aos quatro anos desenvolviam-se a ponto de utilizar frases simples, enquanto quase metade adquiria com o decorrer dos anos um linguajar fluente e adequado.

O estudo analisou mais de 500 crianças com autismo, e não encontrou relações entre a possibilidade da criança desenvolver a linguagem mais tarde e suas condições demográficas, como a região em que nasceu, e condições psiquiátricas, como o grau do autismo, crises de ansiedade ou agressividade, por exemplo. Isso quer dizer que a princípio qualquer criança pode desenvolver a fala, mesmo que já tenha passado dos cinco anos.

A pesquisa destaca ainda não ter encontrado indícios de que interesses restritos (crianças que comem somente determinados alimentos, por exemplo, ou gostam apenas de uma cor, estilo de roupa ou brinquedo), assim como as condutas repetitivas que muitos autistas apresentam (girar constantemente objetos, por exemplo) e os aspectos sensoriais (como extrema sensibilidade/aversão ao toque) interfiram significativamente no desenvolvimento da linguagem.

fonte: http://meunomenai.com/2013/07/20/quase-metade-de-criancas-autistas-que-nao-falaram-ate-os-cinco-anos-poderao-falar-com-fluencia-mais-tarde/

fonte: http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2013/02/26/peds.2012-2221

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo

Autismo

Trabalho mostra que conexão fraca entre o córtex auditivo e regiões responsáveis pelo sistema de recompensa no cérebro faz com que crianças com autismo não se sintam motivadas a trocar informações

Autismo
As crianças com autismo apresentam dificuldades em estabelecer relações sociais (Thinkstock)

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Underconnectivity between voice-selective cortex and reward circuitry in children with autism

Onde foi divulgada: periódico PNAS

Quem fez: Daniel A. Abrams, Charles J. Lynch, Katherine M. Cheng, Jennifer Phillips, Kaustubh Supekar, Srikanth Ryali, Lucina Q. Uddin, e Vinod Menon

Instituição: Universidade de Stanford, EUA

Dados de amostragem: 20 crianças com autismo e 19 crianças que não sofrem com o distúrbio

Resultado: Os pesquisadores descobriram que a fraca conexão entre o córtex auditivo e estruturas responsáveis pelo sistema dopaminérgico no cérebro das crianças autistas pode fazer com que elas não considerem o estímulo da fala como agradável
Um estudo publicado nesta segunda-feira no PNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil.

Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.

De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estimulo-da-fala-nao-e-agradavel-para-criancas-autistas-diz-estudo

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sete maneiras de ajudar seu filho autista não verbal a falar

Do blog da Cláudia Marcelino


Imitar os sons de seu filho e seu jeito de brincar irá encorajar mais vocalizações e interação.


Tradução de Claudia Marcelino para artigo publicado pela Autism Speaks no dia 19/03/2013.

Esta semana, pesquisadores publicaram os resultados esperançosos de que, mesmo depois de 4 anos de idade, muitas crianças não-verbais com autismo, eventualmente, desenvolvem a linguagem. (Leia a nossa notícia aqui .)
Por uma boa razão, as famílias, os professores e outros querem saber como eles podem promover o desenvolvimento da linguagem em crianças não-verbais ou adolescentes com autismo. A boa notícia é que a pesquisa produziu uma série de estratégias eficazes.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Os "espectros" do Espectro Autista, por Walter Camargos Jr.





QUE GRAU DE AUTISMO MEU FILHO TEM???

por Walter Camargos Jr

Reportagem Revista Autismo nº2 ano 2
Essa pergunta é uma das mais frequentes na primeira consulta e merece ser trabalhada para ser bem entendida e não causar pessimismo e desânimo.

O conceito de Espectro Autista é hoje dividido basicamente em dois grupos, a saber: Baixo e Alto Funcionamento. O primeiro é aquele onde há também uma limitação intelectual (cognitiva) e pouca melhora sintomática (clínica) e o segundo é composto pelos indivíduos que possuem histórico típico de Autismo (atraso de fala, fala na terceira pessoa, déficit importante na interação, etc) e que melhoraram muito conseguindo se alfabetizar, dialogar, usar o pronome “Eu”, entre outras aquisições, demonstrando portanto uma inteligência normal, e pela Síndrome de Asperger (SA), que não possui atraso de fala, atraso no uso do pronome “Eu”, nem déficits cognitivos.

Os que são afetados pela Síndrome de Asperger raramente chegam ao consultório para diagnóstico antes dos 6 anos, pois os prejuízos não são evidentes nem importantes antes dessa idade, diferentemente dos indivíduos
do outro grupo, em que os déficits de desenvolvimento no psiquismo global geralmente já estão presentes desde o nascimento/primeiro ano de vida. Ou seja, tanto os afetados pelo Transtorno do Espectro do Autismo de Baixo Funcionamento (TEABF) como os afetados pelo Transtorno do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento não
Síndrome de Asperger (TEAAF não SA), são diagnosticados por volta dos três anos.

Como quase que a totalidade dessa população aos 3 anos (TEABF e TEAAF não SA) é não verbal funcional e um dos melhores parâmetros de gravidade é o déficit da comunicação (e inversamente o prognóstico por sua qualidade positiva), todos serão classificados como graves.

Como o M-Chat (Modified Checklist for Autism in Toddlers — um breve questionário referente ao desenvolvimento e comportamento utilizado em crianças dos 16 aos 30 meses com suspeita de autismo) não avalia a comunicação verbal, podemos ter uma visão da comunicação não verbal que é contemplada nessa escala pelos itens 6, 7, 15 e 16, que são respectivamente: apontar com o indicador para pedir alguma coisa, apontar com o indicador para mostrar interesse em alguma coisa, apontar para um brinquedo do outro lado da sala, (a criança) acompanha com o olhar, olhar para as coisas para as quais o adulto olha. Embora esses itens possam ser identificados como atenção partilhada, eles fazem também parte da comunicação proto-imperativa e proto-declarativa e sua
melhora também gera melhora da comunicação verbal. Em pesquisa (ainda não publicada) realizada utilizando-se o M-Chat, em população de 135 crianças com suspeita de TEA e mediana de 36 meses de idade, foi encontrada a seguinte realidade: 47 (35%) apontavam o que queriam, 21 (15,5%) apontavam para mostrar, 32 (23%) olhavam o que os Pais e apontavam, e somente 6 (4,4%) olhavam para onde os Pais olhavam.

O ditado “A Deus o futuro pertence” é certo pois sabemos que a clínica apresentada nessa idade de 3 anos não prediz o futuro, o que significa que muitas pessoas melhoram tanto, que saem dos critérios do TEABF. Porém, também é verdade que “Não existe almoço grátis” o que significa que essa melhora significativa depende da implantação das terapêuticas já reconhecidamente eficazes, em grande quantidade e sob uma lógica coerente.

Então a pergunta “Que grau de Autismo meu filho tem?” feita na 1ª. consulta por volta dos 3 anos de vida é uma verdadeira armadilha para todos (profissionais e família), pois se o médico mente dizendo que é leve/média e a família se acomoda, a criança não se desenvolve, e se o médico é simplesmente honesto, sem explicar essas questões acima, a família pode desanimar e o futuro da criança estará fadado à incapacidade.



Fonte: Revista Autismo nº 2, 2º ano

terça-feira, 12 de março de 2013

Atraso na linguagem por imaturidade neurológica


Luíza José Nunes de Faria 


Necessidade de mais afeto, dedicação e vigilância

Bubuia passou da hora de nascer e sofreu privação de oxigênio. Foi extraída a fórceps, estando toda enlaçada no cordão umbilical. Pinduca nasceu com síndrome de Down e Guigo, com fator RH positivo sendo a mãe RH negativo.

O que há de comum entre as três crianças é um atraso de linguagem por imaturidade neurológica, que em geral não é um sintoma isolado, mas associado ao atraso do desenvolvimento geral.
Sabe-se que existe estreito paralelismo entre o desenvolvimento das funções motoras com o desenvolvimento da linguagem. Durante a primeira infância, funções motoras e de aprendizado estão interligadas, confundidas, desde o ato motor até a representação mental.

Se tomarmos o exemplo do recém-nascido deitado de barriga para cima entendemos que seu campo de visão é vertical entre os olhos e o teto. Movimenta braços e pernas, quando se inquieta, chora se tem fome, se a fralda incomoda, ou assusta-se com o menor ruído. Em pouco tempo habitua-se com os barulhos ambientais, tem movimentos mais precisos, choro mais significativo, e alguns sons identificados. Quando menos se espera, já saiu do lugar e até virou de bruços, sorriu e procura a mãe quando ouve sua voz.

Nota-se que movimento e conhecimento estão caminhando juntos, desenvolvendo experiências que levam também ao desenvolvimento da linguagem.

Déficit de Atenção e imaturidade neurológica

Segundo estudiosos, a Síndrome do Déficit de Atenção (SDA) é decorrente de um conjunto de sinais e sintomas causados por uma imaturidade neurológica, na formação Reticular, localizada no tronco Cerebral. 

Quando a criança não atinge a maturidade da Formação Reticular, no momento da velocidade ideal, desenvolve-se um quadro caracterizado por atraso de aquisição de linguagem, associado a distúrbios psicomotores ou de comportamento, que compromete as relações familiares e o aprendizado escolar.
O diagnóstico dessa síndrome é considerado complicado por certos neuropediatras e sem o mesmo, cabe ao Fonoaudiólogo lançar mãos de teorias e técnicas que julgar necessárias e úteis, que são, muitas vezes, exaustivas para se obter um resultado positivo no prognóstico do tratamento, ou até mesmo ir em busca de opções de pesquisas que visam a elucidação de tais casos.

 Além das crianças serem desatentas, devido à incapacidade de selecionarem estímulos importantes, apresentam outras disfunções neurológicas:

• Formação Reticular: desatenção, hiperatividade, atraso na questão da fala e insensibilidade a dor.
• Sistema Piramidal: sincinesias.
• Cerebelo: distúrbios no equilíbrio.
• Região Parietal: deficiente esquema corporal, dispraxias.
• Sistema Circulatório: taquilalia, trocas e supressões de fonemas.
Devido à associação de todas essas imaturidades é compreensível que a criança tenha dificuldades escolares.

O tratamento é medicamentoso e através de exercícios especiais destinados aos distúrbios que podem ser encontrados. A equipe multidisciplinar, como a fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade, ludoterapia, psiquiatria e neuropediatria, trabalha em conjunto.

No ambiente escolar é necessário aplicar técnicas pedagógicas especializadas, em classes adaptadas com menor número de alunos e que realizem estímulos em menores quantidades, devido o grau de dificuldade apresentado pelo portador da SDA.

A hiperatividade é o sintoma que mais chama a atenção de todos, porém é importante destacar que nem todos os portadores da síndrome são hiperativos, o que acontece é que pode acontecer de ser mais distraído ou até mesmo mais agitado.

 É importante fazer essa diferenciação para não rotular uma criança que apresente tais comportamentos como portador da SDA. O fonoaudiólogo irá trabalhar, principalmente, as anormalidades motoras e de sensibilidade.
Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: http://www.brasilescola.com/fonoaudiologia/a-fonoaudiologia-sindrome-deficit-atencao.htm

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

UMA VISÃO INTERIOR DO AUTISMO

Temple Grandin
Tradução de Jussara Cunha de Mello

A FALTA DA FALA - Não ser capaz de falar era uma completa frustração. Se os adultos falassem diretamente comigo eu podia entender tudo o que eles me falavam, mas eu não conseguia colocar as palavras para fora. Era como se fosse um balbucio ou uma grande gagueira. Se eu era colocada numa situação de leve "stress", as ...palavras às vezes superavam a barreira e conseguiam sair. Minha fonoaudióloga sabia como penetrar no meu mundo. Ela me segurava pelo queixo, me fazia olhar em seus olhos e dizer "bola".

Aos 3 anos de idade, "bola" saiu de minha garganta com grande esforço e soava mais como "bah". Se a terapeuta decidisse exigir muito de mim, eu fazia manha e pirraça. Se ela não exigisse de mim o suficiente, eu não fazia nenhum progresso. Minha mãe e meus professores ficavam imaginando porque eu gritava tanto. Os gritos eram a única maneira que eu tinha para me comunicar. Às vezes eu pensava logicamente comigo mesma, "eu vou gritar agora porque eu quero falar para alguém que não quero fazer determinada coisa".

É interessante que a minha fala se pareça com a fala estressada de crianças pequenas que tiveram tumores removidos do cerebelo. Rekate, Grubb, Aram, Hahn e Ratcheson (1985) descobriram que cirurgias de câncer que tenham lesado "vermis, nuclei e os dois hemisférios do cerebelo" causaram uma perda temporária da fala em crianças normais.

Os sons das vogais eram os primeiros a retornar, e a fala receptiva era normal. Courchesne, Yeung-Courchesne, Press, Hesselink e Jernigan (1988) deram a reportagem que de cada 18 autistas que funcionam num nível de alto a moderado, 14 deles têm o cerebelo menor (cerebellar vermal lobules VI e VII). Bauman e Kemper (1985) e Ritvo et al (1986) também descobriram que os cérebros de autistas tinham um número menor de células "Purkinje" no cerebelo. No meu caso, um exame de Ressonância Magnética revelou anormalidades no cerebelo. Eu sou incapaz de andar em linha reta. O teste feito pela polícia para descobrir se o motorista está bêbado, tipo "ande na linha", não funciona comigo, eu acabo tombando para os lados. Porém minhas reações são normais para outros testes de coordenação motora simples relacionados às funções ou disfunções do cerebelo.

Estímulos vestibulares algumas vezes podem estimular a fala em crianças autistas. Balançar a criança levemente num balanço às vezes ajuda a iniciar a fala (Ray, King & Grandin, 1988). Determinados movimentos suaves, coordenados são difíceis para mim, embora eu pareça bem normal para o observador casual.

Por exemplo, quando eu opero equipamentos hidráulicos que tenham uma série de níveis, eu consigo operar perfeitamente um nível de cada vez. Coordenar os movimentos para operar dois ou três níveis ao mesmo tempo é impossível para mim. Talvez isso explique porque eu tenho tanta dificuldade em aprender a tocar um instrumento musical, embora eu tenha um talento musical nato para melodia e tonalidade. O único "instrumento" que eu consegui aprender é assoviar com minha boca.

Quer saber mais sobre o Autismo através dos relatos de Temple Grandin?
Acesse aqui: http://www.painet.com.br/rocha/temple.htm
Ver mais

 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desenvolvendo a Comunicação Verbal (son-rise)

Repassando da Sandra Santos...
Transcrição da batalhadora Sandra Santos, amiga de luta e de facebook, sobre o vídeo son-rise para desenvolver a linguagem. É fantástico!

Desenvolvendo a Comunicação Verbal
Kate Wilde ilustra técnicas que promovem o desenvolvimento da comunicação verbal de uma pessoa com autismo.
“Trabalhei com milhares de crianças com idades e diagnósticos diferentes, trabalhei muitas maravilhosas horas no quarto de brincar; treinei nossa equipe de facilitadores e de professores certificados do Programa Son-Rise. Hoje compartilho com você a Comunicação Verbal.”
Kate Wilde - Professora do programa Son Rise no Autism Treatment of America há 16 anos, ilustra técnicas que promovem o desenvolvimento da comunicação verbal de uma pessoa com autismo.
No Austim Treatment Center of America- ATCA - nós podemos ajudar seu filho com autismo não importando em que ponto do desenvolvimento da linguagem ele se encontra; ele pode estar em um estágio inicial da comunicação verbal, falando alguns sons, ás vezes, algumas palavras; ou pode estar na outra ponta do espectro, com um enorme vocabulário, podendo falar sentenças (frases) e conversar. Podemos ajudar uma criança com a comunicação bem desenvolvida a fazer amigos e criar vínculos profundos em suas vidas.
 
Como ajudar uma criança ou um adulto no estágio inicial da sua comunicação:
A criança que produz algum som ou que tenha uma vasta gama de sons (você pode não entender, mas ela se comunica dessa maneira) com vocabulário de até cerca de 10 palavras.
Vamos nos concentrar em como você pode ajudar a sua criança ou o seu jovem adulto a utilizar seus sons atuais, para dar o próximo passo: formar palavras e se comunicar de forma que você e as pessoas ao redor entendam.
Falaremos das ações que você pode fazer para ajudar seu filho a passar para a próxima etapa, mas antes falaremos um pouco sobre os pensamentos que lhe ajudarão a realizar todos os passos que encorajarão seu filho a formar palavras. Uma crença bastante poderosa e importante é acreditar que seu filho, não importa a idade que ele tenha, é totalmente capaz de se comunicar, ele tem o potencial para fazer isso; por que quando acreditamos que a criança tem capacidade de se comunicar verbalmente, damos a ela mais oportunidade de fazer isso; e solicitamos que ela se comunique; então acreditar nisto é importante.
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Equoterapia pode estimular a fala e a atenção de crianças autistas

  shutterstock

Você já ouviu falar em equoterapia? É um tipo de tratamento realizado com pessoas deficientes ou com necessidades especiais que utiliza o cavalo para promover o desenvolvimento físico e psicológico. O método já é antigo, mas uma pesquisa publicada recentemente apontou uma hipótese para explicar os benefícios da equoterapia para crianças autistas.

Um estudo recente realizado em uma clínica de tratamento para crianças com necessidades especiais no Reino Unido, a Special Horses for Special Children, sugere que os movimentos realizados pelo corpo da criança enquanto ela está sobre o cavalo aliviam a tensão na parte do cérebro que afeta a fala e a visão. Com isso, o sangue na região flui melhor e, portanto, a atividade neural da região melhora significativamente. Além da fala, o humor e a atenção da criança também são beneficiados. “Crianças autistas têm muita tensão na base do crânio e nas membranas do cérebro e isso impede o fluxo regular de hormônios, como a ocitocina, responsável pelo bem-estar, e essencial para a sociabilidade”, afirmou a cientista Fiona Dann, uma das responsáveis pela pesquisa.

domingo, 26 de agosto de 2012

Atraso na linguagem por imaturidade neurológica

Luíza José Nunes de Faria
Necessidade de mais afeto, dedicação e vigilância
Bubuia passou da hora de nascer e sofreu privação de oxigênio. Foi extraída a fórceps, estando toda enlaçada no cordão umbilical. Pinduca nasceu com síndrome de Down e Guigo, com fator RH positivo sendo a mãe RH negativo.
 
O que há de comum entre as três crianças é um atraso de linguagem por imaturidade neurológica, que em geral não é um sintoma isolado, mas associado ao atraso do desenvolvimento geral.
Sabe-se que existe estreito paralelismo entre o desenvolvimento das funções motoras com o desenvolvimento da linguagem. Durante a primeira infância, funções motoras e de aprendizado estão interligadas, confundidas, desde o ato motor até a representação mental.
 
Se tomarmos o exemplo do recém-nascido deitado de barriga para cima entendemos que seu campo de visão é vertical entre os olhos e o teto. Movimenta braços e pernas, quando se inquieta, chora se tem fome, se a fralda incomoda, ou assusta-se com o menor ruído. Em pouco tempo habitua-se com os barulhos ambientais, tem movimentos mais precisos, choro mais significativo, e alguns sons identificados. Quando menos se espera, já saiu do lugar e até virou de bruços, sorriu e procura a mãe quando ouve sua voz.
 
Nota-se que movimento e conhecimento estão caminhando juntos, desenvolvendo experiências que levam também ao desenvolvimento da linguagem.
 
Por volta dos três meses, sustentando a cabeça, vai descobrindo um mundo maior, já que agora, além do teto que está acima, pode identificar diferenças quando olha para baixo e para os lados. Novos movimentos vão proporcionando novas experiências, aguçando a compreensão e a necessidade de se fazer entender. E assim vai progredindo, engatinhando, ficando de pé, andando, ensaiando as primeiras palavras, primeiras frases... Uma ação levando a outra e, assim, se desenvolvendo. Partindo-se da evidência de um comprometimento identificado por ocasião do nascimento, entende-se que, a partir da primeira etapa, as demais estarão prejudicadas em menor ou maior extensão.
 
Toda família que aguarda a chegada de um bebê sonha com uma criança linda e saudável. Constitui grande choque após o nascimento a notícia de que talvez seu bebê venha a precisar de cuidados especiais. Entende-se que crianças dão trabalho, mas elas crescem e as preocupações se modificam a cada etapa do desenvolvimento. Porém crianças especiais custam muito a passar de uma fase para outra, e em casos mais graves continuam crianças mesmo na idade adulta.
 
Em momentos como esses, médicos, assistentes sociais e psicólogos usam de grande dose de habilidade profissional e sensibilidade humana para lidar com o impacto sofrido pela família, para explicar a situação e fazer o encaminhamento para o tratamento de estimulação essencial (mais conhecido como estimulação precoce), cujo principal objetivo é detectar, por menor que seja, o potencial da criança e estimular durante a primeira infância, que vai até os três anos e onze meses, passo a passo, cada etapa do seu movimento, facilitando-lhe as experiências, para aproximá-la o mais possível do desenvolvimento padrão. A estimulação essencial é realizada em trabalho conjunto de fisioterapeuta, fonoaudiólogo,psicomotricista, nutricionista, terapeuta ocupacional, entre outros, sempre interagindo com a criança e a família. No que diz respeito à linguagem, os procedimentos consistem em estimular percepção, memória e discriminação visual e auditiva.
 
Facilitação de experiências perceptuais que tendem a estimular o comportamento verbo-motor e as sensações táteis, gustativas, olfativas e linguagem corporal. Facilitação das funções de deglutição, sucção, mordedura, mastigação e de toda a motricidade oral-facial. Muitas atividades podem ser recomendadas aos pais, como manter uma ativa esfera comunicativa durante o maior tempo possível do dia, com adultos e crianças próximo da criança, aumentar as possibilidades de fala quando a criança estiver experimentando sensações agradáveis, como nas brincadeiras, banho e alimentação. Criar situações de encorajamento vocal e compensá-las.
 
Facilitar a percepção dos sons da fala e respostas motoras, criando pontos de localização de sons e chamando-a pelo nome. Estimular o balbucio, a repetição de sons e palavras, conversando, cantando e ou ouvindo músicas infantis. Ampliar e enriquecer as esferas social e perceptual da criança pela exposição diária a pessoas que lhe falem fora de casa, carros, ônibus, lojas, parques, praias e animais, recompensando sempre todos os esforços de perceber e produzir fala. Nomear em voz alta objetos, pessoas e lugares no campo visual da criança, assim como partes do seu corpo. Descrever seus brinquedos, seus atos em voz alta e frases simples enquanto se movimenta para tocar ou fazer coisas.
Toda criança precisa de afeto, dedicação, vigilância e compreensão da família, porém a criança especial precisa de tudo isso elevado à décima potência, não só da família como dos profissionais que atuam no seu desenvolvimento. Família e profissionais precisam de muita coragem, habilidade, entrosamento e confiança mútua.
 
E por falar nisso... Pinduca tem 18 anos, está terminando a quarta série do primeiro grau. Seus pais estão muito orgulhosos e sabem que ficarão muito emocionados na formatura, que será no fim do ano.
 
Guigo está com 22. Mal consegue identificar e copiar o próprio nome, mas ajuda muito sua mãe, limpando o quintal, nas compras de supermercados, tratando dos animais domésticos, e de vez em quando ajudando o pai em pequenos consertos da casa. É bem aceito pelos familiares e vizinhos, e não perde uma partidinha de bola com ao garotos da rua. Bubuia, durante os 34 anos que viveu, não passou dos dois anos de idade mental, mas proporcionava muitas alegrias aos seus familiares cada vez que batia palminhas ao som do parabéns numa festinha infantil, que abria os braços para receber quem chegava, que dava adeus e jogava beijinhos para os que saíam. Cada vez que levava o alimento até a boca sem deixar cair, ou quando tentava vestir o short pela cabeça, ou quando calçava as sandálias mesmo com os pés trocados.
 
Os três fizeram estimulação essencial, depois continuaram o tratamento em reabilitação. Amados e aceitos pela família, reconhecidos pela sociedade como devem ser todas as pessoas com necessidades especiais. Sabemos que uma pequena minoria está conquistando seu espaço, e o Para Pan é prova disso. Há uma expressão que atualmente está sendo muito usada, e acredito que se encaixa bem para os grandes seres humanos que enfrentam tamanha situação: receberam um limão, mas com grande bravura fizeram uma limonada.
 
(A autora é fonoaudióloga, militante da filial de São João de Meriti, RJ)
Fonte: http://www.arazao.net/atraso-na-linguagem.html

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Como a comunicação se desenvolve

Matriz do desenvolvimento da comunicação
Os estágios iniciais da Comunicação -

A Matriz do desenvolvimento da comunicação divide em quatro razões básicas para a comunicação e sete níveis de competência. Os níveis de competência são distinguidos por comportamentos utilizados para se comunicar, variando desde o comportamento pré-intencional à utilização da combinação de dois e três símbolos (frases curtas).A matriz é uma ferramenta de avaliação destinada a identificar exatamente como a criança está se comunicando e assim, fornecer um parâmetro para determinar objetivos-alvos de comunicação lógicos em termos de comportamentos, funções comunicativas específicas ou intenções comunicativas.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Luca interagindo com o vovô

No último domingo, 6 de maio, o Luca tava super falante. Aí resolvi gravar um pouquinho da "conversa" dele com o vovô Milton enquanto ele jogava um joguinho do discovery kids lna internet. Ele  não falou as palavrinhas que estava falando (lei de Murphy!), mas adorei o grau de intereação, o olho no olho, as brincadeiras com o vovô, o entendimento (uma hora o vovô me conta  uma coisa que tinha acontecido mais cedo no parquinho, nem estávamos olhando para o Luca, mas ele estava prestando atenção e repetiu o gesto do vovô) e morri de rir das horas em que ele passava perrengue no jogo e pedia ajuda ao vovô. O vídeo é longo, tem 10 minutos e o Luca fica mais falante no final.
bjos (em 9/5/2012)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Problemas na linguagem que podem dificultar a aprendizagem

PSICOPEDAGOGIA
Principais Fatores Relacionados à Linguagem que Podem Dificultar a Aprendizagem

Thereza Cristina dos Santos Lopes



Quando falamos de aprendizagem estamos nos referindo a um processo global de crescimento, pois toda aprendizagem desencadeia, em algum sentido, crescimento individual ou grupal.

      A aprendizagem infantil, no que tange ao processo escolar em geral, está intimamente relacionada ao desenvolvimento da criança, às figuras representativas desta aprendizagem (escola, professores), ambiente de aprendizagem formal, condições orgânicas, condições emocionais e estrutura familiar.

      Qualquer intercorrência em um ou mais destes fatores, pode influenciar direta ou indiretamente o processo de aquisição da aprendizagem.

domingo, 22 de abril de 2012

Exercícios para o cérebro e linguagem









Desenvolvimento neuromotor

fonte: http://www.medcenter.com/medscape/content.aspx?id=21736&langType=1046
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Autor: Arnaldo José Godoy
Neste artigo, apresentaremos os princípios de anatomia e fisiologia do sistema nervoso e indicaremos os achados do exame neurológico esperados para diferentes momentos do desenvolvimento, em crianças de 0 a 12 anos de idade. De maneira alguma, pretendemos esgotar o assunto, e recomendamos que as referências bibliográficas sejam consultadas com freqüência, seja para aprofundamento teórico, seja durante a prática clínica, particularmente quando se detectarem distúrbios do desenvolvimento neuropsicomotor.

1. Introdução à anatomia e á fisiologia do sistema nervoso

O sistema nervoso, atuando em conjunto com o sistema musculoesquelético, é responsável pela constante interação entre cada um de nós e o meio ambiente. Há, em nosso organismo, receptores1 sensíveis aos diferentes estímulos do meio externo e do meio interno. Neurônios sensitivos2 conduzem as informações geradas no nível desses receptores até o sistema nervoso central, onde ocorre um processo de integração dessas informações. Circuitos neuronais responsáveis pela memória retêm esses dados, em muitos casos. Do sistema nervoso central podem partir impulsos nervosos pelos neurônios motores, que promoverão a contração muscular.

Dayse Senra fala sobre a ´fala´

Texto da Dayse Serra

Perdoem-me pela demora, mas como todos vocês, tenho que fazer as coisas nos pequenos intervalos entre uma atividade e outra, e o texto em anexo que fundamenta esta ação estava no pc de casa. Estou postando para o grupo porque vários companheiros de lista me escreveram se interessando.
Queridos, não há mistério, mas também não há milagres...a qualidade dos resultados depende de uma intervenção intensiva e precoce, no entanto, sempre é possível notar algum progressos mesmo quando o trabalho começa com a criança mais crescidinha.


     De uma forma objetiva, consiste em refazer, em "laboratório", um percurso que a construção linguagem seguiria normalmente se o autismo não estivesse presente. Trabalha-se em cada etapa dos precursores da linguagem que funcionam como marcadores do desenvolvimento e agimos, passo a passo, como se estivéssemos "rebobinando o filme" do desenvolvimento. E dentro da linha que acredito, quando desenvolvemos a linguagem desenvolvemos também a cognição... Em outras palavras, não é possível investir na fala se a criança não imita, se não possui atenção conjunta ou compartilhada, etc etc.. Faço isso quase todos os dias e supervisiono o que os meus alunos e auxiliares de pesquisa fazem. Temos tido sucesso, mas sempre com os pés na realidade.
As etapas: uso do olhar, sorriso responsivo, movimentos antecipatórios, atenção conjunta e compartilhada, uso do dedinho para apontar (declarativo e imperativo), imitação arbitrária, dar imperativo,desenvolvimento da linguagem referencial e........fala!


   Bem, daqui a pouco viajo a trabalho e só retorno no sábado pela manhã, então, se houver alguma dúvida sobre o que eu escrevi, peço a paciência de vocês, mas só poderei responder a partir de sábado.   Ótimo feriadão ( No Rio de Janeiro teremos um feriadão) e boa leitura!

Dayse Serra
Universidade Federal Fluminense
Professora Adjunta- Educação Especial e Inclusiva / Psicologia.
residência: 21-35943263
recados/fax: 021-24011021
celulares: 021-82552343 (tim) 021-88995477 (oi) 021-97482804 (vivo)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Problemas de aprendizado

Muitos pais se esforçam para encontrar as melhores maneiras de ajudar a sua criança com um distúrbio de aprendizagem. Aconselhamento e orientação é essencial. Uma criança ou um adulto sofrendo de um distúrbio de aprendizagem podem ter problemas em compreender, lembrar e responder a novas informações. Eles também podem ter dificuldade para falar, ler, ouvir, escrever, prestando atenção e resolução de problemas.Alguns dos distúrbios de aprendizagem comuns são:ADD / ADHD:
Transtornos de déficit de atenção (também conhecido como DDA ou TDAH) é caracterizado por sintomas como desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo. Esses sintomas estão associados com problemas de aprendizagem, comportamentais e emocionais.Transtorno Desafiador Opositivo (ODD):