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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Impresões da Dra. Geórgea sobre a palestra do Dr. John Hicks, no Autism One 2014

Esse texto foi publicado pela Dra. Geórgea Fonseca, em seu perfil no Facebook, sobre a palestra do Dr.  John Hicks no Autism One 2014

"Quero colocar algumas impressões sobre uma das aulas que mais gostei no AutismOne. A do Dr John Hicks, intitulada: Treatment of ASD: Beginnings and Progress.

Em primeiro lugar porque acho que são passos básicos e importantes para os pais que estão aqui e não têm acesso à muitos tratamentos, poderem ter alguma orientação do que fazer inicialmente.
Depois porque tive uma grata surpresa em ver que o que ele faz tem muito a ver com a minha filosofia: Intervir com suavidade, progressivamente, sem agressões. 


A questão da investigação familiar é muito importante. Vejam, não apenas para se pesquisar se na família há casos de transtornos mentais, mas se há casos de problemas de doenças inflamatórias e auto-imunes. Avaliar o status nutricional da criança: se ela é hipotônica, pálida, se tem o abdome protuso ou outros sinais de nutrição deficiente.


Os problemas fundamentais que devem ser objetivo da intervenção inicial devem ser o tratamento dos problemas gastrointestinais dos pequenos. Portanto: controlar o excessivo crescimento de fungos ( Evite o açúcar e invista no uso de probióticos); facilitar a digestão e absorção dos alimentos; usar uma dieta rica em vitaminas, minerais e proteínas de boa qualidade; abusar do uso de alimentos fermentados; regular os hábitos intestinais com intervenção adequada para diarréia e constipação; testar as sensibilidades alimentares dos pequenos para estarmos cientes de quais alimentos devemos evitar.


Se a criança não tem um bom status nutricional, muitas reações celulares estão prejudicadas. Se ela não digere e absorve bem proteínas terá baixa de aminoácidos essenciais, e eles são importantes para a fabricação de diversas enzimas, inclusive as que agem no cérebro.


30 artigos (em inglês) sobre relação entre autismo e problemas gastrointestinais (da Dra. Geórgea Fonseca)

A dra. Geórgea Fonseca nos brinda, em seu perfil no Facebook, com essa lista de textos sobre autismo e problemas gastrointestinais!

1)Panenteric IBD-like disease in a patient with regressive autism shown for the first time by the wireless capsule enteroscopy: another piece in the jigsaw of this gut-brain syndrome? Am J Gastroenterol. 2005 Apr;100(4):979-81. Balzola F, Barbon V, Repici A, Rizzetto M, Clauser D, Gandione M, Sapino 

2)Gastrointestinal complaints and diagnosis in children: a population-based study. Acta Paediatr. 2004 Jul;93(7):880-6. Kokkonen J, Haapalahti M, Tikkanen S, Karttunen R, Savilahti E. Department of Paediatrics, Oulu University Hospital, Oulu, Finland. jorma.kokkonen@ppshp.fi  


 3)Focal-enhanced gastritis in regressive autism with features distinct from Crohn's and Helicobacter pylori gastritis. Am J Gastroenterol. 2004 Apr;99(4):598-605. Torrente F, Anthony A, Heuschkel RB, Thomson MA, Ashwood P, Murch SH. The Centre for Paediatric Gastroenterology, Department of Histopathology, Royal Free & University College Medical School, London.  

4)Rectal prolapse in autistic children. J Pediatr Surg. 2004 Apr;39(4):643-4. Van Heest R, Jones S, Giacomantonio M. Department of General Surgery, IWK Health Centre, Dalhousie University, Halifax, Nova Scotia, Canada.  

5)Food elimination based on IgG antibodies in irritable bowel syndrome: a randomised controlled trial. Gut. 2004 Oct;53(10):1459-64. Atkinson W, Sheldon TA, Shaath N, Whorwell PJ. Department of Medicine, University Hospital of South Manchester , Manchester M20 2LR , UK .  

 6)Intestinal lymphocyte populations in children with regressive autism: evidence for extensive mucosal immunopathology. J Clin Immunol. 2003 Nov;23(6):504-17. Ashwood P, Anthony A, Pellicer AA, Torrente F, Walker-Smith JA, Wakefield AJ. The Inflammatory Bowel Disease Study Group, and Centre for Paediatric Gastroenterology, Royal Free and University College, Medical School, London, United Kingdom. pashwood@ucdavis.edu  

Tradução da Evellyn Diniz da palestra do Dr. Richard Deth

Gente,

Esse material riquíssimo foi traduzido pela supermãe Evellyn Diniz no seu blog. 

É a palestra do Dr. Richard Deth, no Autism One 2014, que aconteceu semana passada, nos EUA. Obrigada, Evellyn por traduzir esse material para nós! bjo!


Início da palestra:
Stress oxidativo – A natureza tem sua forma de administrar o corpo corretamente para que este não esteja super oxidado ou oxidado “de menos”, por assim dizer. Temos que evitar o excesso ou uma super redução desse processo.

Ele usa o termo REDOX – que é pra representar o meio termo entre estar muito reduzido ou muito oxidado. O objetivo é homeostase – Habilidade de manter o corpo em equilíbrio metabólico perfeito.
Esse equilíbrio acontece quando o stress oxidativo é controlado e encontra-se em estado ideal de equilíbrio.

A chave aqui é a glutathiona. E o que é? Glutathion é o maior antioxidante de todos os tecidos do corpo. Glutathion deve tomar muito nossa atenção no autismo!
Temos que pensar que tem algo de muito errado acontecendo no mundo nos últimos anos – o impacto ambiental, que impacta os níveis de glutathiona.  O aumento e acúmulo desse impacto nas pessoas = Poluição, vacinas, pesticidas, mercúrio, acetaminophen, etc…

Quando pesquisamos nas crianças autistas descobrimos que a glutathion é baixa no sangue. Pelo menos 1/3 menor que o normal de acordo com pesquisas, isso é muito!
 Não só a Glutathiona, mas outros metabólitos relacionados, do grupo metil, por exemplo.
 Isso significa que temos problemas com poucos antioxidantes e isso afeta o processo de metilação. Então = um estado de stress oxidativo alto.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Autismo já é considerado como medicamente TRATÁVEL

Tratamento Biológico Autismo
Notícia divulgada no Brasil por mim e traduzida pela minha amiga, Ana Muniz, no dia 10/12/08.

Autismo é considerado como medicamente tratável

Em abril de 2008, a Escola Americana de Medicina Genética (ACMG), reconhecida pelo conselho médico AMA, estabeleceu procedimentos de práticas clínicas a serem seguidos por geneticistas clínicos, tanto para determinar a etiologia dos casos de desordens do espectro autista (ASD) como para tratar pacientes com este diagnóstico. Este estudo, “ Desordem do Espectro Autista – associados a biomarcadores para a avaliação do caso do paciente e gestão por geneticistas clínicos “, confirma que atualmente existe uma rotina bem estabelecida, clinicamente disponível, com biomarcadores identificados que auxiliam os geneticistas clínicos a avaliar e tratar indivíduos clinicamente diagnosticado com ASD, e descreve sucintamente alguns biomarcadores reconhecidos. Dependendo da causa da ASD, estes pesquisadores descobriram que “os riscos médicos associados, podem ser identificados, o que pode levar a uma triagem e prevenção em pacientes com potencial morbidade e de outros membros da família.” A COMED Inc., associação sem fins lucrativos e, através de subsídio da Fundação Brenen Hornstein Autismo Research & Education (BHARE), sem fins lucrativos do Instituto de doenças crônicas, Inc. financiou esta pesquisa.

NOTA PESSOAL: Autismo além de já ser tratável, pode ser prevenível e reversível. Com os procedimentos adotados a partir deste estudo, reconhece-se também, sem nenhum alarde, que mercúrio é sim um agente causador de autismo.


As importantes ferramentas clínicas identificadas para avaliação médica e resposta ao tratamento monitorizado incluiu:

1. Biomarcadores de Pofirinas – ajuda a determinar se o mercúrio tóxico está presente e, quando ele for encontrado, monitora as alterações das quantidades de mercúrio, durante as terapias de desintoxicação (leia-se: quelação).
2. Biomarcadores de Transulfatação – ajuda a determinar se a suscetibilidade bioquímica ao mercúrio está presente e, quando ela for encontrada, monitora as respostas do paciente durante a suplementação com terapias nutricionais, tais como: metilcobalamina (a forma metil de vitamina B12), ácido folínico, e piroxidina (vitamina B6).
3. O estresse oxidativo/ biomarcadores de Inflamação - ajuda a determinar se há excesso de subprodutos de vias metabólicas e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com anti-inflamatórios, como Aldactone ® (espironolactona).
4. Biomarcadores Hormonais – ajuda a determinar se alterações hormonais estão presentes e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante o tratamento indicado com drogas de regulação hormonal tais como Lupron ® (acetato de leuprolide) e Yaz ® (drospirenone / ethynyl estradiol).
5. Biomarcadores de disfunção mitocondrial – ajuda a determinar se houver perturbações nos percursos de produção de energia celular e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com drogas como a Carnitor ® (L-carnitina).
6. Biomarcadores Genéticos - ajuda a determinar se há susceptibilidade genética ou fatores causais presentes e, quando forem encontrados, fornece dicas sobre as modificações comportamentais que reduzem o impacto desses fatores genéticos.
Hoje em dia, qualquer pai, médico, ou provedor de saúde pode facilmente contratar os serviços de um geneticista clínico, que segue as orientações praticas da ACMG para avaliar e tratar pacientes diagnosticados com ASD.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Protocolo de Quelação AC

Gente, reproduzo aqui o material sobre Queação do maravilhoso blog da Claudia Marcelino

Por Claudia Marcelino.

Temos mais um protocolo de tratamento para o autismo disponível a pouco tempo no Brasil: o protocolo de quelação do Dr. Andrew Cutler. Este não estava disponível por falta de material, como o protocolo da MB 12, mas por falta de conhecimento mesmo, já que o Dr. Cutler não faz parte do movimento DAN! e muito menos da medicina convencional.

Ano passado, entrou no nosso grupo de discussão no yahoo, o Autismo Esperança, uma mãe brasileira a anos radicada nos EUA e que utiliza o protocolo com sucesso em seu filho, a Fani Carvalho.
Fani entrou no grupo com o objetivo de repassar aos pais brasileiros, informação e ajuda que tanto recebeu de outros pais e aqui estou eu girando a roda mais uma vez, repassando à outros.

Toxicidade por mercúrio é comumente encontrada em crianças com atrasos de desenvolvimento, TDAH, autismo, TID-SOE, aspergers, apraxia / dispraxia, transtornos de humor e outros problemas de saúde. Isso é dito ocorrer em pessoas que possuem uma pre-disposição genética a não excretarem bem toxinas (incluindo os metais) do seu corpo. Como vivemos cada vez mais cercados de toxinas (poluição ambiental, vacinas contendo mercúrio e alumínio, etc.) cada vez mais pessoas com essa pre-disposição vem apresentando problemas variados de saúde.

Vejam neste vídeo um experimento feito na Universidade de Calgary documentando o que acontece com os neurônios na presença do mercúrio: eles encolhem, perdem axônios e são incapacitados de fazer sinapses.

Isto descreve o que é visto com os neurônios de autistas, não é?
Mercúrio no cérebro só sai com quelação utilizando o ALA - ácido alfa lipóico: a única substância quelante capaz de atravessar a barreira hemato encefálica.

Os sintomas de intoxicação por mercúrio são idênticos aos sintomas vistos no autismo e para saber se o mercúrio está tendo influência no quadro do seu filho, uma das melhores maneiras, menos invasivas de verificar se há a toxicidade do mercúrio é obter um exame de cabelo feito pelo laboratório Doctor's Data e no Brasil é possível obter este exame através do laboratório Great Plains. 

O exame de cabelo irá ajudá-lo a determinar se há excesso de metais em seu filho e a avaliação da presença de mercúrio é feita pelas regras de contagem do Dr. Cutler. Isto é mais complexo do que ver se no exame a taxa de mercúrio está alta ou baixa. O que determina a intoxicação é que o mercúrio provoca um desarranjo no transporte dos minerais no nosso organismo e isso frequentemente se reflete no mineralograma capilar. Foi a partir da apresentação dos minerais no mineralograma que o Dr. Cutler desenvolveu as chamadas "regras de contagem". É com elas que pode-se determinar com segurança a intoxicação. Isso é descrito em detalhe no livro "Hair Test Interpretation", do Dr. Cutler (http://www.noamalgam.com/hairtestbook.html)"

quinta-feira, 21 de março de 2013

Os "espectros" do Espectro Autista, por Walter Camargos Jr.





QUE GRAU DE AUTISMO MEU FILHO TEM???

por Walter Camargos Jr

Reportagem Revista Autismo nº2 ano 2
Essa pergunta é uma das mais frequentes na primeira consulta e merece ser trabalhada para ser bem entendida e não causar pessimismo e desânimo.

O conceito de Espectro Autista é hoje dividido basicamente em dois grupos, a saber: Baixo e Alto Funcionamento. O primeiro é aquele onde há também uma limitação intelectual (cognitiva) e pouca melhora sintomática (clínica) e o segundo é composto pelos indivíduos que possuem histórico típico de Autismo (atraso de fala, fala na terceira pessoa, déficit importante na interação, etc) e que melhoraram muito conseguindo se alfabetizar, dialogar, usar o pronome “Eu”, entre outras aquisições, demonstrando portanto uma inteligência normal, e pela Síndrome de Asperger (SA), que não possui atraso de fala, atraso no uso do pronome “Eu”, nem déficits cognitivos.

Os que são afetados pela Síndrome de Asperger raramente chegam ao consultório para diagnóstico antes dos 6 anos, pois os prejuízos não são evidentes nem importantes antes dessa idade, diferentemente dos indivíduos
do outro grupo, em que os déficits de desenvolvimento no psiquismo global geralmente já estão presentes desde o nascimento/primeiro ano de vida. Ou seja, tanto os afetados pelo Transtorno do Espectro do Autismo de Baixo Funcionamento (TEABF) como os afetados pelo Transtorno do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento não
Síndrome de Asperger (TEAAF não SA), são diagnosticados por volta dos três anos.

Como quase que a totalidade dessa população aos 3 anos (TEABF e TEAAF não SA) é não verbal funcional e um dos melhores parâmetros de gravidade é o déficit da comunicação (e inversamente o prognóstico por sua qualidade positiva), todos serão classificados como graves.

Como o M-Chat (Modified Checklist for Autism in Toddlers — um breve questionário referente ao desenvolvimento e comportamento utilizado em crianças dos 16 aos 30 meses com suspeita de autismo) não avalia a comunicação verbal, podemos ter uma visão da comunicação não verbal que é contemplada nessa escala pelos itens 6, 7, 15 e 16, que são respectivamente: apontar com o indicador para pedir alguma coisa, apontar com o indicador para mostrar interesse em alguma coisa, apontar para um brinquedo do outro lado da sala, (a criança) acompanha com o olhar, olhar para as coisas para as quais o adulto olha. Embora esses itens possam ser identificados como atenção partilhada, eles fazem também parte da comunicação proto-imperativa e proto-declarativa e sua
melhora também gera melhora da comunicação verbal. Em pesquisa (ainda não publicada) realizada utilizando-se o M-Chat, em população de 135 crianças com suspeita de TEA e mediana de 36 meses de idade, foi encontrada a seguinte realidade: 47 (35%) apontavam o que queriam, 21 (15,5%) apontavam para mostrar, 32 (23%) olhavam o que os Pais e apontavam, e somente 6 (4,4%) olhavam para onde os Pais olhavam.

O ditado “A Deus o futuro pertence” é certo pois sabemos que a clínica apresentada nessa idade de 3 anos não prediz o futuro, o que significa que muitas pessoas melhoram tanto, que saem dos critérios do TEABF. Porém, também é verdade que “Não existe almoço grátis” o que significa que essa melhora significativa depende da implantação das terapêuticas já reconhecidamente eficazes, em grande quantidade e sob uma lógica coerente.

Então a pergunta “Que grau de Autismo meu filho tem?” feita na 1ª. consulta por volta dos 3 anos de vida é uma verdadeira armadilha para todos (profissionais e família), pois se o médico mente dizendo que é leve/média e a família se acomoda, a criança não se desenvolve, e se o médico é simplesmente honesto, sem explicar essas questões acima, a família pode desanimar e o futuro da criança estará fadado à incapacidade.



Fonte: Revista Autismo nº 2, 2º ano

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Intervenção precoce muda curso do autismo

 Esse texto foi traduzido do original no Google Tradutor. Algumas partes parecem "truncadas", mas dá para entender.

Jane Holmes se senta no chão e as mãos de 2 anos de idade, Jimmy Harrison um bloco, eo menino adiciona ao topo de uma torre gigante que ele está fazendo, antes de tudo derrubar no chão com um estrondo. Ele grita em aprovação, antes de Holmes lhe entrega mais blocos, um de cada vez, para ele começar em uma torre de novo do zero.
A cena que se desenrolava na casa de Marlborough Rachael Harrison, mãe de Jimmy, parece que o tempo qualquer criança do jogo.
Apenas Jimmy tem autismo, e Holmes é o seu fonoaudiólogo.
Rachael Harrison percebeu que seu filho era diferente quando ele se virou cerca de um ano de idade.
"Ele não estava andando ainda ou fazer sons que você esperaria de 1 ano de idade para fazer", disse ela.
Ela o levou para ver seu pediatra, e depois de uma referência, Jimmy foi diagnosticado com autismo.
Ele foi então encaminhado para serviços de intervenção precoce em ascensão ... para o bebê e família em Keene, a organização para a qual trabalha Holmes. Quando uma criança é identificada como tendo autismo, Rise fornece até 10 horas por semana de um-em-uma intervenção em casa e no cuidado da criança na unidade de Keene. Ascensão é uma das 10 agências estaduais que tem um contrato com o Departamento de Serviços de Desenvolvimento NH para prestar serviços de apoio precoce (até 3 anos) para aqueles com crianças que têm deficiências de desenvolvimento sob os indivíduos federais com Deficiência Lei da Educação.
Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças relatou no ano passado que uma em cada 88 crianças vão receber um diagnóstico de transtorno do espectro do autismo, um aumento de 78 por cento nos últimos 10 anos. Eles incluem - mas não estão limitados a - transtorno autista, transtorno invasivo do desenvolvimento e síndrome de Asperger, considerada a forma mais branda de autismo. Perturbações do espectro do autismo são condições neurobiológicas caracterizadas, em graus variados, por dificuldades de interação social, coordenação motora, atenção e comunicação verbal e não-verbal. Eles também são muitas vezes marcadas por problemas comportamentais. Segundo a Autism Speaks, uma organização de defesa, cerca de 40 por cento têm média ou acima da média habilidades intelectuais e cerca de 25 por cento dos indivíduos do espectro são não-verbal, mas pode aprender a se comunicar através de outros meios.

Sintoma de autismo pode desaparecer quando crianças crescem

Pesquisa constatou que jovens diagnosticados com autismo na infância tinham vida normal e não apresentavam mais problemas que caracterizam a doença

Adam Berry/Getty Images
Médico segura estetoscópio

Medicina: o estudo norte-americano não chegou a conclusões, no entanto, sobre qual proporção de crianças autistas podem ver sintomas da doença desaparecerem
Algumas crianças com diagnóstico de autismo quando pequenas veem desaparecer completamente seus sintomas quando crescem, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.

"Embora o autismo geralmente persista durante toda a vida, esta descoberta permite pensar que esta síndrome poderia experimentar evoluções muito diversas", afirmou Thomas Insel, diretor do Instituto Americano de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês), que financiou os trabalhos.
A pesquisa foi realizada pela doutora Deborah Fein, da Universidade de Connecticut (nordeste), com 34 jovens de 18 a 21 anos, que tinham sido diagnosticados com autismo em idades muito retomas e que, com o passar do tempo, tinham uma vida completamente normal.
Estes jovens não apresentavam mais problemas de expressão, comunicação, reconhecimento de rostos ou socialização, sintomas característicos do autismo.

A pesquisa, publicada na revista "Child Psychology and Psychiatry", se concentrou em saber se o primeiro diagnóstico de autismo era suficientemente exato e se os sintomas efetivamente tinham desaparecido.
A resposta foi afirmativa nos dois casos, destacou o doutor Insel.

Fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/sintomas-de-autismo-desaparecem-em-algumas-criancas-quando-elas-crescem

Crianças podem crescer fora de autismo

Do mural da Dra. Simone Pires no Facebook

Por Michelle Roberts
Saúde editor, BBC News on-line


Autismo é um rótulo de autismo ao longo da vida?

Algumas crianças diagnosticadas com precisão, como autistas perdem seus sintomas e seu diagnóstico à medida que envelhecem, dizem pesquisadores americanos.

As conclusões do Instituto Nacional de Saúde do estudo 112 crianças parece desafiar a crença generalizada de que o autismo é uma condição ao longo da vida.

Apesar de não ser conclusivo, o estudo, no Jornal de Psicologia e Psiquiatria Infantil , sugere algumas crianças possivelmente superar o autismo.

Mas os especialistas pedem cautela.

Muito mais trabalho é necessário para descobrir o que pode explicar os resultados.

Dr. Deborah Fein e sua equipe da Universidade de Connecticut estudou 34 crianças que tinham sido diagnosticadas com autismo em primeira infância , mas passou a funcionar tão bem como 34 outras crianças em suas aulas na escola.

Embora o diagnóstico de autismo geralmente não é perdido ao longo do tempo, os resultados sugerem que existe uma gama muito ampla de possíveis resultados "

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um olhar diferente sobre o autismo

Alexandre Costa e Silva
Psicólogo e Psicoterapeuta
Presidente da Fundação Casa da Esperança

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A palavra autismo foi cunhada pelo legendário psiquiatra Eugen Bleuler, para se referir a um dos sintomas da esquizofrenia. Apenas em 1943, com o trabalho de Leo Kanner, psiquiatra austríaco radicado nos EUA, passou a designar um transtorno diferenciado.

Desde então, o autismo tem desafiado gerações de cientistas e terapeutas, devido ao comportamento estranho e frequentemente paradoxal das pessoas que têm seu desenvolvimento marcado desse modo.
Autistas com frequência rejeitam o toque físico, não gostam de manter contato olho-a-olho, e optam muitas vezes por uma existência isolada, focada mais em sensações físicas e no interesse por objetos que na vida social, diferentes da maioria das pessoas que não apresentam o transtorno.

Atenção e acompanhamento ajudam integração de autistas

Diversas atividades acontecem em Manaus durante a Semana de Conscientização sobre o Autismo e, pela primeira vez, os eventos são abertos para toda a sociedade.
[ i ] Vera Barbato e a filha Maria Clara, de seis anos, descrita pela mãe como uma criança feliz, carinhosa e meiga.
Manaus - Há três anos e meio, a funcionária pública federal, Vera Barbato, ‘perdeu o chão’ com o diagnóstico de autismo realizado por uma neuropediatra para explicar o fato da filha, na época, com dois anos e meio de idade, não interagir em sala de aula. “O primeiro choque foi a forma como ela nos contou, sem nenhum tato ou sensibilidade”, lembra.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Material grande sobre ABA

ABA - Iniciar uma interação

Tirado do blog uma voz para o autismo
http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/search/label/ABA

Os objetivos são ensinar um maneira apropriada para começar uma interação, o que aumentará o desejo de obter e manter a atenção das pessoas.
Você pode usar a indução de acerto (prompt) começando pelo suporte físico completo até o apontar, você considera que a criança aprendeu após fazer a ação três dias seguidos, em duas situações distintas de forma independente (sem indução de acerto).

Fase 1: Pergunte para a criançaa "Aonde está a bola (ou qualquer objeto)? A criança responde "lá" e aponta na direção do objeto. É super importante planejar a variação dos objetos e posição do objeto. Comece com objetos grandes e depois passe para objetos menores que vão requerer mais atenção da criança. Quando nos iniciamos a fase 1, nós fazíamos 10 repetições por sessão, divididas em dois grupos de 5 vezes. Este exercício requereu mais repetição constante até que nos atingíssemos "expontanedade" lá pela terceira repetição. Quando isso aconteceu, nós passamos a repetir 10 vezes mas, de forma mais aleatória durante a sessão. Perguntava: "Cadê o carneiro?" que estava posicionado no chão mas com alguma distancia do Pedro ou do Luís, então eles olhavam no quarto e viam o carneiro, podendo dar a resposta apontando "lá", então nós usávamos o carneiro para fazer a atividade seguinte. Dessa maneira nos fomos fazendo as 10 vezes na sessão, eles achavam o objeto e usavamos-o para a atividade seguinte. Mas, no comeco, foi só repetição.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Método Cognitivista

AMA-BA é Cognitivista

Criança monta puzzle














O trabalho pedagógico, realizado com êxito há oito anos pela Associação de Amigos do Autista da Bahia- AMA-BA, é resultado das reflexões acerca dos insucessos e das experiências negativas vividas pelas pessoas com autismo, no processo de inclusão. Queremos ser atores de um sistema educacional especializado, pois acreditamos na capacidade cognitiva de cada um e não desejamos condená-los a uma pedagogia conservadora, que apenas pensa na “inclusão social” sem o menor interesse em apostar na “inclusão cognitiva” dessas pessoas. Atrelar o social à cognição é tarefa a ser empreendida para que a aprendizagem ocorra de fato e de direito.

Os diferentes graus de autismo







quarta-feira, 18 de abril de 2012

As falhas na emergência da autoconsciência na criança autista - Carolina Lampreia



Olívia Balster Fiore-CorreiaI; Carolina LampreiaII; Flavia Sollero-de-CamposIII
IMestre e Doutoranda em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 
IIDoutora em Psicologia Clínica; Professora do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Psicologia Clínica e do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 
IIIDoutora em Psicologia Clínica; Professora do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)



RESUMO
Crianças com transtorno autístico apresentam falhas significativas na emergência da autoconsciência reflexiva. O objetivo do presente trabalho é analisar os processos envolvidos nestas falhas através de uma discussão das abordagens naturalista e construtivista no campo da filosofia, da neurociência, da psicologia do desenvolvimento e do transtorno autístico. Conclui-se que a abordagem construtivista permite uma melhor compreensão destas falhas, por considerar que elas advêm de prejuízos inicialmente inatos na capacidade de identificação afetiva destas crianças que prejudicam a interação social e o desenvolvimento da linguagem e, por conseguinte, sua capacidade autorreflexiva.
Palavras-chave: transtorno autístico, desenvolvimento infantil, autoconsciência.



INTRODUÇÃO
O transtorno autístico está inserido dentro dos transtornos globais do desenvolvimento, nos quais os sintomas para o diagnóstico devem ser identificados até os três anos de idade da criança (DSM-IV-TR, 2002). Sua definição envolve prejuízos qualitativos em três áreas principais: interações sociais, com a criança apresentando déficits severos em sua capacidade de iniciar, responder, manter ou estabelecer interações com as pessoas; comunicação, tanto considerando comportamentos comunicativos não-verbais, como gestos e sorrisos, e comportamentos comunicativos verbais, como vocalizações e fala; e comportamento – a criança apresenta comportamentos e interesses restritos e repetitivos.

Problemas de aprendizado

Muitos pais se esforçam para encontrar as melhores maneiras de ajudar a sua criança com um distúrbio de aprendizagem. Aconselhamento e orientação é essencial. Uma criança ou um adulto sofrendo de um distúrbio de aprendizagem podem ter problemas em compreender, lembrar e responder a novas informações. Eles também podem ter dificuldade para falar, ler, ouvir, escrever, prestando atenção e resolução de problemas.Alguns dos distúrbios de aprendizagem comuns são:ADD / ADHD:
Transtornos de déficit de atenção (também conhecido como DDA ou TDAH) é caracterizado por sintomas como desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo. Esses sintomas estão associados com problemas de aprendizagem, comportamentais e emocionais.Transtorno Desafiador Opositivo (ODD):

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Crianças autistas se desenvolvem mais quando imitam outras pessoas


Pesquisa mostra que, se estimuladas a reproduzir gestos e comportamentos, elas adquirem novas habilidades; descoberta renova esperança de intervenção na evolução da síndrome

Fonte: G1
EAST LANSING, MICHIGAN — Crianças autistas podem desenvolver amplamente uma série de habilidades sociais se forem encorajadas a imitar outras pessoas. A conclusão é de um estudo de Brooke Ingersoll, pesquisadora da Universidade de Michigan.
Nos últimos anos, pesquisadores vêm descobrindo comportamentos e sintomas típicos do autismo que poderiam levar a um diagnóstico precoce da síndrome e até permitir intervenções no seu desenvolvimento, explica Brooke, professora assistente de psicologia da universidade e autora do estudo.

— É muito estimulante — disse Brooke, em reportagem publicada no site EurekAlert!. — Acho que hoje sabemos muito mais sobre autismo em crianças e bebês do que sabíamos há cinco anos.
Em sua pesquisa, a acadêmica descobriu que crianças pequenas com autismo que eram incentivadas a imitar habilidades de outras pessoas faziam mais tentativas de atrair a atenção do examinador para um objeto por meio de gestos ou contato visual.
A imitação é uma importante habilidade, que permite a bebês e crianças pequenas interagirem e aprenderem com os outros. Crianças autistas, porém, costumam ter dificuldade para reproduzir comportamentos e gestos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mãe ensina médicos a lidar com crianças que sofrem de autismo

Portia Iverson falou durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia. Ela também pediu mais pesquisas e novos remédios contra a doença.
Cerca de 200 neurologistas, com anos de experiência em sua área, lotam a sala. Na frente de todos está Portia Iverson, de fala pausada, dando explicações detalhadas para a platéia formada quase que exclusivamente por pessoas com muito mais conhecimento científico do que ela. Mas quem é essa mulher sem formação acadêmica que ousa ensinar cientistas? A resposta é simples: Portia Iverson é mãe.
E não qualquer mãe. Ela é mãe de Dov, um jovem americano diagnosticado aos três anos de idade com autismo severo. Desde que descobriu a doença, Iverson e seu marido se dedicaram à causa das crianças autistas e fundaram uma organização não-governamental que pede mais pesquisas sobre a doença – a CAN, sigla em inglês para “Curem o Autismo Agora”, que também significa algo como “é possível” .
Portia Iverson foi uma das convidadas especiais da Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos. Sua missão? Ensinar os médicos a lidar com crianças autistas, baseada em sua experiência de mais de dez anos cuidando de Dov. E mais: contar os principais problemas que ela enfrenta, para tentar sensibilizar e oferecer informações para novas pesquisas na área.
Para todos
Os conselhos da americana foram ouvidos por médicos, mas, segundo ela, são para serem seguidos por qualquer pessoa que conviva com autistas. O principal é: “Não aja com a criança como se ela tivesse uma deficiência mental”. “Mesmo com as que têm autismo severo e que parecem não estar ligadas no nosso mundo. Elas podem muito bem estar ouvindo, prestando atenção, entendendo”, diz Iverson.
Ela recomenda que os problemas e as frustrações do autismo não sejam discutidos na frente da criança, mesmo quando ela pareça estar distraída com outra coisa. “Se elas estiverem entendendo vão se assustar mais ou se fechar ainda mais em seu mundo”, afirma.
Outro conselho importante, segundo ela, para médicos e pais, é levar a sério os problemas das crianças. “É tão cansativo cuidar de um autista que às vezes achamos que tudo é culpa da doença. Se a criança está mal humorada, com dor de barriga, com dor de cabeça ou com qualquer outro problema, falamos ‘ah, é só o autismo’. E isso não é bom, porque corremos o risco de deixar passar algum problema sério”, diz.
Concentração
Ela explica que não adianta querer atrair a atenção da criança quando ela se concentra em alguma coisa. Primeiro, porque ela não tem controle sobre isso. Segundo, porque não se sabe se ela é mais feliz interagindo com os outros do que fechada em seu mundo. “É como quando temos uma crise de compulsão e comemos demais. Alguém gosta disso? É claro que não, mas não podemos nos controlar. Multiplique isso por um milhão e terá o que acontece com as crianças autistas. Aposto que elas preferiam estar brincando com as outras na rua, mas a atração por outras coisas é muito, muito forte”, conta.
Portia Iverson também aproveitou a oportunidade para pedir que os médicos se esforcem na busca por novos remédios e, se possível uma cura. “É extremamente frustrante. Há dias em que Dov acorda, senta na cama e agarra os olhos, se arranha, se coça, grita. É uma coisa que cansa a gente só de olhar. Daí o surto passa e ele volta ao normal. Precisamos de remédios que controlem essas coisas, pelo bem de nossos filhos”, pediu ela.
Fonte: Portal G1