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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Atenção e acompanhamento ajudam integração de autistas

Diversas atividades acontecem em Manaus durante a Semana de Conscientização sobre o Autismo e, pela primeira vez, os eventos são abertos para toda a sociedade.
[ i ] Vera Barbato e a filha Maria Clara, de seis anos, descrita pela mãe como uma criança feliz, carinhosa e meiga.
Manaus - Há três anos e meio, a funcionária pública federal, Vera Barbato, ‘perdeu o chão’ com o diagnóstico de autismo realizado por uma neuropediatra para explicar o fato da filha, na época, com dois anos e meio de idade, não interagir em sala de aula. “O primeiro choque foi a forma como ela nos contou, sem nenhum tato ou sensibilidade”, lembra.

“Não mudaria nada em Beatriz”, diz Lindbergh Farias, sobre a filha Down

06/09/2011 | 07:00

Maria Antonia, Beatriz (colo) e Lindbergh
O jeito expansivo lembra o líder estudantil dos cara-pintada, os jovens que saíram às ruas pedindo o impeachment do presidente Fernando Collor em 1992. Mas quem fala agora é o senador e pai de família Lindbergh Farias (PT-RJ), 41 anos, casado há 17 com Maria Antonia, união que resultou em Luiz (15) e Beatriz (1 ano e 2 meses). “A gente já pensa em outro filho, e só de pensar o clima fica maravilhoso”, diz Lindbergh, rindo, gesticulando, animado.

Pai ‘grampeia’ filho autista e descobre agressões verbais da professora

  Em tempos de grampos e escandalosas revelações feitas graças a escutas legais (e talvez até ilegais), imagine mandar uma criança “grampeada“ para a escola a fim de descobrir abuso por parte dos professores? Você faria isso? Foi o que o pai de um menino autista de dez anos fez, nos Estados Unidos. Stuart Chaifetz, de New Jersey, resolveu mandar um gravador escondido no filho, desconfiado dos surtos de ansiedade e das reclamações que partiram da própria escola sobre o comportamento violento de Akian, o filho, que estaria batendo na professora e atirando cadeiras.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Família irlandesa inteira no espectro autismo: pai, mãe e três filhos

Publicado no perfil da Apadem do facebook de hoje:
matéria completa: http://media-dis-n-dat.blogspot.com.br/2011/02/irish-family-celebrates-that-they-are.html
fevereiro de 2011
 Traduzida pelo google tradutor 
  Todos os cinco membros da família Wise (foto) estão no "espectro do autismo". Eles passaram Lutando para ser diagnosticada anos, para obter programa de assistência do Estado e ficar juntos.

    
Eles são uma família autista completo. Crianças papai mamãe, e três são todo o seu no espectro autista.

    
Damon Sábio foi diagnosticado com autismo leve, síndrome de Asperger, quando tinha 21 anos. Karen Wise, que só foi diagnosticada há cinco anos, tem transtorno do espectro do autismo de leve (ASD) Conhecida como uma dificuldade de aprendizagem não-verbal.

    
O casal se conheceu Damon Estrela da rede Trek-through. Damon foi fundada há mais de 30 clubes e tem 5.000 pessoas na lista de discussão histórica. Era um fã Karen la, mas foi Meant Dificuldades Sociais difícil para ela obter as palavras do primeiro par de vezes em que ela tocou Damon.

A história de uma mãe que, com muito amor e luta, garantiu o estudo para os filhos com autismo em uma escola regular

Conheça a história de uma mãe que, com muito amor e luta, garantiu o estudo para os filhos com autismo em uma escola regular. Com o suporte adequado, a integração social é possível. E fica a dica para pais e mães: fique atento aos sinais desde cedo e busque ajuda!!!
Preste atenção na trilha!! Fool on the Hill, dos Beatles. Procure a tradução - tudo a ver!!!

O desafio deramátco da família autismo

A realidade pouco conhecida mostra O Bem a partir de experiências pessoais de quatro mãesPor NICHOLAS MALDONADO
"Uma bomba na casa" para Adela Brehirinier descreve o impacto de um diagnóstico de autismo na família. Mãe de Cameron (11), diagnosticada aos quatro anos, Adela sabe o que está falando. No entanto, a sua maneira de descrevê-lo mal chega resumir desespero, o isolamento, a incerteza ea enorme quantidade emocional que teve de enfrentar dia após dia a sua família. Talvez seja por isso Rodolfo Carnevale, diretor de cinema e irmão de um jovem com autismo, que a melhor maneira de transmitir essa experiência era fazer um filme.
O primeiro a afastar-se são os amigos ea política de família. Para convidá-lo a deixar suas casas, porque eles sabem como lidar com

Histórias Son-rise

A História de Steve e Emily
fonte: http://www.inspiradospeloautismo.com.br/1/5/5.htmlSteve e Emily, os pais de Tom, vinham procurando por formas de ajudar seu filho desde que haviam percebido que ele era diferente. Era muito comum passarem as noites buscando informações em livros ou na internet tentando encontrar uma maneira de ajudar seu filho. Tom havia sido diagnosticado com autismo quando tinha 3 anos e meio de idade. Agora, com 6 anos, seus pais haviam encontrado formas de lidar com alguns de seus comportamentos, mas não haviam encontrado nada que ajudasse Tom a conseguir grandes saltos de desenvolvimento. Sim, ele havia aprendido algumas palavras, a pendurar seu casaco quando chegava da escola, a levar seus pais até a geladeira ao invés de chorar quando estava com fome. Emily e Steve eram muito gratos por essas habilidades desenvolvidas, e ao mesmo tempo, desejavam mais para Tom. Eles queriam mais palavras? Mais habilidades? Estas coisas certamente ajudariam Tom, mas não eram exatamente o que Emily e Steve queriam. Eles desejavam conhecer melhor o filho, senti-lo próximo, conectar-se com ele para saber se ele os conhecia e os amava.

Investigando as crenças dos pais
Eles conseguiam preciosos instantes de conexão. Steve gostava de rolar pelo quarto e pela cama com Tom. Às vezes, durante estas brincadeiras, o pai notava o filho olhando de volta para ele, rindo, com a face animada e os olhinhos brilhando em em meio à diversão compartilhada. Steve podia perceber em Tom o reconhecimento e o prazer como se seus olhos estivessem dizendo “nós estamos brincando juntos, pai, isto não é divertido?” Por cerca de um ou dois minutos, eles estavam juntos, rolando, rindo, fazendo cócegas, como qualquer pai e filho brincando juntos. Steve aprendeu a saborear estes momentos de conexão com Tom, a entregar-se à brincadeira e a tentar mantê-la pelo maior tempo possível.

domingo, 22 de abril de 2012

De onde vem a força das mães especiais?

Por Cristiane Segatto (Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo)

"Conheça a vida selvagem: tenha filhos”. Sempre me divirto quando vejo esse adesivo colado no vidro de algum carro. Essa frase é a mais pura verdade. A maternidade nos aproxima das fêmeas de todas as espécies. Em nenhuma outra fase da vida percebemos tão claramente o papel animalesco que a natureza nos reserva.Viramos leoas que se desdobram para cuidar da cria, alimentá-la, protegê-la e – principalmente – amamentá-la.

Sim. Não importa se a mulher é uma executiva empertigada, uma intelectual inatingível, uma operária calejada. Quando o filho nasce, ela vira um peito. Ou melhor: dois. Nada do que a mulher fez na vida ou ainda pretende fazer tem importância diante da função especialíssima de ser a única fonte de alimento de um ser que acabou de chegar. Um ser que vai crescer, ajudar a povoar o mundo e tocar em frente a grande aventura do Homo sapiens.

Com o autismo dentro de casa (reportagem)

Síndrome que atinge um em cada 70 meninos afeta todos os que convivem com os pacientes. Familiares lutam por respeito e pelo fim do preconceito

“Quando se trata de autismo, parece que estamos começando a Medicina”, diz o médico geneticista Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica. Segundo ele, não há pais que não fiquem apavorados quando o filho recebe o diagnóstico de autismo, que não tem cura. “Existe o estereótipo e até o preconceito”, diz. Para resolver isso, comemora-se hoje o Dia Mundial da Cons­cientização sobre o Autismo.

 “Quem já ouviu falar em autismo imagina aquela criança sentada de frente para a parede balançando a cabeça, em outro mundo, e isso é assustador”, diz Raskin.
Hoje fala-se em transtorno do espectro autista, que tem um “leque” de possibilidades: a criança pode ter um alto comprometimento mental e outras síndromes associadas – e aí até caberia a cena descrita acima –, como pode ter pequenas dificuldades nas interações sociais e na comunicação, mas ter inteligência acima da média.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Relato de uma mãe de gêmeos - saiu na Folha de S. Paulo

Meus filhos com autismo, um contraponto

Meus filhos com autismo, um contraponto
Eles eram diferentes, mas eu insistia na maldita inclusão. Por que não deixar o especial dizer se ele quer isso? É fácil opinar dentro de consultórios

Parte 1: um pequeno prólogo
Em julho de 1994, fiz várias inscrições para adotar uma criança. Em setembro, recebi um telefonema dizendo que minha oportunidade de ser mãe havia chegado. Para a minha surpresa, em dose dupla. Assim, adotei os gêmeos univitelinos Rafael e Renato, com 19 dias.
Felicidade? Emoção? É pouco para descrever. Minha vida se transformou em um caos -mas o melhor caos que alguém poderia desejar.

domingo, 15 de abril de 2012

O caso de Jacob Artson, 14 anos

Não me surpreende mais porqueJacob Idade Artson 14 "Autismo de baixo funcionamento" Los Angeles, CA

Você provavelmente nunca conheci ninguém como eu. Para a maioria da minha vida, fui tratado como uma pessoa retardada. Eu não posso falar ou escrever, e, portanto, as pessoas assumiram para os primeiros sete anos da minha vida que as minhas capacidades cognitivas deve ser coextensivo com minhas habilidades motoras - isto é, praticamente inexistente. Quando eu tinha sete anos, fonoaudióloga apresentou-me a escrever e minha vida começou de novo. No início, eu me perguntei muitas vezes porque eu tinha que lutar de forma tão intensa para produzir uma comunicação simples que outros tomam para concedido, mesmo sem estar ciente de todas as interações complexas acontecendo em seus cérebros, mas não na minha. Mais tarde comecei a me perguntar se eu tinha cometido algum pecado terrível para o qual eu estava sendo punida por não ser capaz de falar ou mover meu corpo, como todas as crianças ao meu redor.


Tem havido muitos adeptos na minha vida, e alguns detratores também. Na quinta série, minha professora me ensinou uma das lições mais importantes que eu já aprendi. Eu tinha finalmente sido autorizado a voltar em um campus de ensino geral, após dois anos de uma escola não-pública onde eu tinha sido banida após morder o diretor-assistente para o meuescola de origem. Meu professor, felizmente, não sabia nada sobre o meu passado, e assim ela me tratou como uma pessoa capaz de realizar qualquer coisa que ela confiou em mim para fazer. Eu nunca tinha sido confiável para conseguir qualquer coisa antes e eu não queria trair a confiança dela. No final daquele ano, eu ganhei um prêmio para a maioria comportamento melhorado.


Temple Grandin - uma visão interior do autismo

AUTISMO – Temple Grandin

UMA VISÃO INTERIOR DO AUTISMO

Tradução feita por Jussara Cunha de Mello - Belo Horizonte a pedido da Associação de Pais de Portadores de Autismo e outras Síndromes - APPAS.
Obtida da INTERNET- ftp://ftp.syr.edu/information/autism/an inside_view_of_autism_txt
Temple Grandin
Department of Animal Science, Colorado State University
Fort Collins, Colorado 80523
High-Functioning Individuals With Autism, edited by Eric Schopler and Gary B. Mesibov
Plenum Press, New York, 1992
 
INTRODUÇÃO
Eu tenho 44 anos de idade e sou uma mulher autista com uma carreira internacional bem sucedida. Meu trabalho é projetar equipamento para animais (especialmente gado) de fazendas. Completei meu Ph.D em ciências animais na Universidade Estadual do Colorado. Foi a intervenção precoce iniciada aos 2 anos e meio de idade que me ajudou a superar minha deficiência.
Neste capítulo falarei sobre a frustração que senti por não ser capaz de falar e sobre meus problemas sensoriais. Meus sentidos são super sensíveis ao barulho e ao toque. O barulho, especialmente quando é bem alto, dói meus ouvidos, e eu evito ser tocada para não ter que sentir aquela sensação opressiva.
Eu construí uma máquina de compressão que ajudou muito a acalmar meus nervos e a tolerar mais o toque. Na época da puberdade, comecei a ter horríveis ataques de nervos e de ansiedade. Eles foram ficando piores com o passar do tempo. Medicamentos antidepressivos aliviavam a ansiedade. Na última parte do capítulo abordo como direcionei minhas fixações em atividades construtivas e a uma carreira. A importância de um mentor é fundamental. Minhas habilidades e deficiências serão cobertas em detalhes nesta reportagem. Todo o meu pensamento é visual, como se fossem fitas de vídeos passando na minha imaginação. Até mesmo conceitos mais abstratos como "se dar bem com outras pessoas" são visualizados através do uso da imagem de uma porta.
 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Depoimentos de mães sobre o desfralde

Existem várias dicas para o desfralde, mas antes de mais nada receio que ainda possa ser muito cedo. Desta forma, esta tentativa precoce poderia gerar frustração tanto para ele quanto para a família. Em um manual (bem atualizado)  de ABA "A work in progress" tem um capitulo só sobre isso. Eles sugerem não tentar antes dos 2 anos e meio. Relatam tb que se a criança tem 3 anos, mas funciona como uma de 18 meses, provavelmente deve-se esperar mais. Entretanto se ela tem quase 5, e funciona como uma de 18 meses, deve-se iniciar o desfralde. Há quem diga também que quanto antes se iniciar , melhor, pois poderá ser um processo muiiiito longo. Meu filho tem 3 anos e 10 meses e tentei  no verão (sou do sul e é bem mais difícil fazer no inverno)...foi bem frustrante, pq ele tinha fimose e o pediatra dizia que deveriamos esperar para ver se "abria'com pomada, porem ele ja estava com muita dor ao urinar e associava o vaso a todo aquele stress. Eu tinha duvidas tb se ele estava pronto, mas na epoca uma terapeuta que o acompanhava disse que aquele era o momento...agora ja operado, vamos esperar esquentar e tenho certeza de que com muita paciência chegamos lá! O fato do teu filho não falar, não é um empecilho, pois existem outras formas dele comunicar (como ele se comunica? E quando ele se comunica?). Porém, o fato dele não se incomodar com as fraldas sujas pode ser um sinal de que não está pronto. Converse com a escola, terapeutas e pediatra. Avalie bem a situação antes, pois ele largará as fraldas em algum momento. Boa sorte! Um abraço, Claudia Zirbes.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

MENINO AUTISTA QUEBRA SILÊNCIO E SE COMUNICA POR COMPUTADOR

Usando técnica conhecida como comunicação facilitada, britânico de 13 anos, passou a se expressar e até a escrever poemas.
Jamie Ponsonby não consegue falar (Foto: BBC)
O britânico Jamie Ponsonby não consegue falar e durante anos permaneceu preso em seu próprio mundo.
Sua família, porém, o ensinou a usar um teclado de computador e hoje em dia o garoto de 13 anos, que sofre de autismo, consegue não apenas se expressar como também escrever poemas.
Sua mãe, Serena, disse que isso permitiu que Jamie se comunicasse com a família e que, assim, ela pudesse entendê-lo melhor.
"Nós não tínhamos ideia de que havia uma pessoa lá dentro que sabia tudo", afirmou ela.
Emoções e senso de humor
"Por meio da digitação nós descobrimos que ele sabe todo tipo de coisa. Ele está totalmente ciente de tudo, seu senso de humor está totalmente ali. Ele tem uma poesia linda, seus sentimentos e emoções são todos perfeitamente normais e acima da média para sua idade."
O diretor de pesquisas da entidade beneficente Research Autism, Richard Mills, disse que casos como o de Jamie são relativamente raros.
Ele disse que a técnica usada pelos pais de Jamie para ajudá-lo a se comunicar - conhecida como comunicação facilitada - apesar de polêmica, tem mostrado bons resultados.
Ela foi introduzida pela primeira vez na Austrália nos anos 70 e consiste em alguém apoiar a mão, o pulso ou o braço de um a pessoa com deficiência comunicativa enquanto esta usa um teclado ou outro aparelho para formar palavras e frases.
"Nós sabemos que pessoas com autismo muitas vezes precisam de muito tempo de processamento. Eles precisam que as coisas sejam visuais, então palavras digitadas em um teclado tendem a funcionar melhor (do que outras formas de comunicação como o uso da fala, por exemplo)".
Paciência
Serena disse que apesar de Jamie digitar com lentidão - ele levou duas semanas para digitar seu poema sobre autismo - ele está, aos poucos, ficando mais rápido e independente.
Ela percebeu que havia um problema com seu filho quando ele tinha 18 meses de idade.
"Ele foi diagnosticado com dois anos e meio, mas desde os 18 meses eu sabia que algo não estava certo. Ele costumava adorar música mas começava a gritar quando eu o levava para aulas de música", disse ela.
Durante alguns anos após seu diagnóstico, Jamie perdeu mais e mais habilidades , incluindo a fala. Ele tinha uma habilidade limitada para se comunicar por meio de sinais, portanto a comunicação se tornou difícil.
"Nós começamos a estimulá-lo a digitar aos nove anos de idade, após eu ler um livro sobre alguém que achava mais fácil digitar, apesar de ela saber falar", contou Serena.
"Pensei que talvez pudesse ser um caminho diferente. Começamos a estimulá-lo a digitar as palavras que ele sabia usar com sinais e fizemos progressos bem, bem lentos. Nós muitas vezes pensamos em desistir."
"Depois de alguns anos ele começou a ler placas e vimos que ele conseguia ler. Começamos a fazer perguntas e ele digitava todo tipo de coisa que nem sabíamos que ele conhecia", disse a mãe.
"Como uma família, isso nos permitiu a saber que existe alguém ali que sabe tudo que está acontecendo. Ele adora viajar e se você sabe que ele está ganhando algo com isso, sua paciência aumenta."
"Você não fala com ele como com alguém que não entende - sua autoestima e confiança estão infinitamente melhores."
Apesar do sucesso descrito pela família, a técnica da comunicação facilitada é criticada por cientistas que questionam o grau de interferência dos responsáveis no momento de comunicação pelo teclado.

AUTISMO PODE EXPLICAR 'CONVERSA' DE MENINA BRITÂNICA COM ANIMAIS

Pesquisadora americana que tem o problema relata facilidade para entender bichos. Autistas contariam com mesma atenção a detalhes e pensamento não-verbal, diz ela.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Pelo menos uma pessoa não deve ter ficado surpresa com a notícia de que a menina britânica Rose Willcocks, portadora de uma síndrome rara e com sintomas de autismo, seria capaz de "falar" com animais, assim como o personagem cinematográfico Dr. Dolittle. Trata-se da pesquisadora americana Temple Grandin, professora da Universidade do Estado do Colorado que também tem uma forma de autismo e afirma que pessoas com esse problema têm uma capacidade instintiva para entender os bichos.

Curiosamente, há outros paralelos entre a biografia da garotinha britânica e a de Grandin -- a cientista americana, especializada em comportamento animal, só começou a falar com quatro anos de idade. A forma de autismo de Grandin, conhecida como síndrome de Asperger, parece não afetar a inteligência geral da pessoa, mas dificulta muito sua capacidade de se comunicar normalmente, de forma verbal e não-verbal: o portador tende a soltar enormes monólogos repetitivos, além de não conseguir entender as nuances emocionais num olhar, por exemplo.

Por outro lado, Grandin diz que seu problema lhe permite entender com facilidade o comportamento e a mente dos animais. Na verdade, em seu livro "Na língua dos bichos" (publicado em 2006 no Brasil), Grandin argumenta que o raciocínio e os sentidos de animais e autistas funcionam de forma relativamente parecida. Não há na frase nenhum julgamento de valor: ela jamais quis dizer que os autistas são inferiores ao resto da humanidade -- apenas que a mente deles têm suas próprias regras, como a dos animais.

Sem palavras
Um desses detalhes é que, segundo ela, os autistas não pensam em "palavras", como a maioria das pessoas, mas em imagens. Sem o raciocínio verbal, animais e autistas formam uma espécie de "filme" mental para tentar entender o mundo. Ambos também seriam altamente sensíveis a detalhes sensoriais -- não só visuais, mas também sonoros ou olfativos.

Isso explicaria por que alguns autistas ficam hipnotizados com ventiladores girando ou telas de descanso de computador, ou por que eles reagem com medo a pequenas mudanças em seu ambiente. Da mesma forma, os animais tendem a se assustar com detalhes como reflexos luminosos, sons muito altos e agudos ou outros detalhes que, para humanos normais, acabam passando despercebidos.
A pesquisadora especula que a semelhança entre o pensamento de autistas como ela e o dos animais vem de algumas similaridades na organização cerebral. Os animais têm menos desenvolvida a região do córtex cerebral que reúne as informações dos sentidos num todo coerente e lógico por meio da linguagem. Da mesma forma, alguns estudos sugerem que a conexão entre as áreas sensoriais e essa área do córtex nas pessoas com autismo não é das melhores.
Grandin usou sua intuição sobre a mente dos bichos para criar um sistema mais humano de abate, que leva em conta os medos dos animais (como a necessidade de conseguir ver uma distância razoável à sua frente). O sistema foi amplamente adotado nos Estados Unidos.


Diagnosticada com uma rara síndrome genética, a garota tem dificuldades na fala.
Ao ir para uma fazenda ela pronunciou palavras com animais.

Aos quatro anos de idade, a menina britânica Rose Willcocks foi diagnosticada com uma síndrome genética rara e praticamente emudeceu. De acordo com uma reportagem do jornal Daily Mail, ela nunca conseguiu dizer as palavras "papai" e "mamãe", muito menos pedir comida ou dizer que estava com sono. Mas, para espanto dos pais, a garota revelou que consegue falar - mas apenas com animais.
De acordo com a reportagem, Rose começou a emitir sons quando, como parte de sua terapia, ficou durante um tempo em uma fazenda. Seus pais agora dizem que ela fala sempre que está em companhia de algum animal.
A descoberta tem dado esperanças na cura da síndrome de Rose. Segundo o jornal, a mãe da menina, de 37 anos, apelidou a filha de "Miss Dolittle", em referência ao personagem do cinema que conversa com animais, interpretado em refilmagem recente por Eddie Murphy.
Rose tem um defeito cromossômico que dificulta sua fala. Ela também tem dificuldades de aprendizado e alguns traços de autismo.
A família de Rose, que mora em Hertfordshire, na Inglaterra, agora pretende levar a menina para realizar terapia com golfinhos nos Estados Unidos.

domingo, 5 de junho de 2011