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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pais falam do papel do IPad no tratamento dos seus filhos

Laura Holmquist Os pais de Hudson Holmquist, um autista de 3 anos de idade, dizem que o IPAD tem sido uma tremenda ajuda lidar com a doença de seu filho.
Steve Jobs, pediu-lhe um dispositivo mágico. Para os pais de crianças autistas, ele realmente poderia ser.

Especialistas dizem que a Apple iPad diminui os sintomas da doença, ajudando a tratar crianças com a sobrecarga sensorial da vida - em um sentido "curar" a doença, um pai diz.
Isso é o que Laura Holmquist acredita, pelo menos. Seu filho Hudson tinha 8 ou 9 colapsos violentos por dia. Certa manhã, ele começou a gritar em seu quarto - e não parou até tarde da noite. A família de oito pessoas não puderam ir a eventos públicos ou para jantar fora e teve um tempo difícil se comunicar com ele.

"O IPAD tem nos dado a nossa família de volta", disse Laura FoxNews.com. "É desbloqueado, uma nova parte do nosso filho que não tinha visto antes, e deu-nos a introspecção na maneira como ele se conecta com o seu mundo."

Diagnosticadas com autismo cerca de dez meses atrás, Hudson de 3 anos de idade, é construído como um caminhão e tem um sorriso desarmante. Seu irmão, Zane é aproximadamente a mesma idade (ambos são aprovados) e pode perguntar para os brinquedos e dizer frases completas, mas Hudson tem problemas de comunicação sobre as necessidades básicas.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Programas de desenvolvimento cognitivo - App Store faz promoção de 5 anos da App Store

Estão sabendo da promoção de 5 anos da App Store, né?
A maioria dos links listados abaixo se referem a essa promoção e PODEM estar disponíveis durante toda a semana. Alguns outros podem se tornar pagos a qualquer momento. Portanto, corram! :D
Obs: Descobri um site muito bom para pesquisar por apps que gratuitos no momento. O site é http://freeappalert.com/

Jogos grátis
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Tiny Wings
https://itunes.apple.com/br/app/tiny-wings/id417817520

Tiny Wings HD
https://itunes.apple.com/br/app/tiny-wings-hd/id541517597

BADLAND
https://itunes.apple.com/br/app/badland/id535176909

Infinity Blade II
https://itunes.apple.com/BR/app/infinity-blade-ii/id447689011

Superbrothers: Sword & Sworcery EP
https://itunes.apple.com/br/app/id424912055

Where's My Water?
https://itunes.apple.com/br/app/wheres-my-water/id449735650

Dead Space™
https://itunes.apple.com/br/app/dead-space/id396020767

Dead Space™ para iPad
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The Sims™ Medieval
https://itunes.apple.com/br/app/the-sims-medieval/id464440043

The Sims™ Medieval For iPad
https://itunes.apple.com/br/app/the-sims-medieval-for-ipad/id500936098

Mirror's Edge™
https://itunes.apple.com/br/app/mirrors-edge/id378976547

Mirror's Edge for iPad
https://itunes.apple.com/br/app/mirrors-edge-for-ipad/id372112124

Flight Control
https://itunes.apple.com/br/app/flight-control/id306220440

Flight Control HD
https://itunes.apple.com/br/app/flight-control-hd/id363727129

Peggle
https://itunes.apple.com/br/app/peggle/id314303518

Peggle HD
https://itunes.apple.com/br/app/peggle-hd/id451113455

Mini Motor Racing
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Mini Motor Racing HD
https://itunes.apple.com/br/app/mini-motor-racing-hd/id479470272

Aplicativos grátis
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Obrigada, Murilo!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pais contam como os tablets ajudam seus filhos autistas

O tablet é uma espécie de melhor amigo e babá de Pedro, 9. O iPad se converteu também em uma janela de comunicação entre ele e o irmão caçula, Luiz, 7. 
Os dois têm autismo, transtorno de desenvolvimento que se manifesta pela dificuldade de comunicação e de interação social.

Logo ao acordar, Pedro aciona um aplicativo, o First Then, indicado por um terapeuta americano, que o ajuda a organizar a rotina. 


Karime Xavier/Folhapress
Marie Dorion,39, e os filhos Luis (à esq.), 7, e Pedro, 9, em sua casa em Jundiaí, SP
Marie Dorion,39, e os filhos Luis (à esq.), 7, e Pedro, 9, em sua casa em Jundiaí, SP

As imagens vão se sucedendo a um simples toque: ir ao banheiro, escovar os dentes, tirar o pijama.
"O iPad ajuda o Pedro, que tem um grau mais severo de autismo, a não se perder entre uma atividade e outra. Antes ele colocava a camiseta, mas se distraía", diz a mãe dos garotos, a relações públicas Marie Dorion, 39. 
Agora, antes de ir para a escola, Pedro aciona o aplicativo e vai ticando as atividades, como amarrar o tênis. "Não esquece mais a mochila", diz Marie. 

Robôs quebram as barreiras do autismo

Experimentos comprovam que crianças portadoras do distúrbio interagem melhor com as máquinas do que com os terapeutas. Os amigos de lata despontam como ferramenta estratégica para reduzir principalmente a ansiedade dos pequenos


Amplie e veja como foi feito o experimento
Amplie e veja como foi feito o experimento
Robôs são fascinantes. Ao andar, realizar tarefas e até mesmo falar, essas máquinas convidam qualquer um a parar e observar a tecnologia em movimento. Esse interesse natural pelos humanoides eletrônicos é explorado na ficção científica, em brinquedos e em eletrodomésticos, mas ainda há outras fronteiras que podem ser atravessadas pelos homens de lata. Trata-se do relacionamento com pessoas que têm dificuldade de interagir com outros humanos, mas que podem se abrir para um amigo mecânico: novas pesquisas reforçam a tese de que os robôs são mais atraentes para as crianças autistas do que os adultos. Além de divertida, a ferramenta robótica pode facilitar o trabalho de terapeutas e acelerar os efeitos do complicado tratamento do transtorno do espectro autista (TEA).
Sabendo do interesse dos pequenos pelas figuras robóticas, os pesquisadores do Instituto de Pesquisa e Tratamento para Distúrbios do Espectro Autista (Triad, na sigla em inglês) decidiram colocar o talento das máquinas à prova. Um grupo de 12 crianças de 3 a 5 anos foi submetido a uma série de exercícios de atenção em uma sala com televisores que exibiam desenhos animados. Metade delas era diagnosticada com TEA, enquanto os outros participantes apresentavam um desenvolvimento comum. A técnica foi chamada de arquitetura adaptável mediada por robôs.

Em uma parte do teste, as crianças obedeciam aos comandos de adultos, que apontavam animadamente para os vídeos e chamavam os pequenos voluntários a olhar e fazer o mesmo. Nessa fase, os pacientes com autismo tinham dificuldade de interagir com os instrutores e não seguiam às instruções tão bem quanto os coleguinhas. Os resultados foram medidos por uma série de câmeras espalhadas pela sala, que detectavam a direção do olhar das crianças de acordo com o posicionamento de um conjunto de lâmpadas infravermelhas presas ao boné que elas usavam.

Mas tudo mudou quando os terapeutas saíram de cena e os robôs passaram a dar as ordens. Bastava o pequeno humanoide chamar o nome da criança para que ela olhasse interessada para a máquina. Reação percebida, por exemplo, em Aiden, uma criança de 3 anos que participou do estudo. O novo professor conseguiu atrair a atenção tanto das crianças com aprendizado regular quanto das diagnosticadas com o distúrbio. Mas a diferença de comportamento entre os pacientes com o autismo foi tão grande que eles praticamente se nivelaram com o outro grupo em termos de atenção. “Demonstramos que, se as crianças estão mais interessadas no robô do que na terapia humana, então o robô pode ser capaz de usar essa relação para atividades benéficas”, conclui Nilanjan Sarkar, professor de Engenharia Mecânica da Universidade de Vanderbilt e um dos autores do experimento.

Aiden, de 3 anos, foi uma das crianças autistas participantes do estudo: interação com a máquina chamou a atenção dos pesquisadores (JOE HOWELL/VANDERBILT UNIVERSITY/DVULGAÇÃO)
Aiden, de 3 anos, foi uma das crianças autistas participantes do estudo: interação com a máquina chamou a atenção dos pesquisadores

Tablets transformam a vida de autistas e de seus familiares

Thinkstock
  • A tela sensível ao toque é de fácil uso, estimula a concentração e chama atenção com cores e animações A tela sensível ao toque é de fácil uso, estimula a concentração e chama atenção com cores e animações
É das tecnologias mais recentes que surge um novo caminho para melhorar a comunicação dos autistas: aplicativos executados em tablets têm gerado transformações importantes na maneira como crianças com autismo se comunicam.  "Meu filho não fala nenhuma palavra ainda, mas a comunicação visual melhorou muito. Passou a prestar atenção em tudo, antes mal olhava nos meus olhos! Está mais carinhoso e atento com os familiares", conta a bióloga Daniela Bolzan, 29, mãe de Gabriel, 4.

A tela sensível ao toque é de fácil uso, estimula a concentração (difícil para esses pacientes) e chama atenção com cores e animações. "Tanto profissionais quanto familiares podem usar o tablet e os estudos têm mostrado que o aparelho é eficaz", diz o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Jogos e exercícios se tornam complemento das terapias realizadas com profissionais. Não há contraindicação: crianças de qualquer idade podem se beneficiar dos gadgets.

O jornalista Paiva Junior, 36, tem um filho autista, hoje com cinco anos, e descobriu nos tablets uma forma de fazê-lo se interessar por assuntos considerados meio "chatos", como a aprendizagem de letras e primeiras palavras. "A coordenação motora dele também melhorou muito", diz.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jogo brasileiro ajuda na educação de crianças com autismo


Pais e educadores de crianças com autismo têm mais uma ferramenta a seu serviço. Um jogo criado por um mestre em ciências da computação pela PUC-RJ auxilia na alfabetização de estudantes nessa condição. Chamado Aiello, em homenagem a Santa Elena Aiello, a plataforma permite à criança associar nomes e imagens de objetos, ampliando seu vocabulário. “É um jogo simples que tem um personagem principal, um esquilo, que solicita uma palavra qualquer para a criança. Ele pede prato, então tem um prato lá e ela seleciona”, explica o criador Rafael Cunha. Existe ainda a possibilidade de configurar o jogo para que, em vez de objetos, apareçam palavras, o que o faria útil também para auxiliar no aprendizado das palavras escritas.



O software foi criado por Rafael como parte da sua dissertação de mestrado, defendida em dezembro do ano passado. A novidade é que o programa, que estava disponível apenas para a realização da pesquisa, foi liberado para acesso do público geral e já conta com uma série de usuários.
A motivação para o desenvolvimento desse aplicativo veio da esposa de Rafael. Fonoaudióloga, ela estava atendendo uma criança com autismo que tinha dificuldade de socialização, mas se interessava muito por computadores. Logo, ele procurou uma maneira de usar o dispositivo para a alfabetização de crianças nessa condição.

Segundo o psicólogo especialista na área Robson Faggiani, o uso da informática pode ser de grande importância na educação de autistas, já que eles costumam gostar de mídias interativas, como vídeos e games. Faggiani acredita que, desde que usadas com moderação e como complemento ao ensino regular, essas ferramentas são muito úteis.

Autismo e tecnlologia

Matéria muito legal publicada na Revista Autismo

Por Murilo Queiroz
Como pai do Max, um menino autista de 4 anos de idade, e cientista da computação, é natural que um dos meus principais interesses seja o uso de novas tecnologias voltadas para auxiliar a educação formal e informal, a comunicação e o convívio social dos autistas.
A cada dois anos o renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT) oferece uma disciplina chamada “Autism Theory and Technology”, cujo principal objetivo é justamente explorar as possibilidades do uso de tecnologia, especialmente programas de computador (software) e dispositivos (hardware) para melhorar a qualidade de vida dos autistas e nossa compreensão do autismo propriamente dito.  Também há iniciativas acadêmicas nessa direção no Brasil, mas ainda são muito raras, e dificilmente as soluções propostas pelo mundo acadêmico se transformam em produtos acessíveis ao usuário final (pais, professores, cuidadores e, é claro, os próprios autistas).

Felizmente isso vem mudando, e a cada dia vemos mais softwares específicos para autismo sendo disponibilizados. O lançamento do iPad, da Apple, um computador em formato de “tablet”  (ou prancheta) operado exclusivamente com as mãos (não é preciso mouse ou teclado) e capaz de exibir gráficos de excelente qualidade chamou a atenção de entusiastas do mundo todo.  

Em agosto de 2010 foi publicada no San Francisco Weekly  uma reportagem de grande repercussão, que relatava alguns casos de sucesso em que pais de crianças autistas utilizam programas específicos com resultados surpreendentes. Isso gerou uma enorme onda de interesse; afinal o que o iPad teria de “mágico” e como ele poderia ajudar em casos de autismo?  Valeria a pena um grande investimento num aparelho caro (um iPad custa o mesmo que um bom notebook) e frágil? E o que se faz com ele?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Programas Apple para alfabetização

Segue algumas indicações de aplicativos da Apple com os quais uma mãe do grupo do yahoo teve excelente resultado na alfabetização do filho autista atípico, hoje com sete anos alfabetizado. Ele lê e escreve no computador, ainda caminhando na conquista da  escrita manual por ser portador de hemiparesia, hipotonia muscular e lesão na região occipital esquerda do  cerebro ( área responsável pela  visão.)

1 - picture board.  (em inglês)
2 - ABC palavras. (portugues)
3 -  sound touche. ( português e inglês)
4 - magnétic board.
5 -  ler e jogar (buba) portugues
6 - Who am animais. ( portugues e inglês)
7 - pepibath
8 - Tooney tunes (iportugues e inglês)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Realidade aumentada ajuda a tratar pessoas com autismo

Una aplicación de realidad aumentada ayuda a tratar a personas con autismo

09-03-2012 / 20:20 h EFE
Un conjunto de videojuegos que emplean la realidad aumentada como herramienta principal componen la esencia de "Pictogram Room" (la habitación de los pictogramas), una herramienta específicamente desarrollada para ayudar a las personas con autismo a mejorar su competencia en aspectos como la comunicación.
Tras más de tres años de trabajo fruto de la colaboración entre el Grupo de Autismo y Dificultades del Aprendizaje del Instituto de Robótica de la Universitat de València y la Fundación Orange, hoy se ha presentado en Madrid esta herramienta, que ya han usado una treintena de niños y adultos autistas, con resultados favorables.
El director del proyecto, Gerardo Herrera, ha explicado a Efe cómo las personas que han usado la aplicación "la entienden enseguida y encuentran la experiencia divertida. Además, hemos notado cómo su uso mejora la intolerancia al error de las personas con autismo".
Gracias al sensor de movimientos Kinect, el programa reproduce en una pantalla los movimientos del niño, que aparece representado en forma de pictograma, lo que le ayuda a comprender el significado de este tipo de dibujos tan importantes para que las personas con autismo puedan comunicarse.
Los bloques sobre el concepto de "Cuerpo" y las "Posturas", con un total de 40 videojuegos, ya se pueden descargar gratuitamente a través de la página www.pictogramas.org, donde también se puede consultar una guía de uso para padres y pedagogos, que, según Herrera, pueden usar este programa como refuerzo o premio.
Manuel Jimeno, director general de Fundación Orange, ha recalcado la necesidad de reforzar conceptos como el de la conciencia del propio cuerpo en personas con autismo, que pueden aprender de forma amena gracias a "Pictogram Room".
"El objetivo que persigue la aplicación es muy ambicioso: buscamos romper barreras para que entiendan cuestiones abstractas, que mejoren su comunicación y profundicen en el significado de los pictogramas", ha comentado.
Los bloques "Comunicación" e "Imitación" se podrán descargar también en las próximas semanas, con otros 40 videojuegos que buscan contribuir a mejorar el día a día de las personas con autismo.

http://www.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=1120292

segunda-feira, 5 de março de 2012

IPad ajudando autistas

↪ Garoto com autismo consegue ter seu bar-mitzvah graças ao iPad
9 comentários postados
Atualizado: 05/03/2012 às 16:24
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05/03/2012 às 15:27
Matthew, um menino autista de 13 anos que tem dificuldades para ler, escrever e falar frases completas, teve a possibilidade de realizar seu bar-mitzvah graças a um iPad. Através dele, Matthew conseguiu gravar os nomes de seus familiares, ajudando-o a se comunicar durante a cerimônia. E tem gente que não acha o iPad revolucionário…

http://macmagazine.com.br/2012/03/05/%E2%86%AA-garoto-com-autismo-consegue-ter-seu-bar-mitzvah-gracas-ao-ipad/

Para crianças com autismo, iPad é verdadeiramente mágico e revolucionário

13 comentários postados
Atualizado: 13/08/2010 às 16:37
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13/08/2010 às 16:37
Destacado na página de notícias da Apple, um artigo da SF Weekly prendeu minha atenção do começo ao fim: ele fala da história de Leo Rosa, um garotinho com autismo, cuja família ganhou um iPad numa rifa da escola. Apesar de já terem experimentado o iPod touch, os Rosa não imaginavam que a tablet da Apple fosse muito mais que uma versão maior do PMP.
Leo Rosa brincando com iPadLeo Rosa brincando com iPad
“Depois de Leo passar cinco minutos com seu iPad”, conta Shannon Rosa, mãe de Leo, “percebi que quaisquer opiniões de que [o iPad] não passava de um iPod touch maior e mais frágil eram idióticas”. Com mais espaço para Leo interagir facilmente, dado que o garoto não tem coordenação motora fina bem desenvolvida, a tablet ofereceu justamente o que faltava no iPod para tornar-se um brinquedo atraente e fácil de usar.

Um app como Stories2Learn (US$14; 5,4MB; requer o iOS 3.1.2 ou superior), com o qual é possível criar histórias personalizadas com imagens e narração, por exemplo, facilita bastante o processo de aprendizagem para portadores de autismo. Abaixo, veja como funciona o aplicativo (demonstrado pela irmã de Leo, já que o garoto adora repetir exaustivamente as falas da história):
Parece pouco, mas para a família Rosa chega a ser quase um milagre (a ponto de Shannon dizer que pode chegar a “erguer um pequeno altar para Steve Jobs no canto da sala”) e muitos educadores vêm notando claros progressos entre crianças expostas ao iPad. Por enquanto os relatos são positivos, mas ainda não há estudos científicos comprovando a eficácia do gadget e sempre há a chance de Leo deixar a tablet de lado, depois de um tempo.
Chega a ser estranho como um gadget que não foi concebido com pessoas com dificuldades especiais em mente (apesar de contar com uma vasta gama de opções em acessibilidade) pode ser mais acessível e apresentar resultados mais otimistas que máquinas de US$5 mil criadas com o autismo em foco. John Gruber tem uma opinião a respeito dos bons resultados que o iPad apresenta entre portadores desta síndrome: eliminar os intermediários na computação torna o uso de computadores bem mais acessível para pessoas com dificuldades de aprendizado. O que você faz na tela reage na tela — um detalhe, mas que faz uma diferença imensa.
Outro elemento importante, principalmente para as crianças que usam o iPad, é contado por Robert Hummel-Hudson, cuja filha Schuyler usa o Proloquo2Go (US$190; 222MB; requer o iOS 3.0 ou superior), um aplicativo de comunicação aumentada e alternativa (AAC), para expressar-se: “Ficou bastante claro que a Schuyler adora a forma como ela pode sair do mundo ‘típico’ (jogos, música, vídeos, etc.) para [AAC], e num aparelho que não anuncia que ela tem uma deficiência.”
Pelo visto, o iPad foi um daqueles #FAILs clássicos da história humana: ele errou a Lua, mas acertou uma estrela.

Vídeo: para algumas crianças com deficiências, o iPad é, de fato, mágico

9 comentários postados
Atualizado: 01/11/2010 às 18:10
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01/11/2010 às 18:10
A história pode soar repetitiva, afinal de contas não é a primeira vez que falamos de algo do tipo aqui, mas reiteradamente ficamos perplexos como a tecnologia pode servir a funções inesperadas. Pelo menos é o que eu acho: duvido muito que os engenheiros e designers da Apple tenham feito o iPad pensando no quanto ele seria útil para crianças com deficiências motoras.
Apesar disso, histórias como a de Owen Cain, contada pelo New York Times, se repetem:
Reclamações sobre o uso de Flash, para o New York Times.
Portador de uma deficiência motora grave, o garotinho depende de ajuda para tudo. Entretanto, com um iPad, ele foi capaz de ler um livro (Alice for iPad) sozinho pela primeira vez, virando as páginas virtuais apenas com o mais tênue dos movimentos de sua mão. Usando um app como o Proloquo2Go, ele pode comunicar ideias com apenas um toque — mas foi o teclado virtual que permitiu a ele expressar um desejo próprio, não contido nesse app: “Eu quero ser o Han Solo no Halloween”, escreveu o pequeno geek. :-)
Nessas horas, quem se importa com uma porta USB a mais, saída HDMI ou acesso irrestrito ao sistema de arquivos do iOS? Só é uma pena que seguradoras ainda não financiam a aquisição de gadgets “comuns” (que não tenham finalidade especificamente médica), mesmo quando seu uso é prescrito por um profissional da saúde e eles custem muito menos que um aparelho criado especificamente para portadores de necessidades especiais

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Mais uma história de superação envolvendo crianças com necessidades especiais e o iPad

5 comentários postados
Atualizado: 27/12/2010 às 18:52
por
27/12/2010 às 16:36
Victor PaucaO iPad tem se mostrado uma ferramenta fabulosa na vida de crianças com necessidades especiais, como já ficou claro pelas histórias de Leo Rosa e Owen Cain, que já comentamos aqui. Aqui está mais uma, contada pelo Huffington Post: Victor Pauca, portador da síndrome de Pitt Hopkins, ganhou neste Natal um app de iPad que seu próprio pai, Paul, criou para ajudá-lo a se comunicar.
O aplicativo, chamado VerbalVictor, é uma ferramenta como o Proloquo2Go [US$190; 266MB]: ele usa sua interface para mostrar botões que acionam falas. Só que, por ter sido desenvolvido com uma das turmas em que o pai de Victor leciona na Universidade de Wake Forest e ter seu vocabulário gravado pelo próprio usuário, o VerbalVictor vai custar apenas US$10, quando for posto à venda em janeiro.
Somando o preço de um iPad ao de um app específico para comunicação assistida (mesmo alguns dos mais caros), o custo ainda sai apenas uma fração do investimento necessário em equipamentos criados única e especificamente para essa função. Por isso, é muito bom ver mais um aplicativo chegando para a seção de educação especial da App Store (sim, ela existe), especialmente conhecendo a história por trás da criação dele.