↪ Garoto com autismo consegue ter seu bar-mitzvah graças ao iPad
Matthew,
um menino autista de 13 anos que tem dificuldades para ler, escrever e
falar frases completas, teve a possibilidade de realizar seu
bar-mitzvah
graças a um iPad. Através dele, Matthew conseguiu gravar os nomes de
seus familiares, ajudando-o a se comunicar durante a cerimônia. E tem
gente que não acha o iPad revolucionário…
http://macmagazine.com.br/2012/03/05/%E2%86%AA-garoto-com-autismo-consegue-ter-seu-bar-mitzvah-gracas-ao-ipad/
Para crianças com autismo, iPad é verdadeiramente mágico e revolucionário
Destacado
na página de notícias da Apple,
um artigo da SF Weekly
prendeu minha atenção do começo ao fim: ele fala da história de Leo
Rosa, um garotinho com autismo, cuja família ganhou um iPad numa rifa da
escola. Apesar de já terem experimentado o iPod touch, os Rosa não
imaginavam que a tablet da Apple fosse muito mais que uma versão maior
do PMP.
“Depois de Leo passar cinco minutos com seu iPad”,
conta Shannon Rosa,
mãe de Leo, “percebi que quaisquer opiniões de que [o iPad] não passava
de um iPod touch maior e mais frágil eram idióticas”. Com mais espaço
para Leo interagir facilmente, dado que o garoto não tem coordenação
motora fina bem desenvolvida, a tablet ofereceu justamente o que faltava
no iPod para tornar-se um brinquedo atraente e fácil de usar.
Um app como Stories2Learn (
US$14; 5,4MB;
requer o iOS 3.1.2 ou superior), com o qual é possível criar histórias
personalizadas com imagens e narração, por exemplo, facilita bastante o
processo de aprendizagem para portadores de autismo. Abaixo, veja como
funciona o aplicativo (demonstrado pela irmã de Leo, já que o garoto
adora repetir exaustivamente as falas da história):
Parece
pouco, mas para a família Rosa chega a ser quase um milagre (a ponto de
Shannon dizer que pode chegar a “erguer um pequeno altar para Steve
Jobs no canto da sala”) e muitos educadores vêm notando claros
progressos entre crianças expostas ao iPad. Por enquanto os relatos são
positivos, mas ainda não há estudos científicos comprovando a eficácia
do gadget e sempre há a chance de Leo deixar a tablet de lado, depois de
um tempo.
Chega a ser estranho como um gadget que não foi
concebido com pessoas com dificuldades especiais em mente (apesar de
contar com uma vasta gama de opções em acessibilidade) pode ser mais
acessível e apresentar resultados mais otimistas que máquinas de US$5
mil criadas com o autismo em foco.
John Gruber tem uma opinião
a respeito dos bons resultados que o iPad apresenta entre portadores
desta síndrome: eliminar os intermediários na computação torna o uso de
computadores bem mais acessível para pessoas com dificuldades de
aprendizado. O que você faz
na tela reage
na tela — um detalhe, mas que faz uma diferença imensa.
Outro
elemento importante, principalmente para as crianças que usam o iPad, é
contado por Robert Hummel-Hudson, cuja filha Schuyler usa o Proloquo2Go
(
US$190; 222MB;
requer o iOS 3.0 ou superior), um aplicativo de comunicação aumentada e
alternativa (AAC), para expressar-se: “Ficou bastante claro que a
Schuyler adora a forma como ela pode sair do mundo ‘típico’ (jogos,
música, vídeos, etc.) para [AAC], e num aparelho que não anuncia que ela
tem uma deficiência.”
Pelo visto, o iPad foi um daqueles
#FAILs clássicos da história humana: ele errou a Lua, mas acertou uma estrela.
Vídeo: para algumas crianças com deficiências, o iPad é, de fato, mágico
A história pode soar repetitiva, afinal de contas não é a primeira vez que
falamos de algo do tipo aqui,
mas reiteradamente ficamos perplexos como a tecnologia pode servir a
funções inesperadas. Pelo menos é o que eu acho: duvido muito que os
engenheiros e designers da Apple tenham feito o iPad pensando no quanto
ele seria útil para crianças com deficiências motoras.
Apesar disso, histórias como a de Owen Cain,
contada pelo New York Times, se repetem:
Reclamações sobre o uso de Flash, para o New York Times.
Portador
de uma deficiência motora grave, o garotinho depende de ajuda para
tudo. Entretanto, com um iPad, ele foi capaz de ler um livro (
Alice for iPad)
sozinho pela primeira vez, virando as páginas virtuais apenas com o
mais tênue dos movimentos de sua mão. Usando um app como o Proloquo2Go,
ele pode comunicar ideias com apenas um toque — mas foi o teclado
virtual que permitiu a ele expressar um desejo próprio, não contido
nesse app: “Eu quero ser o Han Solo no Halloween”, escreveu o pequeno
geek. :-)
Nessas horas, quem se importa com uma porta USB a mais,
saída HDMI ou acesso irrestrito ao sistema de arquivos do iOS? Só é uma
pena que seguradoras ainda não financiam a aquisição de gadgets “comuns”
(que não tenham finalidade especificamente médica), mesmo quando seu
uso é prescrito por um profissional da saúde e eles custem muito menos
que um aparelho criado especificamente para portadores de necessidades
especiais
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Mais uma história de superação envolvendo crianças com necessidades especiais e o iPad

O
iPad tem se mostrado uma ferramenta fabulosa na vida de crianças com
necessidades especiais, como já ficou claro pelas histórias de
Leo Rosa e
Owen Cain, que já comentamos aqui. Aqui está mais uma,
contada pelo Huffington Post: Victor Pauca, portador da
síndrome de Pitt Hopkins, ganhou neste Natal um app de iPad que seu próprio pai, Paul, criou para ajudá-lo a se comunicar.
O aplicativo, chamado VerbalVictor, é uma ferramenta como o
Proloquo2Go
[US$190; 266MB]: ele usa sua interface para mostrar botões que acionam
falas. Só que, por ter sido desenvolvido com uma das turmas em que o pai
de Victor leciona na Universidade de Wake Forest e ter seu vocabulário
gravado pelo próprio usuário, o VerbalVictor vai custar apenas US$10,
quando for posto à venda em janeiro.
Somando o preço de um iPad ao
de um app específico para comunicação assistida (mesmo alguns dos mais
caros), o custo ainda sai apenas uma fração do investimento necessário
em equipamentos criados única e especificamente para essa função. Por
isso, é muito bom ver mais um aplicativo chegando para
a seção de educação especial da App Store (sim, ela existe), especialmente conhecendo a história por trás da criação dele.