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segunda-feira, 2 de junho de 2014

OS 7 NÃO-NÃO’S DO JOINING (JUNTAR-SE) QUE VOCÊ PROVAVELMENTE ESTÁ FAZENDO - Por Raun K. Kaufman

Esse texto é da Sandra Tadini, publicado no perfil dela no facebook!


O Juntar-se é uma das principais técnicas do The Son-Rise Program®. É a primeira coisa que fazemos e é absolutamente essencial para a construção de confiança e equilíbrio. Quando nos juntamos às nossas crianças, participamos no ismo (“esterotipia”) delas com profundo interesse e aceitação – sem tentar mudá-la ou reorientá-la. Toda a aprendizagem e interação assentam na plataforma da relação que é construida com o seu filho através do joining(juntar-se). É por isso que fazer o joining corretamente é tão importante. Tenho visto muita, muita, gente juntar-se e nunca deixei de me sentir tocado quando vejo alguém a juntar-se ao seu filho com amor e sinceridade.Contudo, também vejo um número significativo de pessoas que, provavelmente sem perceberem, fazem coisas durante o joining que minam completamente a sua eficácia.A seguir estão aqueles que eu considero serem os primeiros sete Não’s do Joining. Há uma boa hipótese de que você tenha feito alguma destas coisas, mas, tudo bem, não tem problema! Não faz mal! Você não está sozinho! A maior parte das pessoas com quem tenho trabalhado – pessoas que adoram os filhos e que se estão se diferenciando da multidão fazendo o The Son-Rise Program® - fizeram pelo menos uma destas coisas (normalmente mais do que uma). Portanto, eu suplico-vos que leiam estes sete não-não’s com um sentido de auto-aceitação, calma, curiosidade e – sim – humor.

1. OLHAR FIXAMENTE. Muita gente passa a maior parte do tempo olhando para a criança enquanto se junta a ela. O problema é que isso não é Juntar-se (joining), isso é observar e o seu filho pode facilmente perceber a diferença. Quando você vê um filme com alguém que fica olhando para você o tempo todo, não parece que estejam assistindo o filme juntos, parece? Portanto, assim que começar a fazer o joining, em vez de olhar fixamente para o seu filho, olhe fixamente para o que está fazendo. Em vez de olhar para o seu filho a cada dois segundos, deixe-se envolver profundamente pelo que você está fazendo. Lembre-se, você não está tentando provar que pode imitar, está deixando-se envolver na atividade que o seu filho adora. Está construindo uma ligação em torno de um interesse comum – a palavra-chave aqui é ser comum.

2. NÃO SAIR DE CIMA. Vejo muita gente que não sai de cima, fica muito junto da criança quando faz joining. Ficam perto demais da criança e, na verdade, a única coisa que ela quer é espaço para respirar! Quando se junta não tem que ficar colado ao seu filho. Lembre-se de que parte da razão pela qual o seu filho “isma” (fica em isolamento) antes de qualquer outra coisa, é para se isolar de quem quer que esteja em cima dele! Você tem quer dar espaço ao seu filho. Se ele estiver sentado, então, por favor sente-se também, mas não se sente a um centímetro dele. Se o seu filho está de pé ou andando de um lado para o outro, então fique de pé e ande de um lado para o outro, mas não em cima dele.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Brincadeiras e jogos para melhorar a concentração

Em tempos de férias escolares, o desafio dos pais e familiares é entreter as crianças dentro ou fora de casa para que o período de descanso dos pequenos seja prazeroso e inesquecível.

Mas como distrair uma criança que sofre de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), doença neurobiológica genética que tem entre as principais características a falta de atenção e concentração?

Esse grupo, em geral, torna-se extremamente inquieto levantando-se quando tem que ficar sentado, age com impulsividade, não se atenta a detalhes e se distrai com muita facilidade, sintomas que afetam o rendimento escolar. Hoje, estima-se que 3 a 10% de crianças sofram de TDAH.
Para ganhar a atenção dos pequenos, especialistas indicam jogos de competição em grupo, que são altamente motivadores e socializadores. Já o videogame deve ser limitado, pois os hiperativos podem passar mais tempo jogando e não se dedicando às outras atividades.

Saber diferenciar as causas do TDAH pode ser bem mais complicado do que os envolvidos imaginam. Caso não descoberta e tratada o quanto antes, a patologia se estende na fase da adolescência e os jovens podem se tornar adultos hiperativos e desorganizados. Daí a importância da ação com uma equipe multidisciplinar com orientadores pedagógicos e psicólogos.
Se você tem um filho ou alguém próximo com TDAH, aproveite as dicas que listamos abaixo. São atividades simples que certamente serão bem-vindas às crianças.

Quebra-cabeça
O quebra-cabeça desafia a inteligência da criança, estimula o pensamento lógico, a composição e decomposição de figuras, discriminação visual, atenção e concentração. O interesse varia conforme o grau de dificuldade da brincadeira. Uma vez difícil, pode-se montar em cima de uma prancha, riscar as suas formas e numerá-las para facilitar a utilização.

Jogo de memória
O jogo da memória estimula o pensamento, memorização, identificação de figuras, estabelecimento do conceito de igual e diferente, além de orientação espacial.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

TRECHO DA ENTREVISTA COM SAMAHRIA KAUFMAN, A CRIADORA DO PROGRAMA SON-RISE

Do perfil da Sandra Santos, no facebook:
 "O Programa Son-Rise para crianças especiais pode ser aplicado para todo tipo de crianças com dificuldades? Por exemplo, você faria esse tipo de coisa para uma criança que é autista, ou para uma criança que estivesse sofrendo de alguma dificuldade física grave?

Resposta:Eu trabalho com crianças com todo tipo de problemas. Autistas, com atraso de desenvolvimento, epiléticas, com Síndrome de Down, paralíticas, qualquer dificuldade que uma criança possa estar enfrentando, nós trabalhamos com isso.

E quando eu digo isso, eu quero dizer que nós trazemos a criança aqui, seja de onde for, e quando ela chega, nós ficamos com a criança, observamos ela, e vamos com a criança, seja onde ela estiver. Se a criança, por exemplo, como você disse, tiver uma deficiência física..

Deixe-me te dar um exemplo:
Nós tivemos um garotinho, de 8 anos, e eu recebi uma ligação de sua mãe dizendo que ela acabara de ter o diagnóstico do seu filho, e que ela estava muito chateada e destruída com aquilo. A criança dela tinha uma doença na qual eu nunca tinha ouvido falar. Era uma doença neurodegenerativa. E na verdade, sua criança nem deveria ter tanto movimento quanto ele tinha. E ela tinha recebido a noticia de que seu filho só teria mais 6 meses de vida. E então eu trouxe ela pra cá da melhor maneira que pudemos, e nós começamos com a criança.

Deixe-me descrever pra você como essa criança chegou aqui. Primeiramente, ele estava em uma cadeira de rodas, ele não podia andar, levantar, e suas mãos eram torcidas nos pulsos e ele não podia usar seus dedos para fazer qualquer coisa. O melhor que ele podia fazer era juntar seus pulsos para segurar um objeto, mas não podia, de qualquer maneira, usar suas mãos e dedos para manipular objetos. Foi assim que ele chegou. E é claro, nós começamos sem ter qualquer tipo particular crença sobre o que era possível e o que não era possível para aquela criança. Nós iríamos tentar tudo. Então, primeiramente, ele ia vendo todos aquele jogos/brincadeiras animadoras e ele ficava, constantemente, o dia inteiro, dizendo "oh, eu não posso fazer isso" "eu não posso fazer aquilo".

segunda-feira, 18 de março de 2013

A importância do brincar no autismo

A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, seqüências, habilidades, solucionar problemas, explorar sentimentos, desenvolver causa e efeito, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado.

Para começar escolha algo que funcione com o autista, o que chamaria a sua atenção (dinossauros, tubarão, fadas, jogos, bola). Deixe a criança iniciar a brincadeira, fazer uma escolha. Se a criança recusar a sua presença na brincadeira comece apenas observando-a brincar, depois introduza comentários ("nossa, este carro é bem veloz!"). Não se preocupe se a criança ignorar seus comentários, continue a introduzi-los aos poucos.

Ajude a criança a engajar-se na comunicação recíproca na brincadeira. Exemplo: a criança está brincando com um carrinho. Você pode pegar outro carro e dizer: "este carro amarelo corre melhor que o azul. Vou mostrar! Cadê o azul? Ah! aqui está". (Pegue o carro marrom e deixe a criança corrigir você). Cometa outros erros e comece uma corrida de carros com isso.

Quando a criança estiver confortável em brincadeiras recíprocas, aumente a interação.
Exemplo: Ela só quer brincar de carrinho, pegue um brinquedo de animal e peça carona, depois reclame que o cachorro está com fome proteste e insista, com o tempo a criança vai parar e brincar de alimentar o cachorro. Aumente a brincadeira e encontre alguns amigos para o lanche, como o elefante, leão, e outros, alargando o horizonte e os interesses da criança. Se for muito sobrecarregado para a criança este passo, volte um pouco para traz.

Evite questionamentos e direcionamentos. Muita estrutura e perguntas nesta hora podem inibir tanto a iniciativa da criança como o processo dela solucionar problemas. Quando a criança estiver se sentindo confortável com a brincadeira recíproca, você poderá direcionar a brincadeira para conceitos e seqüências que deseja trabalhar. Exemplo: Ela só brinca de carrinho e sempre os coloca na mesma ordem. Introduzindo o cachorro e novos problemas, a criança começará a dar atenção a outros brinquedos.

Brinque e interaja. Pretenda ser um dos brinquedos e explore isso. Exemplo: Ao invés de dizer "venha e me ajude a construir um forte", seja um personagem que está pedindo ajuda. Converse com os brinquedos. Quando a criança estiver acostumada com este tipo de brincadeira tente mudar sua estrutura. Exemplo: Se ele só quer brincar com o carro azul, peça para deixar que você brinque uma vez com o carro azul.
Se a atenção da criança for mínima, não puxe a brincadeira por muito tempo. O importante é ela aprender como é gostoso brincar com outras pessoas.

Não se preocupe se está fazendo certo ou errado. Se divirta com o processo. O único erro é não brincar ou não tentar interagir com a criança.

Fonte: Autism Asperger´s Digest Magazine

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A importância do envolvimento da família

ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA

Tanto não Perturbação do Espectro Autista como noutras perturbações, o envolvimento da família é muito importante. Os pais não são apenas aconselhados pelos terapeutas, são co-terapeutas na medida em que participam no processo de delineação dos objectivos da intervenção únicos e específicos para aquela criança.
Estes têm direito de possuir a informação sobre as melhores formas de auxiliarem os seus filhos e de, em conjunto com o terapeuta, perceberem quais são os objectivos mais importantes para a criança. Como tal, devem estar consciencializados que a sua relação com os terapeutas deve ser harmoniosa e de confiança de modo a obterem o melhor para o seu filho.




Estratégias para os pais:

  • Brincar com a criança sem comandar a brincadeira(Jelínková)


  • Os pais devem explicar aos filhos que só as pessoas ignorantes fazem troça dos deficientes(Jelínková)


  • Os pais devem recompensar o filho autista quando faz algo positivo(Jelínková)


  • Os pais não devem forçar o filho a realizar actividades/brincadeiras que ele não gosta ou não consegue fazer, para que este não se sinta um falhado(Jelínková)


  • Os pais devem interagir e incentivar a criança á realização de actividades da vida diária, como ir levar o lixo, colocar a mesa, tomar banho, vestir-se sozinho etc(Jelínková)
  • Os pais devem ser informados de que é normal o seu filho autista não corresponder aos seus sentimentos (Jelínková)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Brain Gym - alguns exerícios

fonte: http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2010/11/brain-gym-alguns-exericios.html


Carla Hannaford, Ph.D.afirma que nossos corpos são parte importante de todo o nosso aprendizado, e o aprendizado não está isolado no "cérebro". Cada nervo e célula é uma rede que contribuem para a nossa inteligência e a nossa capacidade de aprendizagem.

O Brain Gym são 26 exercícios e há uma série chamada PACE que significa:

P = Positivo


A = Ativo


C = Clear (limpo)


E = Energético


Todos nós temos nosso próprio ritmo - um ritmo e tempo único para aprender. Acredita-se que atividades PACE ajuda-nos a redescobrir este ritmo.

As etapas são cumpridas em ordem inversa:

Energético: beba água. Beber água é extremamente importante depois de qualquer situação estressante. Nós costumamos transpirar durante situações tensas, por isso a desidratação causada por esses momentos pode afetar nossa concentração negativamente.

•Clear (limpar):"Brain Buttons" Este exercçio melhora a circulação sanguínea e "liga" o cérebro completo.Esta irrigação sanguínea ajuda a melhorar abilidades de concentração necessárias para escrever, ler, etc.

Precione os recortes logo abaixo da clavícula à esquerda e à direita do esterno (diretamente abaixo dos olhos.) Estes são os seus botões cérebro. Massagie esta área com o dedo indicador e o polegar e coloque a outra mão na fivela do seu cinto por cerca de 2 minutos.

•Ativo: "Cross Crawl" Este exercíco ajuda a coordenar o cérebro esquerdo e direito exercitando a troca de informacões pelos dois hemisférios cerebrais. É útil para habilidades de escrita, soletrar, ouvir, ler e compreender.

Sentado ou em pé. Coloque a mão direita cruzando o corpo até o joelho esquerdo, você levanta o joelho, e então faz a mesma coisa com a mão esquerda sobre o joelho direito, tal como se estivesse marchando, por cerca de 2 minutos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Terapias Complementares indicadas pelo Programa Son-Rise®

Postado pela amiga de luta Sandra Santos, no nosso grupo do Hotmail
em setembro de 2012

"Desde a sua criação há mais de 30 anos atrás, o Programa Son Rise sempre viu cada criança como única e especial. Com isso em mente, temos recomendado um conjunto de intervenções complementares para as famílias. Nós temos trabalhado com a finalidade de apoiá-las nos programas de seus filhos da melhor maneira possível. Há muitas intervenções complementares que podem ser extremamente úteis para as crianças no espectro do autismo. Na verdade, muitos pais incluem estas intervenções no Programa Son-Rise dos filhos, o que apoiamos sem reservas. 

Uma vez que muitas crianças têm muitos desafios sensoriais e outros desafios biológicos nesse espectro, defendemos a ajuda nessas áreas. Na verdade, isso pode acelerar e melhorar o andamento do programa do seu filho. Dois de nossos professores sêniors, o casal Bryn e William Hogan usaram o programa Son-Rise para mudar a vida de Jade, sua filha. Durante seu programa, eles usaram muitas das intervenções complementares listadas abaixo.

No entanto quando são utilizadas outras terapias cujas técnicas são diretamente conflitantes com os princípios do Programa Son-Rise, elas dificultam a eficácia do programa e confundem a criança.
O método ABA (Análise Comportamental Aplicada), por exemplo, utiliza técnicas que são quase que universalmente opostas ao Son Rise, tais como a tentativa de extinguir comportamentos repetitivos, priorizando a mudança de comportamento mais do que a construção de relacionamentos, e ensinando novos comportamentos através da repetição e recompensas. Mesmo o Tratamento baseado em programas de relacionamento como o Floortime / DIR ,que alguns já disseram ser muito semelhante ao Programa Son-Rise , é conflitante em seus princípios básicos .O Floortime / DIR utiliza um princípio chamado "brincadeira obstrutiva", onde o facilitador atrapalha ou interfere no comportamento repetitivo da criança com brincadeiras para que a criança possa interagir ao invés de afastá-lo do caminho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A importância dos jogos na educação

Os jogos são muito importantes para a inclusão social.
Por exemplo, estamos desenvolvendo um jogo em parceira com o curso de Psicologia da instituição para auxiliar na educação de crianças diagnosticadas com o autismo - uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento. Por meio de um aplicativo com cores e sons, conseguimos chamar a atenção da criança e ajudá-la em seu crescimento pedagógico”, explica o professor, que destaca a motivação como um dos principais caminhos para o desenvolvimento da aprendizagem. “Todo mundo tem a capacidade de fazer um trabalho fantástico em um nível escolar elevado, mas é importante que haja sempre motivação e os jogos são fundamentais para ajudar a fomentar a vontade de aprender”... (Francisco Osório de Carvalho Ramos, coordenador do curso de Jogos Digitais do Centro Universitário IESB)

Fonte: http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasilia/141383/ESPECIALISTAS-AVALIAM-A-IMPORTANCIA-DOS-JOGOS-NA-EDUCACAO.pnhtml

Os jogos  educativos são cada vez mais adotados por professores para tornar as aulas mais interessantes e divertidas.  De acordo com Juliana Batista Miranda, coordenadora pedagógica do Vivendo e Aprendendo (VA) do Le Petit Galois, além de ajudar na aprendizagem, motivando os alunos e ajudando no processo de memorização, os games incentivam a criação e fomenta o lúdico. “Os jogos ajudam a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, por meio das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, reforça habilidades, estabelece relações lógicas, além de desenvolver a expressão oral e corporal”, destaca a professora. “Adotamos o VA no Le Petit porque é uma forma da criança aprender vivenciando as experiências de fato. O projeto oferece diversas aulas interativas como artes cênicas, circo, dança, música, artes plásticas, xadrez, entre outras”, explica.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jogo brasileiro ajuda na educação de crianças com autismo


Pais e educadores de crianças com autismo têm mais uma ferramenta a seu serviço. Um jogo criado por um mestre em ciências da computação pela PUC-RJ auxilia na alfabetização de estudantes nessa condição. Chamado Aiello, em homenagem a Santa Elena Aiello, a plataforma permite à criança associar nomes e imagens de objetos, ampliando seu vocabulário. “É um jogo simples que tem um personagem principal, um esquilo, que solicita uma palavra qualquer para a criança. Ele pede prato, então tem um prato lá e ela seleciona”, explica o criador Rafael Cunha. Existe ainda a possibilidade de configurar o jogo para que, em vez de objetos, apareçam palavras, o que o faria útil também para auxiliar no aprendizado das palavras escritas.



O software foi criado por Rafael como parte da sua dissertação de mestrado, defendida em dezembro do ano passado. A novidade é que o programa, que estava disponível apenas para a realização da pesquisa, foi liberado para acesso do público geral e já conta com uma série de usuários.
A motivação para o desenvolvimento desse aplicativo veio da esposa de Rafael. Fonoaudióloga, ela estava atendendo uma criança com autismo que tinha dificuldade de socialização, mas se interessava muito por computadores. Logo, ele procurou uma maneira de usar o dispositivo para a alfabetização de crianças nessa condição.

Segundo o psicólogo especialista na área Robson Faggiani, o uso da informática pode ser de grande importância na educação de autistas, já que eles costumam gostar de mídias interativas, como vídeos e games. Faggiani acredita que, desde que usadas com moderação e como complemento ao ensino regular, essas ferramentas são muito úteis.

terça-feira, 24 de julho de 2012

RDI - do blog Uma Voz para o Autismo


Reproduzo aqui o post super legal da Marie, do blog "Uma voz para o Autismo", dica da querida Andrea Franco.
bj
 
"Este é um resumo das minhas anotações so Seminário de RDI (Relationship Development Intervention) para Pais que aconteceu em New Jersey em maio de 2008. Foram 4 dias intensos.
Eu não concordo com todas as idéias colocadas no seminário, e nem tenho a intenção de convencer ninguém, Após o seminário nós trabalhamos 1 ano com uma consultora de RDI.

Em primeiro lugar, os profissionais do RDI pedem para que você faça uma reflexão do que é o autismo do seu filho/a e o que pode ser uma condição paralela. Por exemplo, falta de atenção, hiperatividade, disfunção sensorial, problemas gastro-intestinais, tudo isso é, segundo a filosofia do RDI, paralelo ao autismo e não o autismo em si.

Depois eles pedem para você analisar quais as terapias que seu filho/a faz que não tem comprovação de necessidade e a primeira da lista e fono.
Eles explicam que há diferença entre speech delay (atraso na fala) e speech disorder (transtorno da fala).
O atraso da fala seria um atraso somente, mas o seu desenvolvimento aconteceria de forma linear, como uma pessoa de desenvolvimento tipico, só que cronologicamente mais tarde.
Transtorno da fala, seria o desenvolvimento fora de ordem da comunicação. Nem sempre, só porque a criança já fala, ela necessariamente masterizou todas as etapas da comunicação.

É feita a reflexão em todas as terapias paralelas para uma análise de como está sendo usado o tempo da criança, o seu dinheiro e o que é realmente importante ser tratado.

Muitas vezes, nossas crianças tem uma lista enorme de atividades, mas não sabemos de fato o que está sendo tratado, qual é o objetivo a médio e longo prazo, nós pais precisamos saber os objetivos concretos e para o que a criança irá usar esse aprendizado, como esse aprendizado irá dar suporte e impulsionar a criança ao desenvolvimento relacional/social.

Segundo a filosofia do RDI, o autismo está na falha em construir as relações interpessoais porque a pessoa com autismo não desenvolve o básico para reconhecer as enterlinhas das relações interpessoais.


A pesquisa teórica para o modelo RDI e baseada no limiar da vulnerabilidade neurológica que causa falha do desenvolvimento do sistema dinâmico de realinhamento (feedback), confiança, resiliança (seria a capacidade de se recuperar de uma situação inesperada), relacionamento guia - aprendiz.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Caça-palavras

Quando o menino topa brincar de montar palavras, caçar palavras, desenhar, escrever, massinhas, ou qualquer outra atividade que estimule a coordenação motora fina e a alfabetização, não tem tempo ruim.
Vamos correndo, na hora, atendendo a todas as exigências (os profissionais que me perdoem, mas nessa hora vale mesmo o desejo do menino). Nem trocamos de roupa, só deu tempo de tomar café e escovar os dentes.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A FUNÇÃO REGULADORA DO ELOGIO E SEUS BENEFÍCIOS


                                                                            ELOGIE -AME- PROTEJA
    DIGA PALAVRAS FORTALECEDORAS E ENCORAJADORAS ESTIMULE SENTIMENTOS DE AUTO-VALOR EM SEU FILHO.

Como elogiar e por que  elogiar nossos pequenos...

É Necessário, orientar e fortalecer a personalidade de nossos amados herdeiros, através da educação dos sentimentos e da construção de uma moral enrriquecida de valores e virtudes.
Elogiar com consistência e sinceridade as atitudes e comportamentos adequados de nossas crianças, de forma estimular-lhes a cultivarem pureza de intenção é uma ferramenta poderosa.Sendo assim, eles desenvolvem comportamentos saudáveis aprendendo relacionar consigo e com os outros. 
 
Os benefícios são sentimentos de adequação, segurança emocional, força de caráter, auto-valor, auto-respeito, auto-confiança e auto-estima elevada. Nossos filhos precisam aprender além dos conteúdos escolares: valores, princípios e ética. Precisam aprender a respeitar as diferenças, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir com solidariedade e respeito ao outro. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

BRINCANTO PLAY: PRAZER EM APRENDER


BRINCANTO PLAY: PRAZER EM APRENDER
Mariene Martins Maciel* e Argemiro de Paula Garcia Filho*

* AFAGA – Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista, Bahia.

RESUMO

Este é um relato do atendimento de 42 pessoas autistas, de idades entre 2 e 38 anos, com o método Brincanto Play. Todas recebiam acompanhamento psiquiátrico e 28 eram medicadas. Onze frequentavam escola regular. Quatro iam a fonoaudióloga; uma, a musicoterapeuta e uma, a terapeuta ocupacional. Foram coletadas informações psicossociais dos participantes e suas famílias através de um roteiro e registradas em um relatório, renovado a cada três meses, de forma a avaliar seu desenvolvimento. O método foi desenvolvido pela família de um jovem autista, ao longo de sua infância e se baseia no conhecimento da personalidade e idiossincrasias de cada pessoa assistida, de forma a usar atividades focalizadas nos seus interesses, desejos, medos e aversões. Ludicidade e musicalidade são instrumentos importantes como formas de desenvolver a socialização e comunicação. No atendimento a pessoas autistas de diversas idades, o método apresentou bons resultados, uma vez que todas apresentaram melhoras importantes na sua capacidade de se expressar, estabilizaram seu humor e passaram a tolerar mudanças de rotina e quebras de expectativa.
Palavras-chave: Autismo, Ludicidade e Educação

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Brincar em Família como Parte do Processo Terapêutico


Enquanto que algumas famílias desenvolvem naturalmente uma forma que permita a integração da criança portadora de condições comprometedoras em sua brincadeira coletiva, outras podem precisar de ajuda para conseguir fazer isso. Os terapeutas ocupacionais podem ajudar as famílias a desenvolverem suas próprias estratégias para integrar a brincadeira na sua vida como um todo, de forma que a necessidades de todos os membros possam ser sanadas. Ao invés de propiciar um tratamento direto, o terapeuta pode sugerir mudanças na atividade da família, a fim de promover a diversão por sua própria finalidade dentro do grupo familiar. Este tipo de intervenção não é direcionada a atingir objetivos específicos para a criança, mas pretende promover o brincar ou o lazer para a criança e a família. As intervenções que os terapeutas ocupacionais podem sugerir encaixam-se em seis principais categorias de interesse: (1) o processo da Brincadeira; (2) as pessoas engajadas na Brincadeira; (3) o ambiente em que a Brincadeira ocorre; (4) os materiais usados na Brincadeira; (5) a natureza imaginária e simbólica da Brincadeira e (6) os aspectos físicos e cognitivos da Brincadeira.

A importância das brincadeiras


Hoje as crianças passam horas a fio em frente da televisão, do computador ou até mesmo dos jogos eletrónicos de mão. Será isso brincar? O sentido das palavras transforma-se ao longo dos anos, e hoje se questionarmos a Joana de 8 anos ela falará dos desenhos animados, daquela boneca específica que é também uma personagem de um filme de animação que viu no cinema. Os avós questionam-se se as crianças de hoje saberão encontrar numa escova de fatos uma boneca que poderão embrulhar num pedaço de tecido e com ela viajar ao seu próprio mundo de fantasia, em que tudo é enriquecido com um pó de magia, em que a realidade é transformada de forma criativa num mundo encantado. Hoje, os espaços encantados são oferecidos e pré-fabricados… apostar num brincar criativo e de qualidade torna-se uma tarefa difícil para os pais que na maratona dos seus dias encontram na prateleira do hipermercado o brinquedo que sabe ‘calar’ por breves momentos o filho. Esse brinquedo pode até ser rotulado de ‘educacional’ mas haverá evidência que o comprove? Muitos deles transformam a criança num jogador passivo a quem se exige apenas o clicar constante de um botão.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Recuprando os marcos do desenvolvimento


Floortime, que é uma maneira sistemática de trabalhar com uma criança e ajudá-la a subir os degraus do desenvolvimento, é o coração da abordagem desenvolvimentista da terapia. Ela leva a criança de volta ao primeiro marco que ela perdeu e começa um novo processo de desenvolvimento. Ao se trabalhar intensivamente com pais e terapeutas, a criança pode subir os degraus dos marcos, um por vez, para começar a adquirir as habilidades que lhe faltava.

A maioria das crianças com necessidades especiais está envolvida com terapeutas e educadores que as estão ajudando a dominar as dificuldades de desenvolvimento. Mas, para subir os degraus do desenvolvimento, uma criança precisa de um trabalho intensivo individual. Mesmo a terapia da fala ou ocupacional não oferece uma prática suficiente. Afinal, uma criança passa 12 ou mais horas acordada e durante esse tempo ela está aprendendo alguma coisa. A questão é: o quê? Ela está aprendendo sobre TV (comunicação unidirecional)? Ela está aprendendo como olhar pela janela ou abrir e fechar repetidamente a porta ou alinhar os brinquedos? Ela está aprendendo o prazer de se envolver com os outros e a satisfação de tomar a iniciativa, fazendo entender os seus desejos e as suas necessidades e obtendo respostas? Ela está aprendendo a ter longos diálogos, primeiro sem palavras e depois com palavras e, por fim, a imaginar e pensar? Floortime cria oportunidades para uma criança aprender esses níveis de desenvolvimento críticos. Ele pode ser implementado tanto como um procedimento e como uma filosofia em casa, na escola, quanto fazer parte das diferentes terapias da criança.

O BRINCAR COMO ATIVIDADE TERAPÊUTICA

Brincar é o principal instrumento de trabalho da terapia ocupacional infantil (TOI). É preciso então entender como ele funciona para que possamos entender melhor seu potencial terapêutico assim como as indicações que ele oferece sobre o desenvolvimento infantil. Definir brincar é um pouco como definir amor: todo o mundo sabe o que é mas não consegue definir. É uma área estudada dentro de diversas disciplinas, tal a sua importância. Existem alguns critérios que definem quais as características que devem estar presentes para que uma atividade seja definida como brincar:


• Auto escolhido

• Motivação intrínsica

• Habilidade para suspender a realidade

• Alto gráu de liberdade associado a ele.

• Envolve mais atenção ao processo que ao produto

• Não existe um modo certo de brincar

• Importa menos o que você faz ao brincar que como o faz

EXEMPLO DE CASO: ESTIMULANDO A IDEAÇÃO

Willian é um menino de quatro anos que tem tendência a mudar casualmente de um equipamento para outro. Apesar dele às vezes parar para empurrar um balanço ou chutar uma almofada, não parece saber “o que fazer”. Na pré-escola, ele costuma empurrar as outras crianças e seu comportamento está começando a ser considerado problemático. A Terapeuta Ocupacional (TO) de Willian descobriu que precisa ajudá-lo a envolver-se em interações bem simples com os equipamentos. Quando ele se aproxima de um balanço de pneu e parece preparar-se  para chutar, a TO gentilmente coloca um de seus pés dentro do pneu e pressiona-o para cima e para baixo, dizendo “pule, pule, pule”. 
 

Atividades e Brincadeiras Coordenação Motora

Fonte: site da Johanna Terapeuta





Brincadeiras: Brincar com recortes de revista

Separe algumas revistas velhas e deixe seu filho recortar a figura de que mais gosta. Depois, pegue a tesoura e corte uma parte da imagem. Cole esse recorte em um papel branco para seu filho completar a figura, fazendo o desenho do que falta. Isso vale para paisagens, objetos. Outra forma de brincar com revistas velhas é separar os olhos, bocas e narizes de várias fotos para depois montar rostos bem malucos em um papel. Vocês podem desenhar o contorno do rosto e preenchê-lo com os recortes.

Brincadeiras: Passa anel

Todos juntam as mãos, palma com palma. O passador da vez vai 'cortando' as mãos dos outros até deixar, discretamente, o anel em uma delas. Então, pergunta a um dos jogadores com quem está o anel. Se o jogador acertar, é o próximo passador.



Brincadeiras: Pescaria

Num tanque de areia ou em uma caixa, coloque peixinhos de papel (ou madeira, o material que for possível, mas que seja simples de 'pescar') – que devem estar numerados de 1 a 5. Cada peixe tem uma argola na boca, que deve ser enganchada por um anzol da vara do pescador.