quinta-feira, 28 de março de 2013

1 a cada 50 criança tem TEA, diz estudo

As novas estatísticas do Centro Nacional de Saúde e Estatística mostram que o número de crianças norte-americanas afetadas pela DEA – desordem do espectro autista aumentou consideravelmente no último ano. Na última medição, uma em cada 88 crianças tinha o transtorno, agora, esse número aumentou para uma em cada 50.

Para o estudo, foram entrevistadas mil famílias em diferentes regiões dos Estados Unidos que tiveram que responder perguntas sobre saúde, incluindo se o filho sofria com o transtorno autista e quando ele havia sido diagnosticado. As crianças analisadas estavam na faixa dos seis aos 17 anos. Para o estudo anterior, foram consideradas crianças na faixa dos 8 anos que haviam sido diagnosticadas em centros médicos e registros oficiais.

Essa elevação das taxas do transtorno indica, segundo o autor da pesquisa Stephen Blumberg, que provavelmente haverá mais demanda por serviços e tratamentos e que os profissionais de saúde precisam estar preparados.

A ciência não descobriu até hoje a causa da doença. O que os especialistas concordam é a forte influência da genética na alteração do funcionamento do cérebro do autista. Alimentação, infecções na gravidez e até intercorrências no parto ou nos primeiros anos de vida integram essa lista. As pesquisas relacionam até fertilização in vitro e prematuridade.

Segundo Antonio Carlos de Farias, neuropediatra do Hospital Pequeno Príncipe (PR), o diagnóstico de autismo não é simples, e deve ser feito por um especialista, mas os pais devem estar atentos desde cedo com o comportamento dos bebês. “Em especial aqueles que não oscilam reação de fome ou frio, ficam muito quietos no berço, demonstram uma fixação maior pelo objeto que pelas pessoas e não têm costume de olhar nos olhos”, diz.

Fonte: http://novohamburgo.org/site/noticias/saude/2013/03/21/autismo-1-a-cada-50-criancas-e-afetada-diz-estudo/

quarta-feira, 27 de março de 2013

Curso de Floortime, Teacch e ABA na Tijuca-RJ

CURSO: Authism Therapy

Dia: 29, 30 e 31/08/2013

Local: Colégio Pedro II - Rua São Francisco Xavier, 204 / 208 – Tijuca - Rio de Janeiro (exibir mapa)

E-mail: contato@creativeideias.com.br

Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047

PÚBLICO ALVO:
Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto.

CRONOGRAMA:

29 e 30 de agosto
14h às 15h - Credenciamento
15h às 17h - Palestra
17h às 17h10 - Intervalo
17h10 às 19h - Palestra

31 de agosto
08h às 09h - Credenciamento
9h às 10h30 - Palestra
10h30 às 10h40 - Intervalo
10h40 às 12h10 - Palestra
12h10 às 13h40 - Almoço Livre
13h40 às 15h50 - Palestra
15h50 às 16h - Intervalo
16h às 18h - Palestra
18h - Encerramento com sorteio de brindes

PROGRAMAÇÃO:

 29 de agosto - Floortime

Ementa:
- Reconhecendo o desenvolvimento e as diferenças individuais;
- Reconhecer em que níveis de desenvolvimento a criança tem habilidades;

O que observar?

- Observar qual o nível precisa expandir inicialmente, base para os demais.
- Reconhecer as diferenças individuais:

Capacidades regulatórias;
Linguagem receptiva;
Linguagem expressiva;
Resposta ao ambiente visual;
Práxis;
Distúrbio postural;
Discriminação.


- Programa individualizado de resolução de problemas para família.

PALESTRANTE: Helena Gueiros - Terapeuta DIR/Floortime ICDL USA DIR C2. Fisioterapeuta, Pós-Graduada em Psicomotricidade - Certificada em Integração Sensorial - Mentorship 1 pela SPD Foundation.

terça-feira, 26 de março de 2013

Textos do Dr. Salomão Schwartzman

Página do Dr. Salomão para downloads de textos

http://www.schwartzman.com.br/php/index.php?option=com_phocadownload&view=category&id=6%3Atranstornos-globais-do-desenvolvimento&Itemid=20

segunda-feira, 25 de março de 2013

Post do Na Pracinha recpercutindo em outros blogs. Legal, isso!

Hoje, esse blog super legal reproduziu um post escrito para o Na Pracinha e para o Superando o Autismo. Foi sobre a importância do brincar. Já foi publicado aqui, mas é sempre bom a gente lembrar como é proveitoso para as nossas crianças aprender brincando. bjos

Mães especiais: a importância do brincar

Por Patrícia Trindade
Blog: Na pracinha
Feriado chuvoso é sinônimo de desespero para os pais. Principalmente quando se tem duas crianças, uma de 5 e outra de 3 anos e quando a mais nova é autista, com quadro de hiperatividade e déficit de atenção. Ficar preso num apartamento de 80 metros quadrados com chuva batendo na janela teria sido um pesadelo muito maior se eu já não tivesse aprendido a importância do brincar. Não falo em jogar uns brinquedinhos no chão para a criança brincar com carrinhos, bonecas, panelinhas, legos, canetinhas e quebra-cabeças. Falo de deixar a TV desligada e o computador fechado e sentar no chão com a criança para brincar, se entregar, fazer papel de bobo mesmo. Fazer cabaninha na varanda, pedir ajuda dela para fazer um bolo, montar um supermercado de mentirinha, brincar de esconde-esconde, cortar papel, fazer trabalhinhos escolares, farrear com tinta, fazer teatrinhos com fantoche, imitar os personagens preferidos deles e por aí afora, botando a criatividade para funcionar!

Há pouco mais de seis meses, ainda digerindo o diagnóstico de Transtorno Global do Desenvolvimento do Luca, eu e meu marido líamos sobre todo e qualquer tratamento ou terapia que tivesse dado certo para alguém. Vocês não têm noção do universo de coisas que aparece quando você escreve a palavra "autism" no google e no youtube (mais de 87 milhões). No auge do desespero, saía imprimindo tudo que via na internet, de artigos em revistas científicas, a textos em português, inglês e espanhol sobre as mais diversas terapias, até conversas de pais em grupos específicos. Quem me conhece sabe que sou neurótica (rs).

Como se pode educar a uma criança teimosa

Alguns pais se perguntam porque os seus filhos são tão teimosos, e o que eles podem fazer para controlar este comportamento. Se pode mudar este tipo de conduta? Se consideramos o que diz a ciência de que as crianças não nascem ‘cabeça dura’, e sim que esta conduta pode aparecer em algum momento ou fase da infância da maioria, chegamos à conclusão de que este comportamento pode ser uma conseqüência da educação que as crianças recebem em casa, na escola, etc. Todas as crianças passam pela teimosia. Cabe aos pais não permitir que esta teimosia perdure por muito tempo e acabe sendo um hábito ou um costume.


Teimosia infantil. Crianças teimosas

Todos sabemos que não é fácil dizer NÃO para uma criança. Mas o NÃO é necessário, é a forma que têm os pais de dar limites aos seus filhos e fazer-lhes entender que nem tudo o que se quer, é possível ou recomendável. Só assim eles amadurecem. E o que acontece quando se diz NÃO a uma criança teimosa? Prá uma criança teimosa o NÃO, não existe, tem que ter algo mais para convencê-la. Ela vai armar uma cena nada agradável, porque vai chorar, gritar, fazer birra, espernear…

E é neste momento que os pais devem atuar com firmeza. Dizer NAO e não voltar atrás. O importante não é nem o NÃO que se diz, mas a forma como se diz. Os pais devem mostrar uma atitude de convencimento, de segurança, de autoridade (sem autoritarismo). Não devem levantar a voz, nem mostrar-se nervoso. A criança percebe tudo, até mesmo a insegurança dos pais.

Uma criança obstinada, teimosa e caprichosa não aceita ordens, nem sugestões, pedidos, nem conselhos. As crianças teimosas são reácias à obediência e ao cumprimento de regras. A sua resposta será sempre negativa para os pais. Normalmente, se mostram impulsivos, resistentes e ‘emburrados’. O que fazer?

Ideias para lidar com a teimosia infantil

1- Os pais não devem mostrar-se exaltados nem nervosos quando se dirijam aos filhos teimosos.
2- Os pais devem exercitar a autoridade mas com paciência, segurança, claridade e firmeza.
3- Diante do NAO de uma criança, os pais devem buscar o diálogo com ela.
4- A educação requer paciência e perseverança, até que se transforme em rotina.
5- A criança é mais feliz quando sabe o que os pais esperam dela. E isso se diz com limites.
6- A teimosia ou a birra é uma reação desesperada à frustração ou insatisfação, e portanto não represente um trauma para a criança. Deve ser corrigida com o apoio dos pais.
7- Os pais devem saber o por que da teimosia do filho. Algumas vezes, a teimosa vem por rebeldias ou negação de alguma situação que esteja vivendo a criança: divórcio dos pais, mudança de casa, ansiedade, etc.
8- A obediência é uma aprendizagem que deve ser aplicada desde que as crianças são bem pequenas.
9- Teimosia é uma coisa e enfado é outra. A criança pode se enfadar, mas não pode faltar ao respeito com os pais.
10- Se a teimosia persiste, seria bom que os pais fizessem uma auto-avaliação dos seus próprios comportamentos. Muitas vezes, as crianças imitam os defeitos dos pais.
11- Não use a força nem o castigo físico para corrigir a teimosia das crianças. Não educa.

Fonte consultada:- ‘A teimosia’, de Teodoro Hernández Moya
- ‘A criança feliz’, de Dorothy Corkille Briggs

fonte: http://br.guiainfantil.com/materias/educacao/comportamento/criancas-teimosas-teimosia-infantil/

quinta-feira, 21 de março de 2013

Os "espectros" do Espectro Autista, por Walter Camargos Jr.





QUE GRAU DE AUTISMO MEU FILHO TEM???

por Walter Camargos Jr

Reportagem Revista Autismo nº2 ano 2
Essa pergunta é uma das mais frequentes na primeira consulta e merece ser trabalhada para ser bem entendida e não causar pessimismo e desânimo.

O conceito de Espectro Autista é hoje dividido basicamente em dois grupos, a saber: Baixo e Alto Funcionamento. O primeiro é aquele onde há também uma limitação intelectual (cognitiva) e pouca melhora sintomática (clínica) e o segundo é composto pelos indivíduos que possuem histórico típico de Autismo (atraso de fala, fala na terceira pessoa, déficit importante na interação, etc) e que melhoraram muito conseguindo se alfabetizar, dialogar, usar o pronome “Eu”, entre outras aquisições, demonstrando portanto uma inteligência normal, e pela Síndrome de Asperger (SA), que não possui atraso de fala, atraso no uso do pronome “Eu”, nem déficits cognitivos.

Os que são afetados pela Síndrome de Asperger raramente chegam ao consultório para diagnóstico antes dos 6 anos, pois os prejuízos não são evidentes nem importantes antes dessa idade, diferentemente dos indivíduos
do outro grupo, em que os déficits de desenvolvimento no psiquismo global geralmente já estão presentes desde o nascimento/primeiro ano de vida. Ou seja, tanto os afetados pelo Transtorno do Espectro do Autismo de Baixo Funcionamento (TEABF) como os afetados pelo Transtorno do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento não
Síndrome de Asperger (TEAAF não SA), são diagnosticados por volta dos três anos.

Como quase que a totalidade dessa população aos 3 anos (TEABF e TEAAF não SA) é não verbal funcional e um dos melhores parâmetros de gravidade é o déficit da comunicação (e inversamente o prognóstico por sua qualidade positiva), todos serão classificados como graves.

Como o M-Chat (Modified Checklist for Autism in Toddlers — um breve questionário referente ao desenvolvimento e comportamento utilizado em crianças dos 16 aos 30 meses com suspeita de autismo) não avalia a comunicação verbal, podemos ter uma visão da comunicação não verbal que é contemplada nessa escala pelos itens 6, 7, 15 e 16, que são respectivamente: apontar com o indicador para pedir alguma coisa, apontar com o indicador para mostrar interesse em alguma coisa, apontar para um brinquedo do outro lado da sala, (a criança) acompanha com o olhar, olhar para as coisas para as quais o adulto olha. Embora esses itens possam ser identificados como atenção partilhada, eles fazem também parte da comunicação proto-imperativa e proto-declarativa e sua
melhora também gera melhora da comunicação verbal. Em pesquisa (ainda não publicada) realizada utilizando-se o M-Chat, em população de 135 crianças com suspeita de TEA e mediana de 36 meses de idade, foi encontrada a seguinte realidade: 47 (35%) apontavam o que queriam, 21 (15,5%) apontavam para mostrar, 32 (23%) olhavam o que os Pais e apontavam, e somente 6 (4,4%) olhavam para onde os Pais olhavam.

O ditado “A Deus o futuro pertence” é certo pois sabemos que a clínica apresentada nessa idade de 3 anos não prediz o futuro, o que significa que muitas pessoas melhoram tanto, que saem dos critérios do TEABF. Porém, também é verdade que “Não existe almoço grátis” o que significa que essa melhora significativa depende da implantação das terapêuticas já reconhecidamente eficazes, em grande quantidade e sob uma lógica coerente.

Então a pergunta “Que grau de Autismo meu filho tem?” feita na 1ª. consulta por volta dos 3 anos de vida é uma verdadeira armadilha para todos (profissionais e família), pois se o médico mente dizendo que é leve/média e a família se acomoda, a criança não se desenvolve, e se o médico é simplesmente honesto, sem explicar essas questões acima, a família pode desanimar e o futuro da criança estará fadado à incapacidade.



Fonte: Revista Autismo nº 2, 2º ano

terça-feira, 19 de março de 2013

Pesquisas aprofundam conhecimento sobre causas genéticas do autismo

Artigos publicados nesta quarta-feira na revista 'Nature' definem que mutações em três genes específicos podem provocar distúrbio

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Autismo: pesquisas encontram relação entre mutação de três determinados genes e o distúrbio (ThinkStock)
 
Um trio de trabalhos publicado nesta quarta-feira na revista Nature traz a descoberta de três genes ligados ao autismo. De acordo com os estudos, a mutação nesses genes, que é espontânea, pode ser um dos fatores associados ao distúrbio. Essas pesquisas foram desenvolvidas por especialistas do Consórcio de Sequenciamento do Autismo (ASC, na sigla em inglês), grupo que envolve 20 instituições de ensino e pesquisa dos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia e que compartilha dados sobre o autismo. As conclusões publicadas nesta quarta feira foram obtidas pelas Universidades de Yale e de Washington e por uma equipe que inclui profissionais da Faculdade de Medicina de Mount Sinai, da Universidade da Pensilvânia, e do Hospital Geral de Massachussetts, entre outros.

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AUTISMO
Distúrbio que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relações sociais. O autista comporta-se de maneira compulsiva e ritual. O distúrbio, que pode afetar o desenvolvimento normal da inteligência, atinge cinco em cada 10.000 crianças e é de duas a quatro vezes mais frequente no sexo masculino.

Quando há uma mutação, ou seja, uma falha no DNA de um indivíduo, ele corre o risco de ter uma doença particular. No caso do autismo, há algum tempo é sugerido que fatores genéticos determinam a doença, mas a maneira pela qual eles causam o problema continua a ser algo pouco compreendido pela medicina. E, por outro lado, há um número considerável de crianças com autismo que nascem de famílias sem histórico do distúrbio.

Todos os estudos encontraram várias mutações que podem estar relacionadas com o autismo, mas definiram apenas três genes que podem ser considerados causadores do distúrbio. Os casos analisados fazem parte de um subgrupo específico do autismo, ou seja, aquele que tem como causa mutações espontâneas, que acontecem com um indivíduo ao longo do desenvolvimento, ou seja, ele não nasce com ela.

Autismo ganha contornos de epidemia nos EUA

Diagnóstico do problema aumentou 23% de 2006 para 2008

Segundo especialias, as crianças estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas
EUA: autismo afeta quase cinco vezes mais meninos do que meninas (ThinkStock)
Os casos de autismo em crianças estão em clara ascensão nos Estados Unidos desde a década passada, demonstraram dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, um fenômeno que se explica, em parte, por uma detecção mais eficiente deste transtorno do desenvolvimento. O número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008, com um em 88 crianças afetadas contra um em 110 anteriormente, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), instâncias federais do Departamento de Saúde.

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AUTISMO
Distúrbio que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relações sociais. O autista comporta-se de maneira compulsiva e ritual. O distúrbio, que pode afetar o desenvolvimento normal da inteligência, atinge cinco em cada 10.000 crianças e é de duas a quatro vezes mais frequente no sexo masculino.

Este estudo se baseia em uma observação feita em 2008 que indica não só um aumento de 23% com relação às estimativas de 2006, mas também de 75% desde que os CDC começaram a registrar a incidência da doença, em 2001. Segundo os dados, o autismo é duas vezes mais comum do que se acreditava sete anos antes e, provavelmente, afeta um milhão de meninos, meninas e adolescentes nos Estados Unidos.

Este aumento se explica em parte por uma detecção mais eficaz da síndrome, sobretudo em menores de três anos, explicou Coleen Boyle, especialista dos CDC. "Uma parte deste aumento se deve a um diagnóstico melhor, mas não sabemos até que ponto", afirmou, durante teleconferência. "Graças a estas estatísticas sabemos mais sobre como a idade mais avançada dos pais e o nascimento prematuro aumenta o risco de que uma criança sofrer de autismo", disse a médica.

Geografia — Estas estatísticas também mostram que o desenvolvimento da síndrome, cujas causas continuam sendo indeterminadas e que existe em diferentes formas e graus de gravidade, afeta quase cinco vezes mais meninos do que meninas, uma proporção que também aumentou de 2006 a 2008. A prevalência do autismo está experimentando uma variação geográfica significativa nos Estados Unidos, onde afeta uma criança em 210 no Alabama (sul) e uma em 47 em Utah (noroeste). O aumento mais expressivo foi observado em crianças negras e hispânicas.

A presidente da subcomissão sobre autismo da Academia Americana de Pediatria (AAP, na sigla em inglês), durante a mesma teleconferência, recomendou que façam testes de autismo "sem exceção a todas as crianças entre 18 e 24 meses" de vida.

Marcos Roithmayr, presidente da Autism Speaks, a maior fundação privada do mundo dedicada à pesquisa sobre esta síndrome, disse que a doença custa 126 bilhões de dólares ao ano nos Estados Unidos, um montante que segundo o informe da organização triplicou desde 2006.
Por último, todos os médicos consultados descartaram que o projeto de revisão de critérios de classificação do autismo, lançado pela APA em janeiro, seja prejudicial para algumas crianças que sofrem da síndrome. Psiquiatras e fundações particulares chegaram a expressar receio de que a nova classificação deixasse de fora muitas crianças com variações de autismo, como a Síndrome de Asperger.
(Com agência France-Presse)
fonte:  http://veja.abril.com.br/noticia/saude/autismo-ganha-contornos-de-epidemia-nos-eua

Estudo mostra como alterações genéticas podem levar ao autismo

Defeito em um único gene causa menor produção de energia nos neurônios

autismo
Cientistas descobrem mecanismo que pode desencadear comportamentos típicos do autismo (Thinkstock)
 
Uma nova pesquisa mostrou como o defeito no funcionamento de um único gene causa alterações cerebrais que podem levar ao comportamento típico dos indivíduos com autismo. O estudo, publicado na revista PLoS ONE, oferece uma nova possibilidade de tratamento para a condição.

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AUTISMO
Distúrbio que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relações sociais. O autista comporta-se de maneira compulsiva e ritual. O distúrbio, que pode afetar o desenvolvimento normal da inteligência, atinge cinco em cada 10.000 crianças e é de duas a quatro vezes mais frequente no sexo masculino.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que defeitos em um gene conhecido como PTEN estavam relacionados a alguns casos de autismo. No entanto, nenhuma delas havia conseguido demonstrar como esses defeitos afetavam o funcionamento do cérebro dessas pessoas. Agora, o novo estudo mostrou que as mudanças nesse gene alteram o modo como os neurônios produzem energia. Junto com isso, surgem as mudanças comportamentais típicas do autismo, como comportamento antissocial e repetitivo.

“Um número grande de genes e fatores ambientais já haviam sido apontados por estarem associados com o autismo. Mas esse estudo é o primeiro a mostrar o mecanismo pelo qual isso pode acontecer”, diz Cecilia Giulivi, professora da Universidade da Califórnia e autora do estudo.
Leia também:
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Pesquisas aprofundam conhecimento sobre causas genéticas do autismo

Estudo - Na pesquisa, os cientistas alteraram o funcionamento do gene PTEN em ratos, de modo que os neurônios dos animais tivessem uma menor quantidade das proteínas produzidas por ele. O gene defeituoso pareceu afetar o uso de energia nos neurônios, processo que acontece nas mitocôndrias, espécie de usina energéticae energia das células.

Depois de quatro semanas de estudo, os cientistas passaram a detectar falhas no funcionamento da mitocôndria nas células dos animais.

Quando os ratos atingiram 20 semanas de vida, os pesquisadores descobriram alterações no DNA das mitocôndrias, que aconteciam em conjunto com falhas ainda maiores em seu funcionamento. A partir dessa idade, os ratos começaram a evitar contato com outros animais e a se envolver em comportamentos de limpeza repetitiva, condutas típicas do autismo. Ratos que não tiveram alterações em seu gene não apresentaram nem os defeitos na mitocôndria nem as alterações comportamentais.
Segundo os pesquisadores essa descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para o autismo. “A partir do momento em que entendemos o mecanismo, isso abre caminho para desenvolver novas drogas para tratar a condição”, afirma Cecilia Giulivi.

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-mostra-como-alteracoes-geneticas-podem-levar-ao-autismo

Seis fatores ambientais que podem levar a desenvolver autismo

Uso de antidepressivos

O uso de antidepressivos durante a gravidez pode dobrar o risco do filho desenvolver autismo. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Califórnia e publicado no periódico Archives of General Psychiatry em novembro de 2011, que envolveu 298 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sigla em inglês) e 1.507 crianças no grupo de controle. O uso de tais medicamentos foi relatado por 6,7% das mães de crianças autistas, contra 3,3% das mães no grupo de controle. Essa relação é considerada mais forte caso os medicamentos sejam utilizados no primeiro trimestre da gravidez.

Cientistas revertem sintomas do autismo em animais

Pesquisadores elaboraram uma teoria sobre possível causa do autismo e, com o uso de um medicamento que já existe, eliminaram comportamentos associados ao transtorno em camundongos

Camundongos
Autismo: Pesquisa científica propõe teoria sobre causa do autismo e, a partir dela, testa remédio para reverter os sintomas do transtorno (Getty Images)
 
Com o uso de um medicamento que já existe, cientistas conseguiram reverter comportamentos associados ao autismo em camundongos com a síndrome. Em um estudo desenvolvido na Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, esses pesquisadores concluíram que o autismo decorre de um problema na comunicação entre as células, o que acaba interferindo de forma negativa no desenvolvimento e na função cerebral. E, de acordo com eles, uma determinada classe de drogas é capaz de restaurar essa comunicação celular e, assim, normalizar o comportamento de pacientes com autismo. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS One.

Opinião do especialista

Alysson Muotri
Biólogo molecular, professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, San Diego, nos Estados Unidos

“A grande novidade desse estudo é o fato de ele ter associado uma via metabólica, das mitocôndrias, ao sistema nervoso. A pesquisa observou que, com o medicamento, os comportamentos associados ao autismo foram revertidos. Porém, ela não mostrou de que forma isso aconteceu no organismo, então há alguns buracos no estudo. Mas isso não tira o mérito do trabalho por ter trazido informações novas sobre o transtorno.
A primeira vez em que um estudo que tentou reverter os sintomas de autismo foi feito foi em 2008, também em camundongos. Em 2010, uma pesquisa da mesma linha foi feita com células nervosas humanas. A comunidade científica está cada vez mais interessada nesse tipo de estudo pois as pesquisas mostram que existe um potencial de cura para o autismo.
Ainda não é possível saber se a droga estudada nessa pesquisa, de fato, se provará eficaz em humanos e se será benéfica a todos os pacientes com autismo. Mesmo assim, são resultados muito animadores.”
A teoria — Há alguns anos, o professor de medicina da Universidade da Califórnia Robert Naviaux sugeriu que as mitocôndrias, estruturas das células responsáveis por fornecer energia, desempenham um papel importante no desenvolvimento do autismo. De acordo com Naviaux, quando uma célula está doente ou danificada — seja porque está diante de um vírus, inflamação ou substância tóxica, por exemplo — a mitocôndria sinaliza a presença do ‘perigo’ para as células vizinhas. E, a partir desse sinal, as outras células acionam o sistema imunológico e passam a se defender.

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Acido fólico na gravidez pode reduzir o risco de autismo nos bebês
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Embora a defesa das células as proteja contra uma infecção, também pode prejudicar temporariamente a comunicação entre elas. Porém, quando a infecção é resolvida, esses sinais deixam de ser enviados e a comunicação entre as células é restabelecida. No entanto, segundo a teoria desenvolvida por Naviaux, durante o desenvolvimento inicial do cérebro de uma pessoa, um problema nas mitocôndrias — que pode ser ambiental ou genético — pode fazer com que esses sinais sejam enviados de forma crônica no cérebro e, portanto, que o organismo tenha sempre essa resposta. O resultado disso é a inflamação crônica do cérebro e o desgaste das conexões das células cerebrais.

A solução — A partir dessa teoria, Naviaux e seu time de pesquisadores realizaram testes em camundongos com autismo. Os cientistas avaliaram, por exemplo, a coordenação motora e a interação social dos animais, observando de que forma eles se comportavam quando passavam um tempo junto a outros camundongos.

Depois, parte dos animais com autismo recebeu, durante oito semanas, injeções de suramina, uma droga que bloqueia os sinais de inflamação enviados pelas mitocôndrias e que é utilizada para controlar determinadas inflamações. Segundo os resultados, o tratamento com essa substância eliminou os comportamentos associados ao autismo, mesmo quando foi aplicada muito tempo depois do surgimento dos primeiros sintomas do transtorno.

“A eficácia impressionante mostrada por esse estudo revela a possibilidade de desenvolvermos uma classe de drogas anti-inflamatórias completamente nova para tratar o autismo”, diz Naviaux. Os autores do estudo falam em passar para a fase clínica da pesquisa, que é feita com seres humanos, já em 2014. — uma pesquisa clínica dura, em média, de cinco a dez anos e é composta por três fases.

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-revertem-sintomas-do-autismo-em-animais

Pesquisadores lançam revista sobre autismo

Idealizado por grupo da UFSCar, periódico publicará artigos sobre estudos com foco em análise do comportamento para avaliação e tratamento do transtorno da doença

Jean-Philippe Ksiazek/AFP
Pessoa com autismo
Garoto com autismo: meta é indexar a publicação nas principais bases de revistas científicas internacionais

São Paulo - A pesquisa sobre o transtorno do espectro autista – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria da avaliação e do tratamento do distúrbio comportamental.
Alguns dos resultados de estudos realizados nesse campo do conhecimento são publicados em diversas revistas científicas internacionais.

Nenhuma dessas publicações, no entanto, é direcionada especificamente à divulgação de resultados de pesquisas relacionadas à análise do comportamento para avaliação e tratamento do transtorno do espectro autista.

“Há várias revistas científicas internacionais sobre autismo, que abrangem diferentes áreas, mas nenhuma delas tem ênfase na análise do comportamento de indivíduos com o transtorno do espectro autista”, disse Celso Goyos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à Agência Fapesp.

De modo a suprir essa carência, Goyos e um grupo de pesquisadores de diferentes países lançou uma revista científica internacional on-line com esse foco.
Intitulado International Journal of Behavior Analysis & Autism Spectrum Disorders (IJOBAS), o periódico, de livre acesso, publicará artigos originais sobre pesquisas aplicadas, translacionais ou experimentais na área.

“Nós pretendemos atrair artigos de qualidade sobre pesquisas relacionadas especificamente à análise do comportamento, que possam ser utilizadas para avaliação e tratamento de pessoas com transtorno do espectro autista e, ao mesmo tempo, deixar espaço para outras publicações, que têm a intenção de serem mais abrangentes, abarcarem outras áreas”, afirmou Goyos.

fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/pesquisadores-lancam-revista-sobre-autismo