quinta-feira, 18 de julho de 2013

O ATEC e suas escalas

A Autism Treatment Evaluation Checklist (ATEC) é uma ferramenta simples, mas eficaz para medir a eficácia de vários tratamentos do autismo. Desenvolvido pelo Dr. Bernard Rimland e Dr. Stephen Edelson do Autism Research Institute, este de uma página scorecard permite que os pais, médicos e outros prestadores de cuidados de saúde para avaliar a extensão do autismo de uma criança.Ao contrário de outras ferramentas de pesquisa que simplesmente diagnosticar autismo (ou seja, saber se filho é autista ou não), o tratamento do autismo Checklist A avaliação é sensível o suficiente para medir as mudanças na condição da criança. Ele pode determinar se a condição de uma criança autista está melhorando ou piorando, ou se a criança se recuperou.

ATEC avalia 77 itens, como se a criança sabe o seu nome, faz contato visual com os outros, ou tem sintomas como enurese, diarréia, constipação e assim por diante. Estes são divididos em quatro sub-grupos que medem a criança em termos de:

    
Discurso / Linguagem / Comunicação (14 itens)
    
Sociabilidade (20 itens)
    
Percepção sensorial / cognitiva (18 itens)
    
Saúde / Física / Comportamento (25 itens)


Preenchendo o scorecard


É muito simples de fazer a pontuação online ATEC. Por exemplo, a pessoa que faz a pontuação vai simplesmente verificar se uma determinada afirmação é "Não é verdade", "um pouco verdade" ou "muito verdadeiro". Ou, para doenças como a enurese, a pessoa que faz a pontuação iria verificar se este "não é um problema", "problema", "Problema Moderado" ou "problema sério". Uma vez que todos os 77 itens são verificados, você clica em um botão que diz "Insira os dados para pontuação". O Instituto de Pesquisa do Autismo, então, calcular a pontuação e enviar os resultados para você.Se você gostaria de nos de aconselhá-lo de graça em que os testes ou suplementos são adequados para o seu filho, por favor inclua o nosso endereço de e-mail de contato 

(enquiries@autismrecovery.com.sg) no "E-mail Clínico / terapeuta uma" caixa de texto no na parte inferior da página web. Você pode, então, enviar um segundo e-mail para followup com a gente.Alternativamente, você pode baixar e imprimir uma cópia do formulário de pontuação ATEC e preenchê-lo. Você pode então enviar por fax para nós em +65 6251 0159 e acompanhamento com um e-mail. Teremos o maior prazer em ajudá-lo.

Faixa de pontuação

Pontuações ATEC variar de zero a 180. Quanto menor a pontuação, melhor. Se uma criança pontuação zero ou perto de zero, que a criança não pode ser distinguida das crianças não autistas e, portanto, pode ser considerada totalmente recuperado. Os benchmarks importantes na pontuação são os seguintes:

    
ATEC <30. Este nível coloca a criança no top 10 percentil. Uma criança com pontuação inferior a 30 - ou, melhor ainda, menos de 20 - teria alguma capacidade de conduzir normais, conversas de duas vias, e mais ou menos se comportar normalmente. Essas crianças têm altas chances de uma vida normal como indivíduos independentes.


    
ATEC <50. Isto coloca a criança no nível percentil 30. A criança tem boas chances de ser semi-independente. Mais importante, ele ou ela provavelmente não vai precisar ser colocada em uma instituição ou "casa de malucos". Para muitos pais de crianças autistas, sendo capaz de alcançar uma melhoria até este nível já é considerado muito significativo.


    
ATEC> 104. Mesmo que a pontuação máxima é 180, qualquer pessoa com um resultado de mais de 104 já estaria no percentil 90, e ser considerado muito severamente autista.O intervalo de pontuações, e os seus níveis de percentis, são mostrados na tabela abaixo:


PercentileATEC score
mild autism
0 – 9
0 – 30
10 – 1931 – 41
20 – 2942 – 50
30 – 3951 – 57
40 – 4958 – 64
50 – 5965 – 71
60 – 6972 – 79
70 – 7980 – 89
80 – 8990 – 103
90 – 100
severe autism
104 – 180



Como mostra a tabela, os resultados não são uniformemente distribuído. Assim, o número de pontos de melhoria não é tão vital quanto o que o resultado final é. Por exemplo, uma criança autista que melhora moderada por 40 pontos, 45-5, seria muito melhor do que uma criança severamente autista que melhora, digamos, 100 pontos 180-80.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Oxigênio hiperbárico Melhora autismo em crianças

As crianças com transtorno do espectro do autismo apresentaram melhora significativa em seu funcionamento global, linguagem receptiva, contato visual, sensorial / cognitiva consciência e interações sociais com tratamento com oxigênio hiperbárico. Dr. Daniel A. Rossignol, o principal autor do estudo e pai de dois filhos autistas, publicaram estes resultados na edição de Março de 2009 o livre acesso à Internet revista BioMed Central Pediatria.

O que é o oxigênio hiperbárico e por isso ajuda a distúrbios cerebrais?
Ar ambiente é de 21% de oxigénio a uma pressão de 1 atmosfera. Estudos prévios sobre a autismo tinha crianças inalando até 100% de oxigénio a uma pressão de até 2,0 atmosferas. Supõe-se que maior do que a concentração normal de oxigénio inalado superior pressões médias ajuda a aumentar o fluxo de sangue e diminuir a inflamação no cérebro. Ele também pode ajudar o autismo, ajudando o sistema imunológico funcionar melhor.

Oxigenoterapia Hiperbárica com 24% de oxigênio em 1,3 atmosferas de pressão ajudou crianças com autismo

Dr. Rossignol e seus colegas estudaram 59 crianças de 2-7 com transtorno do espectro do autismo documentado. Trinta crianças receberam 40 tratamentos por hora com 24% de oxigênio em 1,3 atmosferas de pressão. Vinte e nove crianças com autismo adicionais foram utilizados como o grupo não tratado (grupo de controlo). 1,3 atmosferas é pressão 30% maior do que no nível do mar e é equivalente a ser submerso em 10 metros de água. As crianças que receberam tratamento com placebo foram colocados na câmara hiperbárica e recebeu ar ambiente (21% de oxigénio) a 1,03 atmosferas.

80% das crianças no grupo de tratamento melhorado, em comparação com 28% de crianças no grupo de placebo. Tradicionalmente, há uma resposta placebo significativo em um estudo do autismo, porque as famílias têm um forte desejo de encontrar um tratamento que ajuda os seus filhos.
Escalas autismo validados foram utilizados para classificar as respostas das crianças. Utilizando o Aberrant Behavior Checklist (ABC), crianças com tratamento com oxigênio hiperbárico melhorou em movimentos repetitivos, irritabilidade, fala e hiperatividade. Na lista de avaliação Autism Treatment (ATEC), sensorial / cognitiva consciência melhorou. Na escala de Impressão Clínica Global (CGI), melhoria geral e melhoria no contato visual foi notada. Crianças com mais brandos casos de autismo e crianças com mais de 5 anos de idade mais se beneficiaram do tratamento com oxigênio hiperbárico.

Tratamento com oxigênio hiperbárico foi seguro e bem tolerado pelas crianças neste estudo.
As críticas ao tratamento com oxigênio hiperbárico de Crianças com Perturbações do Espectro do Autismo.

O estudo tem sido criticado por alguns neurologistas pediátricos (médicos do cérebro), pois oito dos dez autores ganham a vida o tratamento de pacientes com oxigênio hiperbárico, e três dos autores já recebeu financiamento de pesquisa para estudos de autismo do Hyperbarics International Association. A preocupação é que um especialista, sem laços com a indústria câmara hiperbárica não de forma independente avaliar os dados.

Dr. Rossignol me disse que este estudo foi financiado pela Associação Internacional Hyperbarics, com o entendimento anterior de que os resultados deste estudo será publicado, não importa o que as descobertas eram. Ele acredita que o estudo foi realizado e avaliado, sem viés, e que não faz sentido que os médicos formados em terapia de oxigênio hiperbárico seriam os únicos a fazer um estudo desse tipo de pesquisa.

Dr. Rossignol gostaria de ver os resultados replicados em estudos de maior escala por outros pesquisadores para garantir que o oxigênio hiperbárico, de fato, ajudar o autismo, e para determinar qual a concentração de oxigênio e pressão deve ser usado para tratar os pacientes.
Desde que o autismo se acredita ser uma doença genética do cérebro, não uma doença de privação de oxigênio, como paralisia cerebral ou AVC, alguns especialistas sugerem que os resultados deste estudo são implausíveis.

Unidades Início hiperbáricas de oxigênio aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) para 1,3 Pressão Atmosferas

Pauline Anderson entrevistou o Dr. Rossignol para abril de 2009 do Medscape Medical News. Dr. Rossignol é citado como dizendo que os pesquisadores escolheram estudar uma pressão de 1,3 atm porque a Food and Drug Administration aprovou unidades domiciliares que fornecem essas pressões de oxigênio. Portáteis câmaras hiperbáricas custar $ 4000 para uma unidade pequena e até $ 17.000 para uma câmara que pode ser usada de 2 a 3 pacientes de cada vez. Câmaras hiperbáricas pode ser alugado por cerca de US $ 2000 - $ 3000/month.

Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo

Autismo

Trabalho mostra que conexão fraca entre o córtex auditivo e regiões responsáveis pelo sistema de recompensa no cérebro faz com que crianças com autismo não se sintam motivadas a trocar informações

Autismo
As crianças com autismo apresentam dificuldades em estabelecer relações sociais (Thinkstock)

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Underconnectivity between voice-selective cortex and reward circuitry in children with autism

Onde foi divulgada: periódico PNAS

Quem fez: Daniel A. Abrams, Charles J. Lynch, Katherine M. Cheng, Jennifer Phillips, Kaustubh Supekar, Srikanth Ryali, Lucina Q. Uddin, e Vinod Menon

Instituição: Universidade de Stanford, EUA

Dados de amostragem: 20 crianças com autismo e 19 crianças que não sofrem com o distúrbio

Resultado: Os pesquisadores descobriram que a fraca conexão entre o córtex auditivo e estruturas responsáveis pelo sistema dopaminérgico no cérebro das crianças autistas pode fazer com que elas não considerem o estímulo da fala como agradável
Um estudo publicado nesta segunda-feira no PNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil.

Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.

De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estimulo-da-fala-nao-e-agradavel-para-criancas-autistas-diz-estudo

Dicas son-rise para lidar com as birras

Son-rise - o que eu faço quando meu filho faz birras ou grita?

Cinco Passos Simples do Programa Son-Rise Passos para ajudar seu filho:

1. Perceba que isso é comunicação: Significa que seu filho está chorando ou fazendo escândalos como uma forma de expressar a você que ele quer alguma coisa. Nós podemos ajudá-lo a ver que esta não é a ferramenta mais eficaz para ajudá-lo a conseguir as coisas que eles querem.

2. Verifique como você se sente (por exemplo, sua ATITUDE): Seja o mais calmo e tranquilo possível. Quando você está se sentindo tranquilo e calmo as suas ações o seguirão - e seu filho vai ver esse não é o caminho mais útil para conseguir as coisas que ele quer. Quando nós mesmos estamos tristes ou desconfortáveis quando nosso filho está chorando ou fazendo escândalos, então as nossas ações tendem a ser maiores, mais ousadas, mais rápidas, etc. Quando nós nos movemos rapidamente para dar ao nosso filho a coisa que ele quer com essas grandes ações, então o nosso filho vê assim: “ Uau! Tudo o que tenho a fazer é chorar, fazer birra, gritar, etc. e então a mamãe e papai se movimentam muito rapidamente para mim!”. Nós queremos mostrar-lhes o oposto, uma birra não funciona para eu conseguir as coisas que eu quero. Lembre-se que o uso da técnica do Programa Son-Rise de você permanecer calmo e relaxado está realmente ajudando o seu filho-o a lidar com isso.

3. Use explicações: Explique ao seu filho o que está acontecendo ao seu redor, explique que, mesmo se ele continuar a chorar não vai ter o item ou atividade que quer (se for algo que você decidiu que não quer dar-lhe) , explique como ele pode apontar, falar usando as palavras, ou mostrar o que ele quer, em vez de chorar.

4. Certifique-se que as necessidades da criança sejam atendidas: certifique-se de oferecer-lhe comida, bebida, uma muda de roupa, o banheiro, etc (o ideal é oferecer esses itens antes de começar a chorar ou fazer escândalos).

5. Abaixe a sua energia diante da sua criança se ela continuar a chorar ou fazer birra: Se você já tentou as técnicas acima e seu filho continua a chorar ou a fazer birra, diga-lhe que é bom se eles quer continuar a chorar, e daí você faz outra atividade (por exemplo, ler um livro, fazer e estourar algumas bolhas, tirar uma foto, etc), em seguida, permita-lhe chorar enquanto a energia dele vai se acabando. Tenha em mente que você quer ter certeza de tomar conhecimento de sua segurança - de modo a não perdê-lo de vista. Isso também irá dar ao seu filho a oportunidade de ver que existem outras opções disponíveis para ele em vez de chorar ou fazer escândalos.

Por favor, compartilhe! Seus amigos ou a sua família podem se beneficiar muito com estas sugestões!
Enviado com grande amor do Programa Son-Rise!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Teste avalia droga contra doença genética similar ao autismo

RAFAEL GARCIA
DE SÃO PAULO
O início dos testes de uma droga contra a síndrome de Rett, um transtorno que atinge meninas com uma mutação genética, está abrindo caminho para a busca de tratamentos para o autismo --síndrome psiquiátrica de alta prevalência contra a qual não há nenhum fármaco.
A síndrome de Rett é uma doença rara, mas sua semelhança com o autismo típico instiga cientistas, que veem nela uma janela para investigar drogas mais gerais contra esse transtorno, caracterizado por problemas motores, de comunicação e de afeto.
Três ensaios clínicos estão testando a ação do IGF1, um hormônio de crescimento, em meninas com Rett.

O primeiro avaliou seis pacientes no Hospital Versilia, na Toscana (Itália), e concluiu que a droga é segura. Apesar de não ter conseguido quantificar efeito terapêutico do remédio com tão poucas pacientes, o trabalho relata que todas as meninas tiveram melhora das funções cognitivas.
"Uma das pacientes, que não conseguia mover os braços, está agora comendo frutas sozinha usando suas mãos", disse à Folha Daniela Tropea, médica que liderou o ensaio clínico. "Já é um grande avanço."

O grupo italiano ainda não conseguiu apoio para iniciar um estudo em escala maior para avaliar a eficácia da droga. Cientistas do Hospital de Crianças de Boston, porém, já têm um teste de fase dois --são necessários três para aprovar uma droga-- em andamento, com objetivo de recrutar 40 meninas.
semelhanças.
A síndrome de Rett, que era considerada um transtorno da classe do autismo, deixou de sê-lo no DSM-5, o novo manual de diagnósticos da Associação Americana de Psiquiatria, lançado neste ano.
No entanto, Alysson Muotri, cientista brasileiro na Universidade da Califórnia em San Diego, defende a ideia de que as duas doenças têm semelhanças o suficiente para que um mesmo tipo de tratamento funcione em ambas.

Alysson Muotri quer criar centro de estudos sobre autismo no Brasil

RAFAEL GARCIA
DE SÃO PAULO
Em sua última visita ao Brasil, o biólogo Alysson Muotri fez uma parada em Brasília antes de visitar São Paulo. Em sua agenda estavam marcadas reuniões para apresentar a proposta de criar um centro de estudos de excelência sobre autismo no Brasil, ideia que vem sendo discutida junto com organizações de pais de autistas no Brasil.
O cientista espera que o centro seja capaz de levantar recursos, realizar atividades educacionais e recrutar pacientes que sejam avaliados em trabalhos de pesquisa. Tudo, porém, em caráter "não assistencialista".

No primeiro dia, encontrou-se com Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil. "Acabei dando uma aula de biologia para ela, e ela adorou", disse. Segundo Muotri, o modelo exato de financiamento para a proposta ainda está em estudo, mas mesmo que a iniciativa privada se mostre uma opção mais adequada, o centro de estudo deve manter algum grau de vínculo com o governo.

"A ministra da Casa Civil sinalizou interesse, e o ministro Padilha (Saúde) também", diz a educadora Luciana Nassif, mãe de uma menina autista, que assessorou Muotri na elaboração da proposta.
A ideia que mais entusiasma os pais de crianças autistas é a perspectiva de que um dia ensaios clínicos de tratamentos possam ser realizados em tal instituição.

"Para quem só tinha um horizonte sombrio, sem nenhuma perspectiva de melhora e muito menos de cura, a pesquisa virou uma grande possibilidade", diz Nassif. "Eu mesma
acredito tanto na pesquisa que colocaria minha filha nos testes."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1311104-cientista-quer-criar-centro-de-estudos-sobre-o-autismo-no-brasil.shtml

sexta-feira, 12 de julho de 2013

PSIQUIATRA BEST-SELLER DIZ QUE HÁ MUITOS TIPOS DE AUTISMO E QUE É POSSÍVEL ESTIMULAR INTELIGÊNCIA DOS FILHOS

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa

Um mundo fragmentado e difícil de decifrar é o que as crianças autistas enfrentam.
O transtorno de desenvolvimento, que atinge cerca de uma em cem crianças, é o tema do novo livro da psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva. Conhecida pela série de livros cujos nomes começam por “Mentes” (“perigosas”, “ansiosas”, entre outros), ela lança agora “Mundo Singular”, em parceria com o também psiquiatra Leandro Thadeu Reveles e a psicóloga Mayra Bonifacio Gaiato (Editora
Fontanar, 296 págs., R$ 39,90).
Com capítulos permeados por casos reais que passaram pela equipe da psiquiatra, o livro traz o didatismo de praxe nas obras de Ana Beatriz. Esclarecer o público quanto às grandes variações que existem dentro do espectro do autismo é um dos objetivos dela. “Essas crianças ainda são vistas como débeis mentais, como limitadas. Isso é um grande erro.”

Folha – Qual é a reação dos pais ao saberem que o filho tem
autismo?
Ana Beatriz Barbosa – É um momento de desespero, de luto,
não por aquela criança que nasceu, mas pela que eles esperavam que ia nascer. É
preciso ter cuidado com promessas de cura. O que podemos oferecer são
estratégias com embasamento científico, viver juntos as tristezas e comemorar os
avanços.

Como está a detecção do problema no país?
O diagnóstico no Brasil é pouco realizado. As crianças com autismo ainda são tidas como débeis mentais e ponto, com limites  intelectuais e retardo mental mesmo. Isso é um grande erro. O autismo é um transtorno do desenvolvimento do sistema nervoso que traz uma gama de comportamentos diferenciados. Por isso falamos do espectro autista, que vai desde casos leves até os muito graves.

Como se define o transtorno biologicamente?
Essa criança nasce com um sistema nervoso central diferente, e essa diferença é na comunicação entre os
neurônios, que é mais lenta e acontece menos. Por isso ela vê o mundo em partes, e não como algo global.
Se você olha para o meu rosto, vê nariz, olhos, boca e já sabe: é a Bia. É muito rápido. O autista vê nariz, orelha e vai se
prendendo nos detalhes. Isso causa dificuldades de socialização.
Mas essas crianças têm muito afeto, diferentemente do que se pensa. Por muito tempo, o autismo foi chamado de psicopatia infantil, porque a dificuldade de socialização parece uma indiferença com o outro, e não é.

Quais as estratégias para melhorar esses relacionamentos?
O autista tem pensamento concreto, você precisa criar manuais para ele. É preciso treinar o cérebro para abrir conexões que ele não tem. A medicação é usada para que a criança fique menos hiperativa e mais atenta a esses ensinamentos.
A maior descoberta na neurociência nos últimos 20 anos é a neuroplasticidade, a gente
muda o cérebro de dentro para fora e de fora para dentro. Os autistas têm o sistema emocional funcionante. Mas levam um tempo maior para manifestar a emoção. E nos casos mais graves também há dificuldades de linguagem. Por isso é comum que crianças com graus mais severos de autismo usem as pessoas como instrumento: ela pega você e leva até a geladeira para pegar o que quer.

Por que muitos autistas são tão dependentes de rituais?
O mundo é um excesso de estímulos para eles. Se o autista domina algo, como o caminho da casa até a escola, isso é ótimo para ele. Se você mudar alguma coisa, causa desespero. Qualquer mudança deve ser negociada.
Boa parte dos autistas é muito inteligente, muitos se alfabetizam sozinhos. Eles estudam e vão a fundo nos assuntos. E 10% são savants, têm uma ilha de conhecimento extraordinário cercada por um mundo de deficiências. São aquelas criaturas que tocam piano sem
nunca ter tido aula, mas não conseguem trocar a roupa sozinhas. Um autista é incapaz de mentir e de entender ironias. Por isso eles gostam de bichos, porque eles têm poucas expressões muito simples.

Por que é tão importante detectar o problema cedo?
O diagnóstico feito até os três anos é um divisor entre uma vida funcional, que não vai ser perfeita, mas em que a pessoa vai poder se cuidar, ter uma articulação com as pessoas, e uma vida em que isso não acontece. Pediatras bem informados podem
detectar o problema facilmente. Bebê que se incomoda em ser amamentado é um sinal, assim como demorar para falar, não olhar para os pais quando falam, andar na ponta dos pés se está nervoso, não olhar nos olhos. Tudo isso é muito precoce. Um investimento nos pediatras traria diagnóstico em 100% dos casos antes dos dois anos, o que seria revolucionário para o prognóstico das crianças.
Os autistas são estrangeiros onde quer que estejam. Nosso mundo para eles é assustador. Mas nós podemos buscá-los. Quem trata esse tipo de alteração precisa gostar muito de gente. É preciso exercitar a solidariedade.
E isso faz bem para todos. Para mim, faz. Cada beijo que ganho de um autista é um grande troféu.
FOLHA DE S.PAULO, 9 jun 2012.

Link do filme: Uma viagem inesperada

Anticorpos maternos são nova pista para autismo

Anticorpos maternos que têm como alvos as proteínas no
cérebro do feto podem desempenhar um papel no desenvolvimento de
algumas formas de autismo, de acordo com um estudo publicado nesta
terça-feira.

Realizado em 246 mães de crianças com "transtornos do espectro
autista" e 149 mães de crianças saudáveis, o estudo mostrou que
quase um quarto das mulheres do primeiro grupo tinham uma combinação
diferente destes anticorpos do que aquelas do segundo grupo.

Os "transtornos do espectro autista" (TEA) incluem variedades
diferentes de autismo, entre elas a síndrome de Asperger, que afeta
crianças muito inteligentes, mas com grande dificuldade em
interações sociais.

Os anticorpos são proteínas essenciais para o sistema imunológico.
Eles detectam e neutralizam substâncias estranhas ao corpo, tais como
vírus e bactérias.

As mulheres grávidas passam seus anticorpos para o feto, o que lhe
permite defender-se de infecções até os 6 meses de idade, enquanto
seu sistema imunológico ainda está imaturo.

Mas eles podem também, de acordo com o estudo publicado na revista
Translational Psychiatry, transmitir anticorpos que impedem que o
cérebro se desenvolva corretamente.

"Descobrimos que 23% das mães de crianças autistas têm
auto-anticorpos contra proteínas que são necessárias para um
desenvolvimento neurológico saudável"
, explicou à AFP Judy Van De
Water autora do artigo, professora da Universidade da Califórnia, que
afirma que esses anticorpos não estavam presentes em mães de
crianças não-autistas.

Os sintomas também se mostraram mais graves em crianças nascidas de
mães com o anticorpo em questão do que em comparação com crianças
autistas nascidas de mães sem esses anticorpos.

Os TAE afetam cerca de um em cada 100 nascimentos nos países
ocidentais. Os meninos são três vezes mais afetados do que as
meninas por esta doença, cujas origens permanecem obscuras.

A equipe da Dra. Van de Water foi capaz de identificar 11 diferentes
combinações de sete proteínas alvo de anticorpos associadas aos
TEA, cada um dos quais tem um risco diferente do transtorno autista.

O objetivo agora é encontrar marcadores capazes de identificar o
risco de TEA, o que permitiria "uma intervenção precoce" para ajudar
crianças com autismo para "melhorar o seu comportamento e
capacidades", observa Van de Water.

Em um estudo separado, os pesquisadores liderados por Melissa Bauman,
também da Universidade da Califórnia, expuseram oito fêmeas de
macacos-rhesus grávidas aos anticorpos maternos relacionados ao TEA e
chegaram a resultados semelhantes: os macacos recém-nascidos dessas
mães "mostraram diferenças de comportamento, incluindo reações
inadequadas em relação a outros macacos", observa o estudo.

Fonte: AFP

CONFIRMADA CONEXãO ENTRE AUTISMO E BACTéRIAS BENéFICAS NO ORGANISM

Redação do Diário da Saúde

Há muito se discute uma conexão estreita entre o autismo e a
população de bactérias no trato gastrointestinal. [Imagem: Jason
Drees for the Biodesign Institute]
Acaba de ser feita a primeira análise bacteriana abrangente focando
bactérias comensais - bactérias benéficas - em crianças com
transtorno do espectro do autismo (TEA).

Há muito se discute uma conexão estreita entre o autismo e a
população de bactérias no trato gastrointestinal.

"Uma das razões pelas quais começamos a focar este tema é o fato
de que as crianças autistas têm um monte de problemas
gastrointestinais que podem durar até a vida adulta. Estudos têm
mostrado que, quando conseguimos gerir esses problemas, seu
comportamento melhora dramaticamente," explica a Dra. Rosa
Krajmalnik-Brown, da Universidade do Estado do Arizona (EUA).

Seguindo essa pista, o grupo levantou a hipótese da existência de
traços distintivos na microflora intestinal dos indivíduos autistas,
em comparação com crianças normais.

Até agora, os estudos sobre a microbiota intestinal em indivíduos
autistas vinham-se concentrando principalmente em bactérias
patogênicas, algumas das quais envolvidas em alterações da função
cerebral.
*Bactérias do intestino influenciam química cerebral e
comportamento [2]
Um exemplo envolve bactérias gram-negativas contendo
lipopolissacarídeos nas suas paredes celulares, que podem induzir
inflamações e levar à acumulação de elevados níveis de mercúrio
no cérebro.

Autismo e bactérias

O presente estudo confirmou as suspeitas e ainda descobriu que
crianças com autismo [3] têm significativamente menos tipos de
bactérias intestinais benéficas, provavelmente tornando-as mais
vulneráveis a bactérias patogênicas.

O pesquisador Dae-Wook Kang, membro do grupo, descobriu que os
autistas têm contagens significativamente menores de três bactérias
críticas - _Prevotella_, _Coprococcus_ e _Veillonellaceae_ - em
comparação com crianças saudáveis.

Mas, mostrando que os cientistas estão longe de ter todas as
respostas, o estudo mostrou que estas alterações microbianas estão
presentes em todos os indivíduos autistas, mas as alterações não
estão correlacionadas com a gravidade dos sintomas gastrointestinais.

Apesar disso, os novos dados poderão vir a ser usados como uma
ferramenta quantitativa de diagnóstico para identificar o autismo, e
como um guia para o desenvolvimento de tratamentos eficazes para os
problemas gastrointestinais relacionados aos TEAs (transtornos do
espectro do autismo).

Fonte:

DIáRIO DA SAúDE - WWW.DIARIODASAUDE.COM.BR
URL:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=autismo-bacterias&id=8985

Programas de desenvolvimento cognitivo - App Store faz promoção de 5 anos da App Store

Estão sabendo da promoção de 5 anos da App Store, né?
A maioria dos links listados abaixo se referem a essa promoção e PODEM estar disponíveis durante toda a semana. Alguns outros podem se tornar pagos a qualquer momento. Portanto, corram! :D
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Where's My Water?
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The Sims™ Medieval
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Flight Control
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Peggle
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Mini Motor Racing HD
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Aplicativos grátis
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Obrigada, Murilo!

domingo, 7 de julho de 2013

Cientista brasileiro estuda remédio promissor para tratar autismo

Alysson Muotri estuda neurônios criados com células-tronco de autistas.
Cientista relata ter obtido resultados preliminares, mas positivos.


Rafael Sampaio Do G1, em São Paulo

'É possível reverter neurônios autistas para um estado normal, ou seja, o estado autista não é permanente', diz Alysson Muotri (Foto: cortesia UC San Diego)O biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor e
pesquisador nos EUA (Foto: cortesia UC San Diego)
 
O biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, relatou ter obtido resultados preliminares, mas promissores, em pesquisas com medicamentos para tratar efeitos do autismo em crianças.
Analisando os genes de pacientes e reprogramando células-tronco obtidas a partir de células comuns para que elas se tornem neurônios, o cientista e sua equipe têm estudado em laboratório drogas que ajudem a reduzir as limitações presentes em autistas.

Em uma das pesquisas, apresentada em congressos, mas ainda não publicada em revista científica, Muotri aponta ter encontrado vínculo entre mutações genéticas que prejudicam a formação de sinapses (ligações) dos neurônios e alterações causadas pelo autismo. O estudo com uma criança que apresenta uma forma específica de autismo apontou que ela tem um gene defeituoso que dificulta a entrada de cálcio nos neurônios, o que atrapalha a proliferação das sinapses.
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Os pesquisadores retiraram células comuns da criança e fizeram com que elas voltassem a ser células-tronco. Depois, elas foram reprogramadas para se tornarem neurônios. Eles, então, testaram medicamentos para estimular em laboratório o bom funcionamento do gene. "Todo mundo tem duas cópias de cada gene. No caso desta criança, ela tem uma cópia que está mutada [sofreu mutação] e outra que é funcional. Achamos uma droga que estimula o gene ativo a ‘funcionar’ em dobro", disse Muotri, que é pós-doutor em neurociência e células-tronco pelo Instituto Salk de Pesquisas Biológicas, também na Califórnia.

O medicamento que estimula o receptor de cálcio respondeu bem aos testes em laboratório e passou a ser administrado ao paciente diluído em chá, para avaliar os resultados. As primeiras observações, após um mês, mostram que a criança tem progredido em atenção e sociabilização. "Avaliamos através de questionários aplicados para os pais, professores, amigos da criança. Fizemos uma observação antes e depois da droga", aponta Muotri.
"Os dados que obtivemos depois de um mês são promissores, eles mostram melhora na atenção e na sociabilidade da criança", relata o professor. "Não é tão significativo porque tivemos que dar uma dose pequena", pondera, mas a descoberta é importante. "Abre uma perspectiva que estamos chamando de medicina personalizada. Baseado no genoma da pessoa e em testes com células-tronco induzidas, pode ser possível definir qual a melhor droga e a melhor dose a ser usada em um indivíduo", diz.

O caso do autismo é singular porque há vários tipos de distúrbios, causados por situações e mutações distintas. "Dificilmente você vai encontrar uma droga que vale para todo mundo", avalia Muotri. Ele diz que o tratamento que está sendo proposto, o da medicina personalizada, é similar ao que ocorre com alguns tipos de câncer. "Você retira algumas células e vai testando, até encontrar o medicamento e a dose certa."

O pesquisador vem ao Brasil neste sábado (29) para dar uma palestra no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), às 14h. A apresentação será em torno do tema: "Remodelando Neurônios Autistas com Células-tronco", e será mediada pela pesquisadora Patrícia Beltrão Braga, da USP.

Cérebro maior
O grupo capitaneado por Muotri também está investindo em outra linha de pesquisa - analisar dez crianças autistas com quadro clínico parecido, de cérebro com tamanho maior do que o normal. Os pesquisadores estão estudando se estes pacientes têm características genéticas similares, como alguma mutação.

A hipótese dos cientistas é que, se as crianças têm um cérebro grande, é porque elas têm mais neurônios do que o necessário para sua idade - por algum motivo as células nervosas podem ter crescido descontroladamente. "Nós estamos pesquisando drogas que inibam o crescimento dessas células. A ideia é controlar o aumento, estamos fazendo testes em laboratório", diz Muotri.
A previsão do professor é que essa linha de pesquisa vai dar respostas mais rapidamente. "Proliferação celular é algo que é estudado há muito tempo", pondera. "Talvez dois anos para começar a ter resultados com drogas.”

A Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção do Distrito Federal - Abraci-DF promoveu na manhã deste domingo(16), no Parque da Cidade, em Brasília, o evento "Juntos Somos Mais". Os organizadores montaram um posto de informação para tira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr )
Atividade promovida pela Associação Brasileira de
Autismo, Comportamento e Intervenção do DF
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr )
 
Neurônios vivos
Um dos grandes problemas para entender o autismo é conseguir obter neurônios vivos, ressalta Muotri. "Muitas vezes são usados tecidos de autistas mortos, analisados depois que um paciente morre." Mas o avanço de pesquisas em células-tronco pluripotentes induzidas (conhecidas como células iPS, em inglês) está abrindo um novo caminho no estudo do autismo, diz o professor.
"A ideia é pegar células do paciente - cabelo, pele, polpa do dente - e fazer com que elas voltem a ser células-tronco. Então você as induz a se tornarem neurônios", explica o cientista. Pesquisas recentes apontam que o cérebro dos autistas, em geral, realiza menos sinapses (ligações entre neurônios para transmissão de informações), o que está sendo explorado nas pesquisas científicas.

"Começamos a testar medicamentos para elevar o número de sinapses, e alguns deles têm funcionado. Drogas como o fator de crescimento insulínico [IGF-1, na sigla em inglês]", diz Muotri. Um dos problemas do IGF-1 é que é uma proteína muito grande, que não consegue ser bem absorvida pelas camadas mais externas do cérebro. Moléculas menores estão em estudo, afirma o professor.
A novidade dos pesquisadores é que os testes com estas drogas até agora estavam restritos ao laboratório, e vão começar a ser aplicados em pacientes em breve. "A fase clínica de toxicidade já foi aprovada para alguns grupos que estão estudando crianças autistas. A ideia agora é testar em um número maior de crianças, para saber se, com seis meses a um ano de tratamento, elas estão melhores em diferentes aspectos, como respiração, ansiedade", informa Muotri