quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Marcos Mion revela que filho de 8 anos está no espectro

Marcos Mion declara-se para filho especial

Apresentador desabafou em texto lindo no seu perfil do Facebook sobre o primogênito, Romeo



Marcos com a mulher, Suzana, e o filho, Romeo (Foto: Reprodução/Instagram)
Emocionante e inspirador. É assim que pode-se definir o texto que Marcos Mion compartilhou em seu perfil do Facebook para falar do filho, Romeo. O garoto, de 8 anos, é fruto do relacionamento do apresentador com a designer Suzana Gullo – o casal tem também Donatella, de 5 anos, e Stefano, de 3. Confira o texto na íntegra:
"Deus me deu um presente.

Fui um dos escolhidos. Somos muitos, mas ainda uma minoria. Se fossemos a maioria, o mundo seria um lugar com muito mais amor incondicional e puro, com mais respeito, paciência e valores. Quem somos nós? Famílias abençoadas com uma criança especial. Sim, nos seus primeiros anos de vida, eu e minha mulher, Suzana, percebemos que nosso filho mais velho, Romeo, é uma criança com dificuldades de desenvolvimento. Demorou algum tempo para termos essa certeza porque ele não se encaixa em nenhum diagnostico e segue evoluindo e aprendendo no seu ritmo.

Todos especialistas dizem que ele não é autista, não é asperger, enfim, que ele não é nada além de uma criança que se encaixa na sigla NOS - Not Otherwise Specified, que significa "Sem Outras Especificações", mas que faz parte do spectrum autista. E por que é bom ele não se encaixar em nenhum diagnostico? Porque ele pode ser ele! Com todo seu potencial, seu jeito único, suas características, vitórias e limitações, e não o que um especialista determine que ele seja. O diagnostico é a maneira mais eficaz de limitar alguém, de não ver sua beleza e singularidade. Qualquer criança que pertence ao spectrum, seja qual for a especificação, tem uma luz única, diferente e seu caminho é ilimitado! Peço, de coração, para que os pais nunca parem de acreditar, independente de um rotulo, e estimulem sempre seus filhos especiais, pois eles tem muito a nos ensinar. Eles só precisam de amor e apoio.

Nós, desde seu nascimento, acompanhamos seu desenvolvimento de perto e buscamos os melhores especialistas no Brasil e fora. Sempre sou questionado do porque fiz a segunda base da minha família em Miami e porque passamos tanto tempo aqui. Essa mudança aconteceu, porque aqui encontramos uma especialista que desenvolveu um método com o qual nos identificamos muito, que foi essencial para entendermos a situação e para o Romeo ter as melhores condições para firmar suas bases de desenvolvimento. Foi um perfeito complemento ao trabalho dos médicos e todos profissionais brasileiros que trabalham com a gente.

Assim, hoje em dia, Romeo vive uma vida normal, na escola, nas atividades, com família e amigos e é amado por todos que o cercam! Estes, alias, os grandes sortudos que, como eu e minha família, tem a felicidade de conviver e aprender todos os dias com um ser humano tão evoluído. Ele é minha maior inspiração como pai, como ser humano. Como uma vez ele me disse: "Pai, eu sou seu irmão".

Sim filho, você é meu irmão de alma. Meu maior orgulho."

Fonte: http://revistaglamour.globo.com/Celebridades/noticia/2014/01/marcos-mion-declara-se-para-filho-especial.html

sábado, 18 de janeiro de 2014

Os perigos do Glutamato Monossódico no aprendizado dos nossos filhos

Glutamato Monossódico (GMS): É este o assassino que se esconde em nossos armários de cozinha?
 
Dr. Mercola

Um silencioso e difundido assassino que é pior à sua saúde que álcool, nicotina e muitas outras drogas está provavelmente escondido em seu armário de cozinha neste exato momento. [1]. "Ele" é o glutamato monossódico ou GMS (MSG, Monossodium Glutamate do nome original em inglês), um realçador de sabor que é conhecido amplamente como um aditivo na comida chinesa, mas que na verdade é adicionado a milhares de alimentos que você e sua família regularmente comem, especialmente se você é como a maior parte dos norte-americanos e come a maioria de sua comida como alimento processado ou em restaurantes.

Glutamato monossódico é um dos piores aditivos alimentares no mercado e é usado em sopas enlatadas, biscoitos, carnes, saladas, refeições congeladas e muito mais. É encontrado em restaurantes e supermercados locais, na lanchonete da escola das crianças, e incrivelmente, mesmo na comida de bebê e em fórmulas infantis.

O GMS é mais do que somente um tempero como o sal e pimenta, ele realça o sabor dos alimentos, fazendo o gosto de carnes processadas e refeições congeladas ficar melhor e cheirar melhor, as saladas ficarem mais saborosas e comidas enlatadas com gosto menos metálico.

Enquanto os benefícios do GMS à indústria de alimentos está bem clara, este aditivo alimentar pode estar lentamente e silenciosamente fazendo grandes danos para sua saúde.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Habilidades Sociais ANTES das Habilidades Acadêmicas

Habilidades Sociais ANTES das Habilidades Acadêmicas (The Son-Rise Program®)
Por Raun K. Kaufman
Tradução da Sandra Santos Tadini

 Existe uma obsessão nacional de ensinar crianças com autismo ou qualquer tipo de transtorno do espectro do autismo de e...nsinar habilidades acadêmicas.
Não importa quão impressionante e diligentemente você trabalhe habilidades acadêmicas com seu filho, isso não vai ensiná-lo a ser mais sociável,
Não vai ensiná-lo a fazer amigos , a rir de uma piada, dar um abraço, ou amar alguém ou dizer Eu Te Amo,
Ou realmente se preocupar com as pessoas, ou interagir espontaneamente com as pessoas a sua volta.
É muito mais crucial priorizar as habilidades sociais do que as acadêmicas.
Isso não significa, de jeito nenhum que vamos esquecer, abandonar para sempre a parte acadêmica.
Mas antes de você realmente colocar sua energia nisso, nós queremos ajudar a nossa criança a ser mais sociável, porque o autismo não é matemática ou leitura,
O autismo é uma desordem relacional,
Desordem na qual nossas crianças ou adultos com autismo tem dificuldades de criar conexões e relacionamentos com outras pessoas entre outras coisas,
O que acontece é que por exemplo, uma parte do cérebro , eu diria um músculo, um músculo de uma parte do cérebro é fraco, perdeu a força.
Isso não significa que ele será fraco para sempre;
Significa que ele precisa de muita ajuda nessa área e nós temos que ajudá-lo.

No curso introdutório Start-Up Son Rise nós focamos Os Quatro Fundamentos Sociais do Modelo de Desenvolvimento.

Primeiro , CONTATO VISUAL E COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL: gestos e várias maneiras de comunicação não-verbal.
O fundamento número 2: COMUNICAÇÃO VERBAL,
O fundamento número 3: ATENÇÃO COMPARTILHADA, o quanto a sua criança ou adulto se envolve com outra pessoa antes que ele/ela se desconecte ou faça alguma coisa diferente que atraia sua atenção
E por último FLEXIBILIDADE, são esses QUATRO FUNDAMENTOS que são os mais esquecidos de se ensinar.
Tenta se ajudar a criança a compensar seu autismo , mas vamos então ajudá-la a SUPERAR os desafios que elas tem ao invés de compensar as dificuldades que elas têm.

Isso é muito importante!

Isso não significa que ela vai superar seus déficits sociais, mas nós nunca saberemos se elas vão superar ou não se não gastarmos nossa energia nisso.
Uma vez que focamos nestas áreas, eu penso realmente que você ficará surpreso do que a sua criança pode crescer nestas áreas.
Nós temos que priorizar as habilidades sociais ANTES das habilidades acadêmicas.

Assista ao vídeo original da tradução acima:
http://www.youtube.com/watch?v=MP6vS9HMQVo&feature=youtu.be
 
 

A PLASTICIDADE DO CÉREBRO

Por Sandra Tadini
O Cérebro não é estático. Ele se desenvolve ou atrofia, ele se remodela. Podemos alterar o Cérebro, gerar a produção de novos neurônios ou destruí-los, incapacitá-los. São os modernos aparelhos de Ressonância Magnética por Imagem Funcional que demonstram como isso acontece.
A ciência estuda a lógica do Cérebro. Ela comprova a importância das EMOÇÕES na estrutura cerebral... e, conseqüentemente, em todas as áreas da nossa vida.
As emoções negativas produzem dois hormônios: adrenalina e cortisol, que, em excesso, corroem o cérebro, matando neurônios, destruindo o Sistema Imunológico, afetando toda a vida do ser humano. São elas: pressa, ansiedade, medo, tristeza, insegurança, desconfiança, ciúme, inveja, raiva, ódio, ressentimento, mágoas, impaciência, prepotência, revolta, queixas, reclamações, pessimismo.

As emoções positivas produzem as endorfinas, entre elas a dopamina, que recuperam os neurônios danificados, estimula a produção de novos neurônios, novas conexões, fortalecendo o Sistema Imunológico, melhorando toda a vida da pessoa. São elas: amor, calma, paz, serenidade, confiança, paciência, tolerância, otimismo, humildade, motivação, alegria, fé, esperança, ternura, zelo, altruísmo.

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro


É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação


O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.

A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.

O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.

E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.

Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.

Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.

Fonte: https://mail.google.com/mail/u/0/?shva=1#inbox

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Importância da Mielina no Autismo

Achei esse post neste blog e achei muito legal
 
"Olá, como vos disse na ultima sexta feira no post da sugestão "Alzheimer´s Project" ,este fim de semana foi de pesquisa, para mim. Andei a ler, sobre as semelhanças entre a doença de Alzheimer e o Autismo.
 Os problemas mais óbvios, em comum, são as alterações no hipocampo, com as suas alterações no processamento de memórias, mas, uma coisa em particular chamou-me a atenção, as alterações na Mielina.

A Mielina constituída por 70% lipídios e 30% proteínas, actua como um isolamento elétrico e aumenta a velocidade de propagação do impulso nervoso ao longo do axônio.  
As sinapses são dadas pelo final do axónio de um neurónio, ao dentrito ou corpo celular de outro neurónio. E é assim que as informações passam e quando isso não aconteçe, resulta em perda de funcionamento para as áreas do cérebro.
Se no Autismo existe perda de funcionamento do cérebro, logo, isso pode dever-se a alterações da Mielina, (embora  também exista a hipótese de estar relacionado com as proteínas neuroligina -1 e neuroligina -2, ou outras).
Nas muitas leitutras que fiz, encontrei informações, sobre, como reconstruir a Bainha de Mielina:
  • Evitar açucares e comidas processadas
  • Aumentar o consumo de ómega-3 e ómega-6 comendo peixes gordos pelo menos 2 vezes por semana (  salmão, atum, sardinhas, trutas). Para ter a certeza, de que o seu filho ingere as quantidades suficientes de ómega 3 pode dar-lhe os ómegas em suplementos, a Bruna toma e é algo que está ciêntificamente comprovado que melhora a capacidade intelectual.
  • Ácido oléico é necessário. Azeite, abacate e nozes contêm ácido oleico. 
  • Aumentar a ingestão de vitamina B e D ( produzida, sobretudo, pela ação dos raios ultravioleta B na pele, embora também possa ser obtida em alguns alimentos, principalmente peixes gordos, ou pela suplementação vitamínica.)"

Read more: http://bananinhaazul.blogspot.com/2013/11/a-importancia-da-mielina-no-autismo.html#ixzz2kMcAgRwb

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Estudo relaciona problemas intestinais a autismo

Crianças com autismo têm problemas  gastrointestinal como constipação, diarréia e sensibilidade a alimentos de seis a oito vezes mais do que as crianças que estão desenvolvendo normalmente , e esses sintomas estão relacionados a problemas comportamentais, incluindo retraimento social , irritabilidade e  comportamentos repetitivos, diz um novo estudo realizado por pesquisadores da UC Davis MIND Institute.
Os pesquisadores disseram que a compreensão do impacto dos problemas gastrointestinais em crianças com autismo poderia fornecer uma nova visão sobre o autismo e desenvolver tratamentos mais eficazes e apropriados que podem diminuir as suas dificuldades gastrointestinais e que podem ter o potencial para diminuir seus problemas de comportamento também.O estudo é o mais etnicamente diversa comparando problemas gastrointestinais em crianças com autismo, atraso no desenvolvimento e desenvolvimento típico, e um dos primeiros a examinar a relação entre sintomas gastrointestinais e problemas de comportamento em crianças com autismo, disseram os pesquisadores."Problemas gastrointestinais em crianças com autismo, atrasos de desenvolvimento ou desenvolvimento típico" foi publicado on-line hoje no Jornal do autismo e Developmental Disorders.

Ziraldo cria cartilha para explicar o autismo

ZIRALDO CRIA CARTILHA PARA EXPLICAR O AUTISMO

"CARTILHA ILUSTRADA"

QUE O CARTONISTA ZIRALDO ELABOROU PARA AS ESCOLAS COM O OBJETIVO DE ESCLARECER A ALUNOS E PROFESSORES, O PASSO A PASSO DO DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS PORTADORAS DO ESPECTO 
AUTISTA.


VEJAM:


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.
Andou, leu e escreveu cedo.
Vai bem nos esportes.
É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.
“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.
- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.
Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

gabriel3
A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.
Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.
A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.
Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).
Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.
A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.
Influenciados por apenas UMA frase.
O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.
graf
O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.
Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.

Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.
UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…
01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.
02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.

03. Gostaria de aproveitar o update e agradecer pelos inúmeros comentários e likes, o que prova o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!

Fonte: http://clinicaalamedas.wordpress.com/2013/09/02/o-que-acontece-quando-voce-fica-elogiando-a-inteligencia-de-uma-crianca/

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os perigos da ritalina

A ritalina e os riscos de
um 'genocídio do futuro'

05/08/2013 - 16:28

  • A docente Maria Aparecida Moysés
  • Droga também indicada para crianças
  • Ritalina desapareceu há poucos meses
A docente Maria Aparecida Moysés
A docente Maria Aparecida Moysés
Droga também indicada para crianças
Droga também indicada para crianças
Ritalina desapareceu há poucos meses
Ritalina desapareceu há poucos meses

Para uns, ela é uma droga perversa. Para outros, a 'tábua de salvação'. Trata-se da ritalina, o metilfenidato, da família das anfetaminas, prescrita para adultos e crianças portadores de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Teria o objetivo de melhorar a concentração, diminuir o cansaço e acumular mais informação em menos tempo. Esse fármaco desapareceu das prateleiras brasileiras há poucos meses (e já começou a voltar), trazendo instabilidade principalmente aos pais, pela incerteza do consumo pelos filhos. Ocorre que essa droga pode trazer dependência química, pois tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína, sendo classificada pela Drug Enforcement Administration como um narcótico.

No caso de consumo pela criança, que tem seu organismo ainda em fase de formação, a ritalina vem sendo indicada de maneira indiscriminada, sem o devido rigor no diagnóstico. Tanto que, no momento, o país se desponta na segunda posição mundial de consumo da droga, figurando apenas atrás dos Estados Unidos. Como acontece com boa parte dos medicamentos da família das anfetaminas, a ritalina 'chafurda' a ilegalidade, com jovens procurando a euforia química e o emagrecimento sem dispor de receita médica. Fala-se muito que, se não fizer o tratamento com a ritalina, o paciente se tornará um delinquente. "Mas nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona", critica a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro. Mais vale a orientação familiar”, encoraja a pediatra, que concedeu entrevista, a seguir, ao Portal Unicamp.

Portal Unicamp – Há pouco tempo, faltou distribuição de ritalina no mercado brasileiro. Como essa lacuna foi sentida?
Cida Moysés – Não sabemos verdadeiramente o motivo de faltar o medicamento, mas isso criou uma instabilidade nas pessoas. As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento. Isso foi sentido de um modo muito mais intenso do que com outros medicamentos que de fato demonstram que sua interrupção seria mais complicada que a ritalina. São os casos dos medicamentos para diabetes ou hipertensão. Apesar de não conhecermos a razão dessa falta do medicamento, sabemos das estratégias de mercado para outros produtos como o açúcar e o café que faltam no supermercado e, por isso, também para os medicamentos que faltam na farmácia. Quando somem das prateleiras, eles criam angústia. No entanto, em geral, retornam mais tarde. E mais caros, é óbvio.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Quase metade das crianças autistas que não falam até os 5 anos podem falar com fluência depois

Imagem
O fato de uma criança autista não falar entre os quatro ou cinco anos não significa que ela nunca irá falar, como receiam alguns pais. Estudo publicado na revista Pediatrics verificou que 70% de crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos que não falavam aos quatro anos desenvolviam-se a ponto de utilizar frases simples, enquanto quase metade adquiria com o decorrer dos anos um linguajar fluente e adequado.

O estudo analisou mais de 500 crianças com autismo, e não encontrou relações entre a possibilidade da criança desenvolver a linguagem mais tarde e suas condições demográficas, como a região em que nasceu, e condições psiquiátricas, como o grau do autismo, crises de ansiedade ou agressividade, por exemplo. Isso quer dizer que a princípio qualquer criança pode desenvolver a fala, mesmo que já tenha passado dos cinco anos.

A pesquisa destaca ainda não ter encontrado indícios de que interesses restritos (crianças que comem somente determinados alimentos, por exemplo, ou gostam apenas de uma cor, estilo de roupa ou brinquedo), assim como as condutas repetitivas que muitos autistas apresentam (girar constantemente objetos, por exemplo) e os aspectos sensoriais (como extrema sensibilidade/aversão ao toque) interfiram significativamente no desenvolvimento da linguagem.

fonte: http://meunomenai.com/2013/07/20/quase-metade-de-criancas-autistas-que-nao-falaram-ate-os-cinco-anos-poderao-falar-com-fluencia-mais-tarde/

fonte: http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2013/02/26/peds.2012-2221

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Glúten e autismo

Após ler o capítulo do livro “Barriga de Trigo” sobre opiáceos e seus efeitos (em esquizofrênico e autistas) e ver que saiu uma reportagem sobre o mesmo assunto, pesquisei um pouco e criei esse post que espero, ajude algumas pessoas. 

Eu ainda fico surpreso com a capacidade do glúten destruir tudo, e ainda assim as pessoas o comem, e não tem ideia dos efeitos. Encontrei vários artigos na internet sobre esse assunto e vários com citações científicas, um dos melhores foi do Vencer Autismo.  O que é autismo e  como glúten se relaciona com essas pessoas?
trigo
Segundo o Wikipedia (que pegou definições de artigos):
autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) que engloba também a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. [1]
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento.  Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos. [2]

O autismo afeta, em média, uma em cada 50 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo o CDC (sigla em inglês para Centro de Controle e Prevenção de Doenças), números de 2013. [3] – no Brasil, porém, ainda não há estatísticas a respeito do TEA [4] . Em 2010, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, o aumento dos números de prevalência de autismo levanta uma discussão importante sobre haver ou não uma epidemia da síndrome no planeta, ainda em discussão pela comunidade científica [5] .
Se tiverem interessados na lista de artigos brasileiros sobre autismo, esse artigo aqui faz uma avaliação. É bem decepcionante ver que nós mal pesquisamos sobre o assunto.
Como o glúten afeta o autista?
Quando comemos o trigo (post abrangente do Dr. Souto) liberamos exorfinas (polipeptídeos) que tem a capacidade de penetrar no cérebro e interagir na região do vício, ou seja, é uma droga mesmo que vicia. Não acredita? Desafio você a ficar 1 semana sem trigo, e em mais de 70% dos casos, você sofrerá de sintomas clássicos de crise de abstinência. É uma droga tão forte que se aplicarmos naloxona (uma outra droga que bloqueia o efeitos de drogas opiáceas, também pode estar na forma de naltrexona) as pessoas tem seu apetite reduzido e comem menos, controlando inclusive a compulsão que muitos obesos tem (e eu sou um deles!). É tão impressionante que é um dos remédios queridinhos dos médicos para tratar obesidade.

Christine Zioudrou e seus colaboradores do NIH (National Institutes of Health) afirmam que são essas exorfinas que interagem com o cérebro e são responsáveis pelos aumento dos episódios de alucinações (em esquizofrênicos). Há diversos estudos sobre isso, o capítulo 4 do livro Barriga de Trigo fala bastante sobre isso.
O que me fez escrever o artigo foi a reportagem da Revista “Eu sou mais Eu“, Edição 353 (leia abaixo). Eu vi no Grupo Viva sem Glúten (grupo fantástico) e fiquei pensando: se o trigo pode alterar o comportamento dos autistas, porque as pessoas acham que não alteram o delas? Para mim é fechar os olhos para realidade.
Agradeço a reportagem por me fazer pesquisar um pouco mais sobre esse assunto, e rezo que as mães de autista eliminem o glúten (e provavelmente o leite) da dieta dos seus filhos, e parabenizo a Cláudia Marcelino pela coragem.
======================= ATUALIZAÇÃO ====================
Conversando com Roberta Carla Evangelista, no grupo Dieta Paleo do Facebook, fiquei chocado com situação do autismo no Brasil:
Em 2013 a estimativa dos EUA foi para 1 autista para cada 55 crianças.  Existem em média 600 mil pessoas portadoras do vírus da Aids no Brasil e há cerca de 30 anos, decidiram que o país tinha que saber o que é. E existem em média 2 milhões de autistas no país e quase ninguém tem uma ideia exata do que seja. #Lamentável
Pq a dificuldade no diagnóstico?????? existem apenas cerca de 350 psiquiatras infantis cadastrados no país. Existem 11 estados que sequer possuem um Psiquiatra Infantil. Em Alagoas, por exemplo, é 1 para o Estado inteiro. Meu filho já teve 13 pediatras e 6 deles disse não saber cuidar de uma criança autista. (Oi?? Ele é uma criança, não?)
O que me deixa triste é que com uma estimativa dessas e tão pouco foco, teremos um país de mais autistas sofrendo com pais inexperientes, médicos despreparados e indústrias farmacêuticas enriquecendo com a Droga da Obediência. (Risperidona)
ESSA REALIDADE TEM QUE SER MUDADA. Conheçam a fanpage e o blog dela (Viagem de mãe), e apoiem galera!!
Associações:
Serviço:
AMA (Associação de Amigos do Autista)
Unidade Cambuci e Call Center
Endereço: Rua do Lavapés, 1123 – Cambuci, São Paulo – SP
Telefone: 11 3376-4400
Fax: 11 3376-4403
Unidade Parelheiros
Endereço: Rua Henrique Reimberg, 1015 – Parelheiros, São Paulo – SP
Telefone: 11 5920-8018
Adefa (Associação em Defesa do Autista)
Endereço: Rua Maria Delfina de Freitas Gomes, 144, Pendotiba, Niterói – RJ
Telefone: 21 2617-8994