segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lya Luft, Betty Monteiro e a chacina de Newtown

Foram três semanas de euforia, tristeza, revolta e muita reflexão. Até o dia 27 de dezembro do ano passado, ou seja, cerca de 10 dias atrás, uma pessoa com TEA (Transtorno do Espectro Autista) não era considerada uma pessoa com deficiência neste país. Pelo menos não perante a lei. Isso acabou com a Lei 12.764 sancionada pela presidenta Dilma Roussef - inclusive com os vetos propostos pelas associações -, sem dúvida uma vitória para os autistas brasileiros, seus familiares e amigos. A lei está sendo chamada de Lei Berenice Piana, em homenagem à mãe, lutadora e guerreira, que briga há anos pelos direitos legais. O link da publicação no Diário Oficial está aqui.

A lei prevê punições para atitudes discriminatórias, como multa de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para a escola que recusar a matrícula de aluno com autismo. Em caso de reincidência, os gestores que se recusarem a matricular alunos com transtorno de espectro autista poderão perder o cargo.

Um dos maiores avanços, no entanto, na minha opinião, foi deixar claro que autista é uma pessoa deficiente. Porque quando você chega para um plano de saúde pedindo o ressarcimento de parte do que é pago em fono, psicólogo, terapeutas ocupacionais e neurologistas, você não vai estar mais pedindo esmola. É lei. Eu brigo todo mês com o meu plano de saúde para ele me ressarcir nem 15% do que eu gasto com o Luca em terapia. Isso, com laudo de neurologista e pedido médico de sessões de terapia em mãos! Quando você for a uma escola e de repente a vaga "desaparecer", como aconteceu comigo pelo menos quatro vezes nos últimos dois meses, você tem a opção de acionar essa instituição legalmente.

A vitória no Congresso, no entanto, chegou junto com duas rasteiras para as famílias dos autistas fora de Brasília. No dia 16 de dezembro, a psicóloga Betty Monteiro fez uma análise superficial, perigosa e leviana no Programa do Faustão sobre o jovem que matou adultos e crianças em uma escola de Connecticut, nos EUA no dia 14, dando a entender que ele teria tido surto violento por ser Asperger (dentro do espectro do autismo), o que é um erro absurdo.

Seminário sobre Inclusão e Mediação no Rio


Inclusão e Mediação Escolar 2013
Criando alternativas para alunos com deficiência



Dia: 16/03/2013
Local: Colégio Pedro II - Rua São Francisco Xavier, 204 / 208 – Tijuca - Rio de Janeiro (exibir mapa)
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047


PÚBLICO ALVO:
Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto.


CRONOGRAMA:
8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h30 - Selma Inês Campbell
10h30 às 12h - Glória Maria Barros Vargas
12h às 13h - Almoço Livre
13h às 14h30 - Lúcia Helena da Cunha Lima Maia
14h30 às 15h50 - Fátima Alves
15h50 às 16h - Intervalo
16h às 18h - Carolina Rizzotto Schirmer
18h - Encerramento com sorteio de brindes

Romário comemora aprovação da Lei dos Autistas

Aprovado projeto que garante a autistas os mesmos direitos de pessoas com deficiência  
Romário em visita a um centro de atendimento de autistas no DF
Graças a um projeto que surgiu da pressão popular, brasileiros com autismo vão ter os mesmos direitos de pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais. A Lei nº 12.764 cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e foi sancionada no último dia 27 de dezembro pela presidente Dilma Rousseff. A lei está sendo vista por pais e especialistas como uma Carta Magna dos autistas no Brasil. A partir dela, essas pessoas vão, por exemplo, ter direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce. 

Para o deputado federal Romário (PSB-RJ) a nova legislação dará mais qualidade de vida para os autistas e suas famílias. “Uma pessoa com deficiência influencia a rotina da família inteira. Por isso é tão fundamental que os responsáveis tenham horário especial de trabalho. Essa lei vai tirar os autistas do limbo, porque antes elas não eram consideradas nem deficientes, nem normais”, declarou o deputado.

Como seria estar por trás dos olhos de um autista?

Por em 
http://lounge.obviousmag.org/ponto_cego/2012/12/como-seria-estar-por-tras-dos-olhos-de-um-autista.html
 
"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo "Carly's Café", no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um.

"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo "Carly's Café", no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um.
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Lê se na tela de um computador: "Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo", a digitação é lenta, a idéia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano.
“Quando dizem que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago", diz o pai de Carly. Ela tem uma irmã gêmea que se desenvolvia naturalmente, e aos dois anos, ficou claro que havia algo de errado. Ela estava imersa no oceano de dados sensoriais bombardeando seu cérebro constantemente. Apesar dos esforços dos pais, pagando profissionais, realizando tratamentos, ela continuava impossibilitada de se comunicar e de ter uma vida normal. O pai de Carly explica que ela não era capaz de andar, de sentar, e todos doutores recomendavam: "Você é o pai. Você deve fazer o que julgar necessário para esta criança".
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Eram cerca de 3 ou 4 terapeutas trabalhando 46 horas por semana. Os terapeutas acreditavam que Carly fosse mentalmente retardada, portanto, sem esperanças de algum dia sair daquele estado. Amigos recomendavam que os pais parassem o tratamento, pois os custos eram muito altos. O pai de Carly, no entanto, acreditava que sua criança estava ali, perdida atrás daqueles olhos: "Eu não poderia desistir da minha filha".
Subitamente aos 11 anos algo marcante aconteceu. Ela caminhou até o computador, colocou as mãos sobre o teclado e digitou lentamente as letras: H U R T - e um pouco depois digitou - H E L P. Hurt, do inglês "Dor", e Help significa "Socorro". Carly nunca havia escrito nada na vida, nem muito menos foi ensinada, no entanto, foi capaz de silenciosamente assimilar conhecimento ao longo dos anos para se comunicar, usando a palavra pela primeira vez, em um momento de necessidade extrema. Em seguida, Carly correu do computador e vomitou no chão. Apesar do susto, ela estava bem. "Inicialmente nós não acreditamos. Conhecendo Carly por 10 anos, é claro que eu estaria cético", disse o pai.
Os terapeutas estavam ansiosos para ver provas e os pais incentivavam Carly ao máximo para que ela se comunicasse novamente. O comportamento histérico de Carly permanecia exatamente como antes e ela se recusava a digitar. Para força-la a digitar, impuseram a necessidade. Se ela quisesse algo, teria que digitar o pedido. Se ela quisesse ir a algum lugar, pegar algo, ou que dissessem algo, ela teria que digitar. Vários meses se passaram e ela percebeu que ao se comunicar, ela tinha poder sobre o ambiente. E as primeiras coisas que Carly disse aos terapeutas foi "Eu tenho autismo, mas isso não é quem eu sou. Gaste um tempo para me conhecer antes de me julgar".
A partir dai, como dizem os pais, Carly "encontrou sua voz" e abriu as portas de sua mente para o mundo. Ela começou a revelar alguns mistérios por trás do seu comportamento de balançar os braços violentamente, e de bater a cabeça nas coisas, ou de querer arrancar as roupas: "Se eu não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se eu pudesse parar eu pararia, mas não tem como desligar. Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu estivesse travando uma luta contra o meu cérebro".
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"Eu gostaria de ir a escola, como as outras crianças. Mas sem que me achassem estranha quando eu começasse a bater na mesa, ou gritar. Eu gostaria de algo que apagasse o fogo". Carly explica ainda que a sensação em seus braços é como se estivessem formigando, ou pegando fogo. Respondendo a uma das perguntas que fizeram a ela, sobre porquê às vezes ela tapa os ouvidos e tapa os olhos, ela explica que isso serve para ela bloquear a entrada de informações em seu cérebro. É como se ela não tivesse controle e tivesse que bloquear o exterior para não ficar sobrecarregada. Ela explica ainda que é muito difícil olhar para o rosto de uma pessoa. É como se tirasse milhares de fotos simultaneamente com os olhos, e é muita informação para processar. O cérebro de Carly não possui a capacidade de catalizar a quantidade imensa de informações para os sentidos, e consequentemente, ela não pode lidar com a quantidade excessiva de informação absorvida.
Segundo o pai de Carly, ela faz questão de dizer, que é uma criança normal, presa em um corpo que a impede de interagir normalmente com o mundo. O Pai de Carly teve a chance de finalmente conhecer a filha. A partir do momento em que ela começou a escrever, se abriu para o mundo. Carly hoje está no twitter e no facebook. Ela conversa com as pessoas e responde dúvidas sobre o autismo. Com ajuda do pai ela escreveu um livro chamado Carly's Voice (A voz de Carly). Entre os mais variados comentários que ela recebe sobre o livro, um crítico disse: "A história de Carly é um triunfo. O autismo falou e um novo dia nasceu".
Assista o curta-metragem interativo "Carly's Café", baseado em um trecho do livro, e vivencie a experiência de Carly por alguns minutos:

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Veja algumas perguntas respondidas por Carly que ajudam a elucidar algumas questões do autismo:

Questão 1: Carly, você pode me dizer porque meu filho cospe todo o tempo? Ele tem todos os outros tipos de comportamento também: Bater a cabeça, rolar, balançar os braços, mas o cuspe é asqueroso e realmente faz com que as pessoas queiram ficar longe dele. Alguma idéia?
Carly: Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensina-lo a engolir a saliva.
Questão 2: Meu garoto de quatro anos grita no carro toda vez que o carro para. Ele fica bem, desde que o carro mantenha-se em movimento. Mas uma vez que parou, ele começa a gritar. É uma mania incontrolável.
Carly: Eu adoro longos passeios de carro. O carro em movimento, e o visual passando rapidamente permite que você bloqueie outros impulsos sensoriais e foque em apenas um. Meu conselho é que você coloque um DVD no carro com cenário em movimento.
Questão 3: Você alguma vez já gritou sem razão nenhuma? Mesmo com o semblante feliz, e tudo calmo e relaxado, mas você apenas começa a gritar? Minha filha às vezes faz isso e eu estou tentando entender o porquê.
Carly: Ela está filtrando o audio e quebrando os sons, ruídos e conversações através do dia. Além de gritar, ela poderá chorar, rir alto e até demonstrar raiva. É a nossa reação por finalmente entendermos algo que foi dito há alguns minutos, alguns dias ou alguns meses. Está tudo ok com ela.
Questão 4: Como eu faço com que um adolescente pare com movimentos repetitivos na classe? Ele diz que os professores são chatos e que é muito mais divertido na cabeça dele. Eu sei que é, mas ele está perdendo todas as instruções e leituras. Eu estou sempre redirecionando ele, mas ele está perdendo tanto. Me ajude.
Carly: Ok. Preciso limpar uma má interpretação sobre o autismo. Se uma criança está fazendo movimentos repetitivos, não quer dizer que ele ou ela não esteja escutando. De fato, ela escuta melhor se ela estiver fazendo esses movimentos. Eu estou estudando e ainda faço movimentos na classe. Eu tento ser discreta, como se estivesse enrolando um pequeno pedaço de papel nos meus dedos. Todos fazem movimentos repetitivos. Pense nos desenhos que você faz quando está no telefone, ou enrolando a ponta dos cabelos, ou enroscando o lápis entre os dedos. Isso é um "stim" (uma movimentação repetitiva). Não há nada de errado com isso, mas às vezes é melhor tentar ser discreto.


gustavoserrate
Artigo da autoria de Gustavo Serrate.
Jornalista e cineasta independente de Brasília. Interesses transitando pelo cinema, quadrinhos, fotografia, video making, motion design e toda forma de cultura independente ou marginalizada.
Saiba como fazer parte da obvious.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Coloque a máscara de oxigênio primeiro em você!



Acredito que nada é por acaso e que as coisas acontecem para o nosso progresso. E que as dificuldades são chances únicas de crescimento, aprendizado e "quitação de dívidas". Sei que, muito provavelmente, escolhi a missão de ter um filho especial nessa vida antes de reencarnar. E que ele me escolheu, pela história que nos une. Isso me dá alento para seguir com a jornada que é ser mãe especial.

Mas, sou humana, longe, muito longe do grau evolutivo necessário para se aceitar uma missão como essa sem cair várias vezes. É importante dizer isso em voz alta. Porque parece que temos de estar sempre sorrindo, temos obrigação de ser otimistas, segurando a peteca com classe e elegância, num eterno estado de Pollyanna, o que não é nada saudável nem normal. Durante um tempo, eu vivi assim. Precisamente, logo após o diagnóstico de Transtorno Global do Desenvolvimemento (TGD) do Luca, dentro do chamado espectro autístico. De dia, eu tinha de estar bem para trabalhar e memostrar forte para família, colegas de profissão e amigos. De noite, eu tirava a máscara.. O resultado foram madrugadas regadas a choro, sorvete, biscoito recheado, pizza e salgadinhos - único horário do dia em que eu me permitia sentir medo, frustração e tristeza - e... 40 quilos a mais na balança em menos de dois anos.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Exercicios sensoriais para equilibrio no TEA

post da Dra. Simone Pires no Facebook, no dia 15/12/2012
Instruções
Coisas que você precisa
  • Trave de equilíbrio
  • Cama de rede
  • Feijão, areia ou água para posições sensoriais
Sugerir edições
    Usar a terapia de integração sensorial para tratar Autismo
    ...
  1. Uso neurosensory terapias como a terapia de integração sensorial (SIT) para neutralizar os efeitos da sobrecarga sensorial freqüentemente experimentada por pessoas com autismo. Experiências sensoriais podem ser bloqueadas ou exageradas, por isso algumas pessoas com autismo crave contato humano, apesar de ser doloroso para outros. Algumas pessoas têm reações violentas a ruídos altos, enquanto outros não percebem-los. SIT métodos utilizados por terapeutas ocupacionais podem equilibrar e filtrar a entrada sensorial.
  2. Crie um ambiente onde uma criança pode se divertir ao mesmo tempo aprender como incorporar todos os cinco sentidos. Preencha posições sensoriais com objetos táteis, como grãos, areia e água. Inclua espaço para correr e dançar, erguer uma trave de equilíbrio, configurar uma rede para balançar.
  3. Use métodos de sentar-se para ajudar as crianças que são sensíveis às sensações que ocorrem durante as atividades cotidianas, tais como vestir-se ou escovar os dentes. Neursosensory terapias podem ajudar as pessoas com autismo construir tolerância a estas sensações de modo que eles podem executar tarefas diárias.
  4. Treinar os sentidos que causam as pessoas com autismo apareça hiperativa ou letárgico através de métodos SIT que incluem girando, rolando e balançando. Sente-se métodos de ensinam as crianças a combinar todos os cinco sentidos por meio de atividades, o que podem melhorar as habilidades motoras, hábitos organizacionais e consciência do corpo movendo-se através do espaço.
  5. Use terapias Neurosensory adicionais para tratar Autismo
  6. Reduza a hipersensibilidade ao som através da integração auditiva (AIT) de treinamento. Usando freqüências diferentes, terapeutas podem modificar a maneira como uma criança autista processa o som. Alguns métodos usam música clássica com baixo e mais tarde, faltando freqüências.
  7. Use terapia de exploração para estabelecer obrigações parentais que podem estar faltando. Muitas crianças autistas não conseguem ligar-se com as mães como bebês. Segurando a terapia incentiva as mães para manter as crianças, mesmo quando eles são resistentes, para estabelecer esse vínculo. Embora controversa, defensores acreditam fornece muito necessária estimulação sensorial para crianças autistas.
Dicas & advertências
Certifique-se de escolher as atividades que correspondem ao nível de habilidade da criança.
Proporcionar atividades divertidas e incluir as preferências da criança na escolha de estímulos ao desenvolvimento de terapias neurosensory para tratar Autismo.

Autor: Bernard Dupuis

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Enem e inclusão

Amores, no Na Pracinha (http://www.napracinha.com.br/2012/12/maes-especiais-enem-e-inclusao.html) dessa semana, falo um pouco do calvário que é buscar uma vaga para uma criança especial nos dias de hoje. Conto um pouco da minha experiência e frustrações nos últimos 3 meses. E olha que o Luca tem só 4 anos e é uma criança teoricamente "incluível". E estamos falando de educação infantil. Estou com medo de quando eu tiver de enfrentar o ensino fundamental... bjos.

Enem e inclusão

O mês de dezembro é de festas sim, mas para nós, mães especiais, lembra tormento. É quando a maioria de nós está correndo atrás de escolas, ou melhor, de uma vaga para os filhos para o ano letivo seguinte. É um drama, gente. Minha busca começou há quase 3 meses, no dia 3 de setembro, quando visitei a primeira escola. Atualmente, o Luca (que tem diagnóstico de Transtorno Global do Desenvolviemnto) está numa escolinha pequena que praticamente se tornou uma escola especial. A dona da escola é maravilhosa, de um coração do tamanho do mundo. E aceita crianças especiais de braços abertos. Nada contra escolas especiais. Se acharmos que é a melhor opção para o Luca, que é onde ele vai se desenvolver melhor e com segurança, vamos para lá. Mas achamos que está na hora dele conviver com mais crianças que falam, que sirvam de espelho. Acho mesmo que ele pode dar um salto com essa mudança. Se não der certo, a gente volta para a escola especial. Mas, precisamos tentar para não ficarmos o resto da vida com a pulga atrás da orelha, sem saber como tería sido se tivéssemos tentado....

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desenvolvendo a Comunicação Verbal (son-rise)

Repassando da Sandra Santos...
Transcrição da batalhadora Sandra Santos, amiga de luta e de facebook, sobre o vídeo son-rise para desenvolver a linguagem. É fantástico!

Desenvolvendo a Comunicação Verbal
Kate Wilde ilustra técnicas que promovem o desenvolvimento da comunicação verbal de uma pessoa com autismo.
“Trabalhei com milhares de crianças com idades e diagnósticos diferentes, trabalhei muitas maravilhosas horas no quarto de brincar; treinei nossa equipe de facilitadores e de professores certificados do Programa Son-Rise. Hoje compartilho com você a Comunicação Verbal.”
Kate Wilde - Professora do programa Son Rise no Autism Treatment of America há 16 anos, ilustra técnicas que promovem o desenvolvimento da comunicação verbal de uma pessoa com autismo.
No Austim Treatment Center of America- ATCA - nós podemos ajudar seu filho com autismo não importando em que ponto do desenvolvimento da linguagem ele se encontra; ele pode estar em um estágio inicial da comunicação verbal, falando alguns sons, ás vezes, algumas palavras; ou pode estar na outra ponta do espectro, com um enorme vocabulário, podendo falar sentenças (frases) e conversar. Podemos ajudar uma criança com a comunicação bem desenvolvida a fazer amigos e criar vínculos profundos em suas vidas.
 
Como ajudar uma criança ou um adulto no estágio inicial da sua comunicação:
A criança que produz algum som ou que tenha uma vasta gama de sons (você pode não entender, mas ela se comunica dessa maneira) com vocabulário de até cerca de 10 palavras.
Vamos nos concentrar em como você pode ajudar a sua criança ou o seu jovem adulto a utilizar seus sons atuais, para dar o próximo passo: formar palavras e se comunicar de forma que você e as pessoas ao redor entendam.
Falaremos das ações que você pode fazer para ajudar seu filho a passar para a próxima etapa, mas antes falaremos um pouco sobre os pensamentos que lhe ajudarão a realizar todos os passos que encorajarão seu filho a formar palavras. Uma crença bastante poderosa e importante é acreditar que seu filho, não importa a idade que ele tenha, é totalmente capaz de se comunicar, ele tem o potencial para fazer isso; por que quando acreditamos que a criança tem capacidade de se comunicar verbalmente, damos a ela mais oportunidade de fazer isso; e solicitamos que ela se comunique; então acreditar nisto é importante.
 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Autismo: descoberta traz esperança de reversão e cura do distúrbio


autismo-mundo
 
O distúrbio nos circuitos neuronais, que está na origem do autismo, poderá ser revertido.
A conclusão é de um estudo suíço, do Biozentrum da Universidade de Basileia, que identificou uma disfunção específica causada pela doença e que conseguiu revertê-la, o que poderá abrir caminho à cura e constitui um enorme passo no desenvolvimento de um futuro tratamento.
Segundo a equipe de especialistas, coordenada por Stephane Baudouin e cujo estudo foi publicado na prestigiada revista científica Science, a existência deste defeito prende-se com uma produção exagerada de um recetor neuronal, o glutamato, que modela esta transmissão, impedindo o desenvolvimento normal do cérebro a longo-prazo e dificultando a aprendizagem.
Eles identificaram um defeito na transmissão de sinais sinápticos em roedores que interfere com a função e a plasticidade dos circuitos neuronais. 
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dieta GAPS - Sobre a dra. Natasha Campbell

Gut e Síndrome de Psicologia
pelo Dr. Campbell-McBride



Uma breve história
O Gut e Síndrome de Psicologia dieta tem o seu fundamento sobre a dieta de carboidratos Específico (SCD) criado pelo Dr. Sidney Valentine Haas para curar distúrbios digestivos. SCD ganhou grande popularidade após a mãe, Elaine Gottschall, curou seu próprio filho e se tornou um defensor de SCD. Elaine Gottschall é também o autor do livro popular quebrar o ciclo vicioso. Saúde intestinal através da dieta.

Dr. Natasha Campbell-McBride tomou SCD e evoluiu ainda mais para criar um protocolo completo para a cura de doenças digestivas e problemas posteriores.

Dr. Natasha Campbell-McBride

Dr. Natasha Campbell-McBride é formado em Medicina e pós-graduação, tanto Neurologia e Nutrição Humana. Em sua clínica em Cambridge, ela é especializada em nutrição para crianças e adultos com deficiências comportamentais e de aprendizagem, e adultos com digestivos e distúrbios do sistema imunológico.
Dr. Campbell-McBride configurar A Clínica de Nutrição Cambridge em 1998. Como um pai de uma criança com diagnóstico de dificuldades de aprendizagem, ela estava ciente das dificuldades que enfrentam outros pais como ela, e ela dedicou grande parte de seu tempo para ajudar essas famílias. Ela percebeu que a nutrição desempenhou um papel fundamental para ajudar crianças e adultos a superar suas deficiências, e foi pioneira na utilização de probióticos neste campo.
Ela acredita que a ligação entre a deficiência de aprendizagem, a comida e bebida que tomamos, e as condições do nosso sistema digestivo é absoluta, e os resultados de seu trabalho ter apoiado a sua posição sobre este assunto. Em sua clínica, os pais discutir todos os aspectos da condição da criança, com a certeza de que eles não estão apenas conversando com um profissional, mas a um pai que viveu sua experiência. Seu profundo entendimento dos desafios que eles enfrentam coloca seu conselho em uma classe própria.  

** Este site deve ser usado como um complemento para Gut Dr. Campbell-McBride livro e Síndrome de Psicologia e é de modo algum um substituto para todas as informações fornecidas dentro de si. **

GAPS ™ e Gut e Síndrome de Psicologia ™ são marcas comerciais e direitos autorais de Dr. Natasha Campbell-McBride. O direito de Dr. Natasha Campbell-McBride a ser identificado como o autor deste trabalho tem sido afirmado por ela, de acordo com a Lei de Patentes de Direitos Autorais, e os projetos de 1988.
Publicado por:
Internacional de Nutrição, Inc.
11655 Crossroads Circle, Suite T
Rio médio, MD 21220
(800) 899-3413
ask@gapsdiet.com
www.gapsdiet.com

Depoimento pessoal de mãe sobre a dieta Dieta GAPS no filho

Resultado Pessoal Do meu filho Glauco com a Dieta Gaps e Dicas

Sem ainda ter total condições de entrar de cabeça na dieta GAPS, com duas semana meu filho Glauco que tinha a mania de estar sempre com um recipiente tipo garrafinhas, potes de lenço, copinhos diante de qualquer atividade girando parou totalmente depois de anos! os movimentos esteriotipados estão diminuindo!Lembrando que junto a dieta o Sun Rise tem sido fudamental no seu dia a dia! Segue então mais um pouco sobre a dieta GAPS da a Dra. Natasha Campbell-McBride que ao meu ver pode ser adpatada as nossas condições, basta um pouco de criatividade, vontade e fé!

A Dieta GAPS totalO seu paciente precisa continuar evitando completamente amidos e açúcar por dois anos, pelo menos. Isso significa evitar todos os grãos, açúcar, batata, nabo, inhame, batata doce e qualquer coisa feita fora delas. A farinha na sua culinária e panificação pode ser substituído por amêndoas (ou qualquer outras nozes ou sementes de girassol ou de terra de abóbora em farinha). Em cerca de 1-1,5 anos você pode ser capaz de introduzir novas batatas, trigo mourisco, painço fermentado e quinoa, a partir de quantidades muito pequenas e observando qualquer reação.
 
 Açúcar, trigo, alimentos processados ​​e todos os aditivos terão de estar fora da dieta por muito mais tempo.Lentamente aumentar as quantidades de alimentos fermentados. Você pode fermentar legumes, frutas, leite e peixe (por favor, consulte a seção de receita). Também gostaria de recomendar a leitura de um livro maravilhoso por Sally Fallon "Tradições Nutrir", que irá fornecer-lhe com um monte de boas receitas. Comer alimentos fermentados com cada refeição vai ajudar o seu paciente a digerir a refeição sem o uso de suplementos de enzimas digestivas. Certifique-se de introduzir todos os novos alimentos fermentados na dieta muito gradualmente a partir de 1-2 colheres de chá por dia.
 

COMO INTRODUZIR A DIETA GAPS PASSO A PASSO

A Dieta GAPS é baseado no trabalho do Dr. Natasha Campbell-McBride. Ela descobriu a dieta SCD (carboidrato dieta específica) e deu um passo adiante, descrevendo a conexão cérebro-intestinal no intestino livro e Síndrome de Psicologia. Seus pacientes cunhou o termo Síndrome GAP ou simplesmente lacunas. A dieta se tornou conhecida como a Dieta GAPS.Aqui estão os documentos importantes que você precisa para implementar com sucesso a dieta GAPS:
 
Dieta Introdução
A maioria dos pacientes lacunas devem seguir a dieta Introdução antes de ir para a dieta GAPS completa. Dependendo da gravidade da condição de seu paciente que ele ou ela pode mover-se através deste programa tão rápido ou mais lento que o seu / sua condição irá permitir: por exemplo, você pode mover-se através da primeira etapa de um ou dois dias e depois passar mais tempo no segundo lugar Palco.

Seguindo a dieta Introdução plenamente é essencial para as pessoas com sintomas digestivos graves: diarréia, dor abdominal, distensão abdominal, alguns casos de prisão de ventre, etc Esta dieta irá reduzir os sintomas rapidamente e iniciar o processo de cura do sistema digestivo. Mesmo para as pessoas saudáveis, se você ou seu filho recebe um "bug barriga" ou qualquer outra forma de diarréia, seguindo a dieta de Introdução por alguns dias irá limpar os sintomas rapidamente e permanentemente normalmente sem a necessidade de qualquer medicação.

Em casos de prisão de ventre obstinada, introduzir sumos naturais no início da dieta, a partir da fase 2: começar a partir de coisa suco de cenoura no início da manhã e levar o seu óleo de fígado de bacalhau, ao mesmo tempo. O suco irá estimular a produção de bílis, muitos casos de constipação persistente são devido a produção de bile pobres. Quando não existe suficiente bílis, as gorduras dos alimentos não digerem bem, em vez disso, reagem com sais de sabão e forma no intestino, causando constipação. Remoção de leite também pode ajudar.