quinta-feira, 7 de junho de 2012

Relato de pais sobre a eficácia da dieta

Vou reunir aqui, alguns relatos de pais que falam da eficácia de tirar o glutem e/ou a caseína da dieta dos seus filhos. A maioria estou tirando de comentários do blog da Cláudia Marcelino, essa mãe que me inspira demais. Absorvo tudo o que ela posta.

Do blog da cláudia:
Querida Cláudia.
A minha filha está há seis meses sem glúten. Não tirei a caseína porque pelo que a Madrinha dela que é muito estudiosa do assunto me disse que a caseína faz uma diferença na questão do foco e decidimos esperar um pouco mais, porque ela tem só dois anos de idade e um grau leve de autismo. Acredito que a minha experiência possa abrir um novo horizonte na falta de convicção dos profissionais em relação ao glúten. Tirei o glúten por um mês, e ela se tornou outra criança, comunicativa, começou a falar e a procurar muito o contato visual. Dei o glúten novamente por um mês e o que aconteceu, foi que ela não regrediu, mas parou de evoluir no desenvolvimento, ficou irritadiça e não demonstrava mais interesse tão grande no contato visual. Tirei o glúten denovo e isso já faz seis meses. Hoje, com dois anos e três meses, ela está até brincando com outras crianças, o que foi um grande ganho. Além de tirar o glúten, estimulo sempre ela com coisas e experiências novas, fora da rotina...está dando muito certo. Pretendo tirar a caseína na fase escolar. Ela não frequenta escolinha, nem psicóloga e nem fono. Eu mesma estudo e aprendo o necessário para tratar dela. Outra coisa é que festejo muito cada nova conquista dela e ela me parece a criança mais feliz do mundo e tem uma auto estima muito boa. É isso, espero ter dado alguma idéia nova a alguns pais. Outro detalhe: não deixo ninguém ter pena dela ou de mim, digo sempre que sou a mãe mais feliz da autistinha mais linda desse mundo e tenho muito orgulho dela e gratidão por Deus a ter confiado a mim. Um grande abraço, Samira Hassan, mãe da Mariana.


Dieta sem glúten e autismo: pesquisa não confirmou melhora do comportamento

 Tradução: Inês Dias |
fonte: http://cronicaautista.blogspot.com.br/2010/05/sgsc.html

Estudo controlado não constatou benefícios no sono, atenção e funcionamento intestinal


A crença popular de que mudanças específicas na dieta poderiam melhorar os sintomas de crianças com autismo não conseguiu comprovação em estudo controlado feito pela Universidade de Rochester, que verificou que eliminar glúten e caseína das dietas de crianças com autismo não teve impacto nos seus padrões de comportamento, sono ou intestinos.

Este estudo é a pesquisa de dieta e autismo mais controlada até agora. Os pesquisadores conseguiram o difícil mas crucial feito de garantir que os participantes recebessem os nutrientes necessários, já que dietas livres de glúten e caseína podem conter quantidades inadequadas de vitamina D, cálcio, ferro e proteína de alta qualidade. Diferentemente de estudos prévios, também se controlaram outras intervenções, como o tipo de tratamentos comportamentais que as crianças receberam, para garantir que todas as mudanças observadas seriam devidas às alterações de dieta. Estudos anteriores não controlaram tais fatores. Apesar de não terem sido observadas melhoras, os pesquisadores reconheceram que alguns subgrupos de crianças, particularmente aquelas com sintomas gastrointestinais significativos, podem conseguir alguns benefícios com as mudanças de dieta.

Do blog da Cláudia Marcelino: A Dieta para autistas é realmente ineficiente?

 
 fonte: http://dietasgsc.blogspot.com.br/2010/06/dieta-para-autistas-e-realmente.html

No final de maio, começou a circular na internet o resultado de uma pesquisa feita pela Rochester University que concluiu que uma dieta Sem Glúten e Sem Caseína não mostra cientificamente nenhum resultado efetivo no padrão de comportamento de crianças autistas.

Esta matéria se alastrou rapidamente nos sites e blogs estrangeiros e como já tem uma tradução para o português, eu e alguns pais e familiares do grupo Autismo Esperança não gostaríamos que ela se alastrasse tanto sem que houvesse uma ponderação efetiva sobre ela para que os pais e familiares que estão começando a pesquisar alternativas para o tratamento de suas crianças, não sejam influenciados sem que haja material adequado para a formação das suas atitudes. Então decidimos que usaríamos nossos espaços para falar sobre esta pesquisa.

Este trabalho tem sido alardeado como a mais cuidadoso, eficiente e controlado feito até agora.
Os responsáveis recrutaram 22 crianças genuinamente autistas e que recebiam intervenção comportamental precoce sem exceção.  Destas 22 crianças, 14 completaram a pesquisa. Esta pesquisa ainda incluiu controle com placebo, cuidados nutricionais específicos para que não houvesse carência de nutrientes e formulários de controle preenchidos pelos profissionais e pelos pais durante as 18 semanas que durou. Nestes formulários, conforme descrito no artigo da Medscape, tinha até uma coluna chamada "Oops", "Deslizes", onde anotava-se qualquer infração na dieta, até mesmo um biscoitinho induzido pela vovó.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Porque eu amo Einstein e Messi



Uma das primeiras coisas que você faz, instintivamente, quando recebe o diagnóstico de que seu filho tem autismo, é passar um filme na cabeça com cenas do nascimento, primeiros dias, semanas e meses para tentar saber em que momento o trem saiu dos trilhos. O Luca, que vai fazer 4 anos daqui a três semanas, tem o chamado autismo regressivo, ou seja, ele vinha se desenvolvendo normalmente até mais ou menos os dois anos de idade, quando teve uma regressão brusca na fala, no convívio social e passou a ter comportamento arredio.

É importante que nós, pais, fiquemos de olho nas etapas de desenvolvimento de uma criança normal. Várias vezes eu me peguei dizendo para mim mesma: "mas como eu, uma pisciana ligadíssima em tudo que é alternativo, diferente e espiritual não percebi que o Luca não fazia certas coisas que deveriam ser normais no seu desenvolvimento?"

quarta-feira, 30 de maio de 2012

TDAH - Mitos e Verdades

Mito:
O uso de estimulantes pode levar ao vício em drogas posteriormente.

Fato:

Estimulantes podem ajudar muitas crianças a focar e a ter mais sucesso na escola, em casa e em momentos de brincadeira. Evitando experiências negativas no momento presente, podem evitar vícios e outros problemas emocionais mais tarde.

Mito:
Uma resposta boa a um estimulante prova que a pessoa tem TDAH.

Fato:

Estimulantes possibilitam que muitas pessoas foquem e prestem mais atenção, tendo ou não TDAH. Nas pessoas com TDAH, isso é apenas mais visível.

Mito:
A medicação deve ser interrompida quando o indivíduo chega à adolescência.

Fato:

Aproximadamente 80% daqueles que precisam de medicação quando crianças ainda precisam quando adolescentes, e 50% continuam precisando quando adultos.
 
Fonte: National Institute of Mental Health – NIMH

TDAH - casos de sucesso

Como saber se tenho TDAH?
Desde a popularização do TDAH, é comum as pessoas comentarem que apresentam características do Déficit de Atenção, ou que as observam em seus filhos, e então procurarem profissionais em busca de tratamento. A presença de apenas determinados sintomas, no entanto, não é suficiente para que o Transtorno, de fato, esteja presente. Além disso, ele pode se apresentar de formas diferentes: há TDAs em que são mais fortes os sintomas de desatenção, enquanto em outros predomina a hiperatividade associada à impulsividade. Há também casos em que esses sintomas todos aparecem.

TDAH: quando não compreendido, um transtorno


Imagem: Reprodução

Nos depoimentos de mães, pais e especialistas no assunto, as semelhanças são marcantes. Os portadores do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são impulsivos, agitados, irrequietos, ansiosos e tão inteligentes e carinhosos quanto mal compreendidos e rejeitados – o que acontece porque, quando se trata de TDAH, falta informação e sobra preconceito.
Com um ano e quatro meses de idade, em 1986, Fernando começou a andar. A partir daí, ficar parado tornou-se algo simplesmente impossível para ele. Um ano e dois meses depois, sua mãe, Mara Narciso – endocrinologista, acadêmica de jornalismo e autora do livro Segurando a hiperatividade – decidiu levá-lo a uma psicóloga. Por ser “acelerado” e “incapaz de sossegar um minuto que fosse”, Fernando ficava sujeito a toda sorte de acidentes. “Machucava a toda hora, e demorou muitos anos para entender que buraco era buraco e que pular dentro dele como se não existisse o faria machucar. Corria na direção de uma escada como se não houvesse desníveis”, relata Mara.

Os neurônios-espelho


Cérebro: um simulador de ação
Pesquisadores descobriram um subconjunto de neurônios localizados no córtex parietal que disparam cada vez que vemos alguém executar uma ação. Uma característica que pode ser usada na reabilitação de pessoas com déficit motor

Por Roberta de Medeiros


 

Por que sorrimos quando vemos alguém sorrir? Ou por que ficamos com olhos marejados quando a protagonista do filme chora? Já reparou que nos retesamos quando vemos alguém com dor ou sentimos uma vontade incontrolável de bocejar quando alguém boceja? Afinal, o que nos leva a agir de acordo com o que as outras pessoas fazem? Isso acontece porque, quando vemos alguém fazendo algo, automaticamente simulamos a ação no cérebro, é como se nós mesmos estivéssemos realizando aquele gesto. Isso quer dizer que o cérebro funciona como um “simulador de ação”: ensaiamos ou imitamos mentalmente toda ação que observamos. Essa capacidade se deve aos neurônios-espelho, distribuídos por partes essenciais do cérebro – o córtex pré-motor e os centros para linguagem, empatia e dor. Quando observamos alguém realizar essa ação, esses neurônios disparam – daí o nome “espelho”. Por isso, essas células cerebrais são essenciais no aprendizado de atitudes e ações, como conversar, caminhar ou dançar. Eles permitem que as pessoas executem atividades sem necessariamente pensar nelas, apenas acessando o seu banco de memória.

O tratamento não medicamentoso de TDAH - Leonardo Mascaro

O caso a seguir ilustra como o treinamento neurológico por Neurofeedback permitiu o resgate de um funcionamento saudável a um menino de 10 anos de idade com sérios problemas atencionais e comportamentais. Este menino, que chamaremos de RB, chegou ao meu consultório com um quadro diagnosticado de hiperatividade e déficit de atenção (DDA/TDAH).
Mapa inicial

Mapa Q feito antes do início do tratamento
SHUTTERSTOCK

terça-feira, 29 de maio de 2012

Uso de agrotóxicos pode alterar comportamento de gerações futuras

O contato com elementos ambientais tóxicos pode influir na resposta de futuras gerações ao estresse e causar desordens de conduta, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos com ratos. O estudo, realizado por pesquisadores das universidades de Washington e do Texas, comprovou que apenas uma exposição de fêmeas que esperavam filhotes a um fungicida utilizado em frutas e verduras, a vinclozolina, tinha consequências sobre a conduta da terceira geração de seus descendentes, apesar deles terem sido criados livres do agrotóxico.

Segundo os resultados do estudo, publicado nesta segunda-feira na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", estes roedores se mostraram mais sensíveis às situações de estresse e experimentaram uma maior ansiedade do que os descendentes de ratos que não tiveram contato com o fungicida.

Série de Vídeos legais sobre autismo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O meu dia D

 




- É, mãe. É autismo.

Foi essa a frase que eu ouvi da segunda neurologista que procurei quando a falta da fala do Luca e a regressão de coisas que ele já falava e fazia passou a nos incomodar. Eu chamo de meu "Dia D", ou Dia do Diagnóstico, quando tudo o que eu desconfiava tomou forma, ganhou nome e virou oficial. Na história mundial, o Dia D ficou marcado por mortes e dor. Mas foi também que muitos historiadores consideram como o início do fim da II Guerra Mundial. O meu Dia D me causou dor sofrimento e confirmou o que, no fundo, eu já sabia. Mas marcou o início da nossa luta para resgatar o Luca.

O Luca fez 2 anos e falava muito pouco. A família ligava: "E aí o Luca já tá falando?", e eu sempre respondia meio sem jeito que não, que ele estava meio preguiçoso... Ouvia de volta que cada um tem seu tempo e fingia concordar, mas no fundo algo já me incomodava. Não era só a falta da fala. Aos poucos, ele passou a se isolar no quarto; não olhava quando era chamado; o contato ocular praticamente sumiu; não fazia questão da nossa presença; começou a nos puxar pelas mãos quando queria alguma coisa; a hiperatividade explodiu e ele passou a rodar em círculos pela casa com mais frequência. O que antes para mim era uma brincadeira boba de criança, virou um alerta. Colocava essas características no google e recebia de resposta 80 millhões de explicações. Todas com a palavra autismo no meio. Autismo se manifesta por volta dos 2 anos e pouco... Era a idade do Luca...